Greta versus coronavírus

 




E ainda tem gente que não gosta dela!

Só pra refrescar nossa memória, em 20 de julho, a ativista sueca Greta Thunberg recebeu, não à toa, o “Prêmio Gulbenkian para a Humanidade – Alterações Climáticas”, no valor de 1 milhão de euros, concedido pela Fundação Calouste Gulbenkian, com sede em Portugal. E o que fez a jovem, portadora de autismo? Doou 100 mil euros, mais de meio milhão de reais, para as ações de enfrentamento ao coronavírus no Amazonas. Elas integram a campanha SOS Amazônia, criada pela ONG Fridays For Future Brasil, formada por jovens ativistas brasileiros. Sua contribuição se somou a outras em curso, para ajudar as comunidades indígenas e populações tradicionais ribeirinhas no combate à Covid-19.

Pedido de socorro

O gesto de Greta foi em resposta ao pedido de socorro ao mundo, feito pelas autoridades públicas da região Amazônica: “Como ativistas da causa socioambiental, sabemos que não podemos enfrentar a crise climática sem antes enfrentar a crise do coronavírus. Logo, se não ajudarmos as populações da Floresta Amazônica contra a epidemia, estaremos permitindo que ambas as crises se desenvolvam. Nós precisamos escutar os cientistas, os médicos e as pessoas que estão sofrendo”.

Sexta extinção

Segundo mensagem oficial do Fridays for Future, ao contrário de Brasília, tudo está interligado, tal como a natureza que nos dá a vida: “Defender os povos indígenas é fundamental para combater a emergência climática, que nos levará à Sexta Extinção em Massa. Enquanto muito é falado e pouco é feito, a sociedade civil se mobiliza em diversas frentes, para combater a pandemia no Brasil. É criminoso e inconsequente colocar os povos indígenas e as populações tradicionais em risco. O extermínio dessas pessoas comprometerá também o futuro da humanidade, na medida em que ameaça a maior floresta tropical do mundo, com seus serviços ambientais, etnoconhecimento e cultura”.

Continua a mensagem: “Estamos à frente de uma grande coalizão europeia para pressionar consumidores e empresas a agirem em defesa da Amazônia por meio do boicote aos produtos que mais causam a destruição de nossa flora e fauna.

O mundo não está interessado em investir no desmatamento da Amazônia e no extermínio de povos indígenas. O desmantelamento de políticas ambientais afasta e continuará a afastar investidores, provocará boicotes em larga escala e é fruto de uma política ecocida do governo brasileiro.”

E termina o documento: “A relação entre povos indígenas e a emergência climática é clara. São eles que mantêm as florestas de pé e garantem o equilíbrio desses ecossistemas. O mundo possui uma dívida para com os povos da Amazônia. E é por isso que a sociedade civil, em diversos países ao redor do globo, se mobiliza agora para ajudá-los diretamente”. Como disse Greta Thunberg, durante o lançamento da campanha, “as consequências da morte dos povos da Amazônia e a destruição da Floresta Amazônica serão globais!”

E ela tem apenas 17 anos!

Benza Deus!


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