Germano se despede da Semad, com direito a lágrimas da natureza

J.D.Vital, representando o diretor-presidente da CBMM, Eduardo Ribeiro, o secretário Germano Vieira, e Antonio Batista, presidente da Fundação Dom Cabral: “Personalidade do Ano” no Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza´2018. Foto: Glaucia Rodrigues

“Nada melhor do que o tempo para avaliar e sinalizar os rumos das nossas vidas”. Foi o que confirmou hoje, à Revista Ecológico, o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas (Semad), Germano Vieira, um dia depois de se encontrar com o governador Romeu Zema, a quem comunicou oficialmente sua vontade de se desligar da pasta. E seus motivos: “a busca de novos desafios”.

Jovem advogado, mestre em Direito Público, especialista em Educação Ambiental e autor de diversos artigos e livros sobre a temática da sustentabilidade, Germano não chegou e se instalou na Semad como um estranho no ninho. Muito menos, como também acontece com a maioria dos políticos e administradores públicos, chegou pensando que a história começava e terminava com ele. Pelo contrário, já ocupava discretamente o posto de secretário-adjunto de Meio Ambiente desde maio de 2016.

Natural de Lavras, ele chegou no estilo daquela canção do Chico Buarque. Chegou tão diferente do jeito de quase todos os que chegam ao poder. E se instalou como o segundo servidor de carreira do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) a assumir a Semad.


Germano e a equipe da linha de frente da Semad na premiação: vibração e pertencimento com a missão. Foto: Glaucia Rodrigues

Com seu jeito simples, transparente e cativante, Germano tornou-se quase unanimidade entre seus pares. Foi aceito e admirado tanto pelo setor produtivo quanto pelos  ambientalistas. E também pelos próprios servidores do Sisema, aos quais dedicou o troféu de “Personalidade do Ano”, recebido em 2018, na 9ª edição do Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza, sob o tema florestal de “Chico Mendes a Chico Bento”.
Ao ser perguntado, claro, sobre quem indicou ao governador Zema para substituí-lo no cobiçado cargo, ele recorreu à metáfora poética: “As sucessões, ainda mais na nossa pasta, cuja missão é defender a natureza e o desenvolvimento sustentável, são naturais”.
Na aposta da Ecológico, também por unanimidade entre os ambientalistas ouvidos, dois nomes técnicos da sua equipe disputam naturalmente o cargo. E um deles pode significar, com legitimidade e experiência de vida, Minas ter a sua primeira secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável em toda a nossa vanguardista história ambiental.

E Germano mais não disse, além dos seus costumeiros e reconfortantes “muito obrigado” e “fique com Deus”. Ele apenas destacou o fato ecológico, coincidência ou não, de ter chovido ontem em Belo Horizonte, logo após seu encontro com o governador. Um sentido aplauso também da natureza, ao fazer chover em pleno mês de maio quando, tradicionalmente a seca já envia seus sinais.


Está nas mãos de Zema e Paulo Brant, assim como no início desse atual governo, ouvir os ambientalistas. E acertar novamente.

Não podem ter sido em vão, as gotas d'água tão claras caídas ontem do céu da nossa luta e esperança comum.
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Deixará um robusto legado. Fez um otimo trabalho.

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