Sou Ecológico

Bom exemplo ecológico
O "Prêmio Bom Exemplo" 2018, iniciativa do jornal O Tempo, da TV Globo Minas, da Fundação Dom Cabral e da Fiemg, acertou, mais uma vez, na área ambiental. E, principalmente, fez justiça a quem, mesmo distante da capital e da grande mídia, e já com idade avançada, ainda luta sozinha e sem holofotes pelo que nos resta de natureza. A grande vencedora este ano é a ativista Alice Lorentz Godinho, presidente do Movimento Pró-Rio Todos os Santos e Mucuri, no nordeste de Minas. Amante das águas, a ambientalista é pós-graduada em Gestão e Educação Ambiental e integra o Fórum Mineiro do Comitê de Bacias Hidrográficas. Por sua luta pessoal e atuação como líder pela despoluição e preservação dos rios da região, ela foi homenageada em 2009, pela Assembleia Legislativa de Minas. E, em 2010, pelo “I Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza”, na Categoria “Melhor Exemplo em Terceiro Setor”. Parabéns a ela e aos jurados!Em tempo: Nil César, multiartista e coordenador do espaço cultural Grupo do Beco, no Morro do Papagaio, em BH, também é um dos homenageados do "Prêmio Bom Exemplo" (categoria “Cultura”). Nil é outro que não é um estranho no ninho do “Prêmio Hugo Werneck”: em 2015, abrilhantou o palco da edição da maior premiação ambiental do país ao lado da atriz Kátia Couto (foto à dir.), quando declamaram o poema “Águas e Mágoas do Rio São Francisco”, de Carlos Drummond de Andrade. Aplausos!

Etanol versus gasolina

Foi como o próprio titular da Semad, Germano Vieira, chamou os membros do Instituto Mineiro de Desenvolvimento Ambiental (IMDA) que o visitaram, em seu gabinete. Na pauta, experiência, vivência e apoio técnico-informal na já bem avaliada condução da política estadual de Meio Ambiente em Minas Gerais.

Dados da Fundação SOS Mata Atlântica apontam que o uso de etanol nos carros flex em circulação no Brasil nos últimos 14 anos evitou a emissão de cerca de 440 milhões de toneladas de gás carbônico. Ou seja, de dióxido de carbono (CO2), um dos principais causadores do aquecimento global e, consequentemente, do efeito estufa. Esse índice é maior do que o alcançado no mesmo período, em conjunto por Argentina (209 milhões de toneladas), Chile (87) e Colômbia (85). A expectativa é que cada vez mais brasileiros utilizem etanol em vez de gasolina. Os testes realizados em laboratório mostram que o litro do álcool rende 70%, em média, do litro da gasolina. Porém, um novo estudo do Instituto Mauá e da Única - União da Indústria de Cana-de-açúcar, feito em vias públicas, aponta que esta média pode variar entre 70,7% e 75,4%, uma diferença considerável no bolso do consumidor. Com a palavra, o governo e o próprio setor que não conseguem manter um valor mais acessível do etanol ecológico para a população, em comparação com a vilã gasolina. Quem ganha com isso é a poluição. Quem perde, somos todos nós.


Conselhão do Germano







Foi como o próprio titular da Semad, Germano Vieira, chamou os membros do Instituto Mineiro de Desenvolvimento Ambiental (IMDA) que o visitaram, em seu gabinete. Na pauta, experiência, vivência e apoio técnico-informal na já bem avaliada condução da política estadual de Meio Ambiente em Minas Gerais.


Pedido verde
É uma pena a super-secretária Adriana Branco até hoje não nos permitir acesso ao prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil. É verdade, e ela não explica o motivo. Se deixasse, nessa primeira vez, além de entregar uma camisa ecológica do Atlético a que ele faz jus pela campanha da Revista Ecológico "Clubes Unidos pela Natureza", só queríamos lhe fazer um pedido verde.
Para cada uma das duas mil árvores “condenadas” à morte antecipada na capital mineira, face ao risco de caírem e causarem novas tragédias, ele exigir o replantio de, no mínimo, três novas mudas. Em vez do anunciado “uma por uma”, feito pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
Isso equivaleria a uma árvore a mais do que, em 2011, quando o ex-prefeito Marcio Lacerda foi obrigado a fazer o replantio em compensação pelas obras viárias relativas à Copa do Mundo.
Sob críticas, Lacerda não sacrificou apenas duas mil árvores. Retirou da nossa paisagem fervente nada menos que 22 mil exemplares, a maioria em seu maior esplendor visual, incluindo aquelas que haviam se tornado “florestas urbanas", tamanha quantidade de sombra, flores, passarinhos, ar puro e um microclima mais ameno ao redor do cimentado, asfaltado e árido Mineirão.
“Vamos plantar 44 mil novas árvores, com mudas já desenvolvidas, estaqueamento e tudo. Isso é mais que o dobro do que temos de cortar”, prometeu Lacerda. E cumpriu, inclusive participando da maioria dos plantios, o que mudou a opinião pública contrária, e lhe valeu, como reconhecimento, entre outros, a conquista do “II Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza”, em 2011, na categoria “Melhor Político do Ano”.
É esse o nosso pedido a Kalil, que um dia nos disse, quando ainda presidente do Galo: “O que for bom para a natureza, é bom para o Atlético”. Se não puder ultrapassar Lacerda, com um placar de 3 a 1, que sua gestão "marque" pelo menos 2 a 1. Mas nunca 1 a 1, que é empate e não vitória da natureza na história da nossa ex-Cidade Vergel do Brasil.

Grande Bebeto!
Receba também as homenagens da Revista Ecológico! Fomos amigos de infância em Caxambu, pegando as bolas de bocha para os veranistas no Parque das Águas, lembra-se? Foi onde, em meio à natureza exuberante, à “Medicina entre Flores” descrita por Ruy Barbosa, que você deu os primeiros passos em sua carreira esportiva vitoriosa. Vamos sentir sua falta.
Saudações caxambuenses!