Mundo Mineral





Causou boa repercussão a nomeação do belo-horizontino Tiago Alves, 34 anos, como novo gerente corporativo de Meio Ambiente da Anglo American Brasil. Ex-coordenador de Desenvolvimento Sustentável, ele tem graduação em Ciências Sociais e mestrado em Arqueologia e Antropologia Social pela UFMG. Nada acontece por acaso. Senso de responsabilidade, vestir a camisa da empresa e da ecologia social (simpatia e bom trato com as pessoas, sejam elas moradoras da roça, da cidade ou do melindrado meio político), também fazem parte do seu perfil.


Zema já tem duas indicações naturais para as secretarias de Meio Ambiente e de Agricultura
























Foto: Luis Ivo - Divulgação


Caro Romeu Zema, resgatar um velho e sábio jeito de bem escolher e nomear com acerto seus futuros secretários, pode ser uma escolha mais que estratégica. Isso se aplica, em particular, às pastas do Meio Ambiente e da Agricultura, desde que não unificadas, pelo amor de Deus, como a Ecológico também vem sugerindo ao presidente Jair Bolsonaro, diante da possibilidade de fusão dessas áreas em nível federal.

No caso da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), hoje modelo e estado de arte em gestão pública, aplaudida ao mesmo tempo pelos ambientalistas e o setor produtivo – tanto do ponto de vista administrativo como de autonomia financeira, quanto da agilização recorde nos processos de licenciamento ambiental –, o novo governador não precisa gastar seu precioso tempo nessa delicada área.

Basta perguntar aos próprios funcionários da Semad, atualmente valorizados e com a auto-estima lá em cima, quem eles sugerem para ser seu próximo secretário que a resposta será natural. Trata-se de um servidor público de carreira que, se Pimentel ou Anastasia tivessem vencido, e isso é voz corrente, seria mantido pelo que vem fazendo.

Ou seja, se esse time já está ganhando, preservá-lo, caro Zema, significa receber o bastão do que já é inovador na área ambiental, antes mesmo da posse.

Já a Secretaria da Agricultura, ela sim, ao contrário da Semad, precisa que o novo governador lhe estenda a mão e a valorize, tamanho abandono e falta de transparência  ao longo dos governos anteriores. Ainda lhe falta um novo e naturalmente compromissado secretário que seja doutor, agricultor, ruralista, técnico e pecuarista ao mesmo tempo.

E esse novo nome que, ano a ano, vem incorporando o discurso da sustentabilidade no campo e na cidade, a ponto de se dizer um “pregador hídrico”, também já existe, na minha humilde mas experiente percepção.

Líder natural do setor, ele tem endereço bastante frequentado na capital onde trabalha, mais mineiro impossível, apesar de articulado e eficiente. Fica na Avenida do Contorno, 1771. Defronte à Igreja Nossa Senhora das Dores. Não à-toa, cuidando da Agricultura no bairro chamado... Floresta.