Kinross premiada




Há mais de duas décadas, a Kinross Brasil Mineração desenvolve pesquisa aplicada em drenagem ácida, adotando medidas sustentáveis que garantem a qualidade da água usada na operação. Em reconhecimento ao trabalho realizado na mina do Morro do Ouro, em Paracatu (MG), a empresa recebeu o Prêmio “Global Practice Award”. A honraria ocorreu na cidade de Pretória, na África do Sul, sendo recebida pelo seu diretor de Sustentabilidade e Comunicação da Kinross, Alessandro Nepomuceno (foto).

Biblioteca comunitária




O Instituto Ecofuturo, junto com a Suzano Papel e Celulose, avançou em mais uma etapa na implantação de uma Biblioteca Comunitária em Malacacheta (MG), com apoio da prefeitura municipal.

Trata-se de uma mobilização comunitária, realizada na Escola Municipal Eva Ribeiro Mendes, que receberá o projeto, e reuniu 200 pessoas. Na ocasião, foi apresentado o "Programa de Educação Ambiental", que envolverá professores e alunos da rede pública de ensino. Ambas as iniciativas integram o "Nascentes do Mucuri", projeto idealizado pela Suzano e desenvolvido por vários parceiros, que promove a restauração das nascentes do rio e o desenvolvimento local.

Com inauguração prevista para 2019, a biblioteca receberá 1.000 livros novos, dois computadores, impressora, software para gestão da biblioteca, equipamento de TV e Blu-Ray, além do mobiliário necessário para compor o espaço.

Obrigado, Kalil!



Vidas não mais secas agradecem à PBH no Boulevard do Arrudas

Uma semana. Esse foi o tempo gasto pela Prefeitura de Belo Horizonte para se posicionar – e agir – com relação ao abandono e à morte em série, por falta d´água, de quase uma centena de palmeiras exóticas ao longo do Boulevard do Arrudas, na capital mineira. A denúncia, que teve retorno célebre por parte da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, foi postada no último dia nove, no site Revista Ecológico, cuja versão impressa irá circular no próximo dia 24, lua cheia de outubro.

Até o feriado do último dia 12, um pequeno exército de funcionários da PBH, munido de ferramentas, camionetes e pequenos guindastes, fez um exemplar mutirão verde. E retirou 36 árvores já mortas. Cortou as folhas secas e podou outras 34 ainda vivas em estado agonizante.

Quanto às palmeiras saudáveis, um terço do total plantado terá o mesmo destino das demais salvas, incluindo as novas mudas substitutas: terra nova, adubo, manutenção e rega permanentes, duas vezes por semana.

Detalhe conspiratório, para não dizer parceiro da prefeitura: as chuvas chegaram juntas à providência de salvá-las.

A natureza humana também agradece.

Parabéns!

A praça mais árida da liberdade
















Que me perdoem a presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha), Michele Arroyo, o prefeito Alexandre Kalil, o governador Fernando Pimentel, a Vale (que investiu R$ 5,2 milhões) e todos os arquitetos e paisagistas responsáveis pelas obras da "nova" Praça da Liberdade, símbolo maior da capital dos mineiros.

Mais que isso. Eu os convido a chamarem seus filhos, netos e sobrinhos – incluindo qualquer casal de idosos ou namorados – para ver se suportam ficar com eles mais de meia hora, sem chapéu ou sombrinha, na futura praça quase totalmente sem sombra, apartada que foi do seu antigo bucolismo.
É vero e inclemente. Nenhum de vocês, autoridades e autores do projeto, conseguirá achar um só metro quadrado ali sem sol fervente para, naturalmente, poder se esconder do calor cada vez mais infernal de Belo Horizonte. Tudo porque seus paisagistas e arquitetos se esqueceram ou não levaram em consideração em suas pranchetas a realidade hoje global das mudanças climáticas.

Em vez do velho e ecológico manejo florestal, que seria mais sustentável (manter as árvores condenadas e suprimi-las à medida que novas e saudáveis árvores fossem crescendo, mantendo uma meia sombra, no mínimo, para a população), o que eles fizeram de desecológico ali?
Exageraram matematicamente na dose, e sempre contra o verde. Sem sensibilidade social cortaram exatas e condenadas 30 senhoras-árvores, incluindo o romântico corredor de ciprestes-gigantes onde tantos de nós já namoramos escondidos. E, pra compensar, vão plantar outras... 20 (dez a menos!). Isso mesmo. E que só vão dar sombra daqui a quatro, cinco, seis anos.

Até lá, como os frequentadores vão se esconder de tamanha e infeliz insolação, vide que as árvores mantidas também foram podadas ao extremo, eliminando todas as suas saias? Cortaram até um terço de seus galhos e folhas.

Que natureza, agora, vai filtrar os raios ultravioleta e poupar as pessoas do câncer de pele e do envelhecimento precoce? Um horror urbanístico, enfim, que, in memoriam, deve estar estarrecendo Paul Villon (1841-1905), o famoso paisagista francês também responsável pela criação do Parque Municipal e da Praça Raul Soares, numa época mais romântica e com clima ameno.
Ele deve estar se perguntando no túmulo: “Como podem ter tornado tão árida e desumana a praça que sonhei bucólica e amei sem suor nessa 'Cidade Vergel', assim descrita nos versos de Olavo Brás dos Guimarães Bilac? E isso, justamente nessa cidade que já foi chamada de Jardim, não à toa, a 'Paris brasileira'?"

- Pardon, pardon, monsieur Villon!
Parece que nós ainda temos medo e ódio atávicos do verde, da vida natural. O que talvez explique a nossa atração fatal pelo excesso de cinza do cimento e do asfalto que nos desumaniza.

- Pour l´amour social, s'il vous plaît!
No fundo, no fundo, como também diria o professor e ambientalista Hugo Werneck, nós ainda não percebemos, não respeitamos, não somos gratos, não amamos e muito menos sabemos o que fazer com a natureza que Deus nos deu.

- O ódio ou a indiferença ao verde (leia-se o calor intensificado com a falta e a supressão violenta de árvores em todo o planeta, e não somente na nossa devastada e desvitalizada Praça da Liberdade) só se estabelece nos espaços em que o amor natural não entra.
Por que não incluí-lo?