FURO ECOLÓGICO: Vem de Minas o Prêmio Nobel de Sustentabilidade





Após seis anos de conversas e buscas de patrocínio, a Fundação Pro-Natura Internacional  fechou acordo com as famílias Rockfeler e do cientista sueco Alfred Nobel, para o lançamento, ainda este ano, do “Prêmio Nobel de Sustentabilidade”. Esta informação foi dada extraoficialmente pelo próprio criador da Pro-Natura, Marcelo de Andrade, mineiro de BH, um dos precursores do movimento ambientalista mundial, durante a última reunião do Conselho de Presidentes, na capital. Se confirmada, graças a Minas Gerais, o estado-berço brasileiro da consciência ecológica (além das categorias Literatura, Medicina, Física, Química, Economia e Ativismo pela Paz), o Prêmio Nobel de Sustentabilidade também irá reconhecer, doravante, quem mais fizer pela segurança ambiental do planeta e sua humanidade.

A natureza aplaude!

O amor ao ninho



Simples e emotiva, tal como a natureza que ele amava. Foi assim, no último domingo de março, na Paróquia Santa Rita de Cássia, em BH, a missa realizada pelo padre Toninho em lembrança ao centenário de nascimento do ambientalista Hugo Werneck. Um dos precursores da consciência ecológica na América Latina, é a ele que a Revista Ecológico é dedicada a cada nova lua cheia no céu.

Considerado um dos pais do ambientalismo brasileiro, ele foi o fundador do Centro para a Conservação da Natureza em Minas Gerais, uma das primeiras ONGs do país, cuja sede fixa era o seu concorrido gabinete de dentista no centro de BH. E como sede móvel, uma velha kombi que o levava a procurar passarinhos e se encantar com as borboletas pelos Geraes afora retratadas por Guimarães Rosa. Graças à sua luta, acham-se hoje preservados tanto o Parque Estadual do Rio Doce, no Vale do Aço, considerado a “Amazônia mineira”; quanto o Parque Nacional da Serra do Cipó, entre tantas áreas verdes.
Além da Revista Ecológico, o “Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza”, hoje na sua 10a edição, foi criado para manter viva a sua memória. O ambientalista nasceu no dia 30 de março de 1919 e nos deixou em novembro de 2008, aos 89 anos. Ele acreditava que só o amor, a educação e a democratização da informação ambiental poderiam mudar a atitude do ser humano em relação à natureza. Foi essa a sua mensagem, na forma de um “santinho” com sua foto, que seus familiares distribuíram ao final da cerimônia religiosa, devoto e ajudante da paróquia que ele era. De um lado, a justificativa sutil e maior de sua luta: “Só a beleza do mundo deveria bastar para preservarmos a natureza”. E de outro, a mais colorida: “Imagine se matássemos ou aprisionássemos todas as larvas de borboletas, por serem feias e nocivas nesse estágio? Não existiram borboletas adultas, esvoaçantes em sua beleza, leveza e graça. Não existiram ‘cores que voam’ a nos encantar, como uma criança um dia me ensinou a vê-las”.

Obrigado, mestre!

Em tempo:Reveja alguns dos seus ensinamentos, ao som de “Metamorfose Ambulante”, de Raul Seixas!



Missa celebra centenário de Hugo Werneck




Será realizada no próximo domingo, às 10h30, na Paróquia Santa Rita de Cássia
(Rua São Domingos do Prata, 270, bairro São Pedro, Zona Sul de Belo Horizonte)
uma missa em homenagem aos 100 anos de nascimento do “pai do
ambientalismo mineiro”, dr. Hugo Werneck.

Um dos precursores da consciência ecológica na América Latina, ele foi o fundador
do Centro para a Conservação da Natureza, uma das primeiras ONGs do Brasil, e
defensor da criação de importantes áreas verdes de Minas Gerais, como os
parques Nacional da Serra do Cipó e Estadual do Rio Doce.

A Revista Ecológico e o “Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza”foram criados para manter viva a memória do ambientalista. Dr. Hugo nasceu no dia 30 de março e nos deixou em novembro de 2008, aos 89 anos. E acreditava que só o amor, a informação e a educação ambiental poderiam mudar a atitude do ser humano em
relação à natureza que nos resta.

Para rever alguns dos ensinamentos do mestre Hugo Werneck (que amava as borboletas)
ao som de “Metamorfose Ambulante”, de Raul Seixas, assista ao vídeo a seguir:



Os três acertos de MARCELO MATTE

Foto: reprodução / Facebook


Visão de longo alcance. Foi o que demonstrou Marcelo Matte (foto), o novo secretário de Cultura e Turismo do Governo Zema. Além de acertar na recondução apolítica e merecida de Eliane Parreiras à presidência da Fundação Clóvis Salgado (Palácio das Artes), ele anunciou a intenção do Estado de implantar uma linha férrea ligando a Praça da Estação, no coração da capital mineira, ao Inhotim, em Brumadinho. A patrocinadora dessa iniciativa será a Vale, como forma de compensar a tragédia ambiental e antiturística ocorrida no Córrego do Feijão.
Matte foi além. Dentro do “pensar globalmente e agir localmente”, que é o outro nome da sustentabilidade, ele anunciou o fechamento, doravante, do entorno da Praça da Liberdade para o trânsito aos domingos. A ideia é promover atividades culturais abertas ao público. “Não faz sentido” – ele justificou – “uma praça que traz a liberdade no nome estar cheia de cercas”.

A natureza agradece.


O Capitão e o Meio Ambiente


Deu na coluna do Ancelmo Gois, em "O Globo". Até os próprios militares, quem diria, também estão apostando em uma impensável conversão ecológica do presidente Jair Bolsonaro. É o que está pra ser publicado no livro “Para pensar o Exército Brasileiro no Século XXI”, fruto de uma pesquisa feita pelos historiadores Eduardo Raposo, Maria Resende e Sarita Schaffel.

Eles entrevistaram exatos 2.726 oficiais. Destes, 49% se disseram contra a presença das Forças Armadas na repressão ao tráfico de drogas e armas. E, ao contrário de Bolsonaro, 68,5% dos oficiais ouvidos se disseram contrários à diminuição do controle ecológico-ambiental para impulsionar o crescimento econômico do Brasil, o único país com nome de árvore.

O que nos faz crer: depois que o capitão conseguiu trazer o juiz Sérgio Moro e a Operação Lava-Jato para o colo do seu governo, só falta ele convocar as Forças Armadas para a defesa in loco da Amazônia e o que mais nos resta de natureza pátria. Anote aí. Se isso acontecer, o Exército, a Aeronáutica e a Marinha brasileira passariam a ser vistos pela população como "Forças Amadas".

Foto: Alan Santos - PR


Mico desnecessário

A tragédia causada pela Vale em Brumadinho deveria servir para Bolsonaro desconfiar de certos auxiliares seus, como o que o levou a dizer, em Davos, na Suíça, a informação manipulada de que “somos o país que mais preserva o meio ambiente no mundo”. Nunca fomos, infelizmente. Ainda.

No mesmo dia em que rompeu a Barragem do Feijão, o Observatório do Clima, rede de ONGs de combate às mudanças climáticas, publicou uma checagem do que anda dizendo de asneira o diretor da Embrapa Territorial, Evaristo de Miranda.

Espécie de eminência parda de Bolsonaro na área ambiental, ele instiga o novo governo eleito a acreditar que o Brasil é o campeão em áreas ecologicamente protegidas. Não é verdade, presidente. Segundo o Observatório, uma comparação com outros países mostra que, pelo contrário, não temos nada de tão extraordinário no percentual de áreas preservadas. Segundo o Banco Mundial, diz a ONG, “há 51 nações com mais áreas naturais protegidas do que nós”.

Somos, sim, o país que não aprendeu a lição, como os do Primeiro Mundo, hoje sem árvores, rios e ar puro. O Brasil que não conseguiu, isso sim, diante da força da natureza, devastar todo o verde que temos. Ainda.