Variável ambiental chega no IDH



A nossa pátria amada, quem diria, caiu cinco posições no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O baque ocorreu em relação ao primeiro ano do Governo Bolsonaro; e a avaliação levou em conta, pela primeira vez, os impactos no meio ambiente.

Isso mesmo. Caímos da 79ª para 84ª posição, dentre 189 nações, levando-se em conta as suas emissões de gases do efeito estufa e a pressão da população sobre a natureza que resta no planeta, hoje chamada tecnicamente de recursos naturais ou prestadora de serviços ambientais.

Noruega, Irlanda e Suíça, nessa ordem, ocupam as primeiras e positivas posições. Na América Latina, o Brasil está atrás do Chile, Argentina, Uruguai, Peru e Colômbia. Os dados divulgados são relativos a 2019.

O IDH é um programa usado há 30 anos pelas Nações Unidas para avaliar o desempenho dos países na superação de problemas, predominantemente sociais. Combina a expectativa de vida da população, a renda per capita e os anos de estudo na escola. E agora foi acrescido, já era tempo, também pela variável ambiental.

O peso do impacto no meio ambiente na avaliação de 2019 é mais uma forma de alertar os países a respeito dos seus compromissos com o clima, a preservação do verde e a sustentabilidade de seus negócios, dentro da teia conceitual do que chamamos hoje de “desenvolvimento sustentável”.

O relatório do IDH ressalta que ecossistemas críticos como a Amazônia correm risco de virar savanas por causa do aumento da perda de florestas, provocada principalmente pelos desmatamentos, incêndios e mudanças no uso desecológico da terra.

Ainda.

Exemplo mineral

 


A proposta conceitual da Anglo American de reimaginar positivamente a imagem pública da mineração deu mais um passo no entorno do seu projeto Minas-Rio, na região de Conceição do Mato Dentro, abrangendo quatro outros municípios vizinhos. A empresa lançou um fundo de R$ 1 milhão para apoio e recuperação de negócios dos produtores de Queijo Minas Artesanal direcionado para os fabricantes do tradicional queijo do Serro. O objetivo é dar suporte para os negócios locais que foram duramente afetados pela pandemia da Covid-19.

Segundo Ivan Simões, diretor de Assuntos Corporativos da Anglo, este apoio faz parte de uma atuação mais ampla à economia local. “Desde 2017, por meio do Programa Crescer, vimos proporcionando a melhoria técnica dos pequenos produtores rurais para que possam se profissionalizar, aumentar vendas e gerar mais desenvolvimento em sua região. Dessa forma, confirmamos na prática nosso propósito de reimaginar a mineração para melhorar a vida das pessoas”.

Esperança quae sera tamem


Segundo confirmou pesquisa recente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), encomendada ao Instituto FSB, 98% dos brasileiros se dizem preocupados com o meio ambiente. Outros 80% acreditam que é possível explorar de maneira inteligente os recursos da natureza, para preservá-los.

E pensar que ainda existem empresários cegos e surdos para esta realidade; e políticos que ainda acreditam que meio ambiente não dá votos. Vontade de chorar!

Romeu ou Kalil?


Dias climáticos desses, em BH, num colóquio nada inconfidente no meio empresarial e político mineiro, houve quem chamou tanto o prefeito Alexandre Kalil quanto o governador Romeu Zema, ambos de... estadistas! E teve seguidores, plateia acalorada.

“Opa!” – reagiu somente um deles, coincidentemente o que tinha mais cabelos brancos e mais ouvia do que falava. E acrescentou: “Hoje em dia, para se tornar estadista só existe um quesito básico e eliminatório: ser também ambientalista. Sair de trás da porteira, ver e se sensibilizar com o que está acontecendo com o planeta.” Vocês conhecem alguém com esse perfil?

O assunto mudou na hora.