A lembrança de Vital



O colega J.D. Vital (foto) não deve estar nada alegre com as últimas notícias sobre “Os cedros de Deus”, símbolos naturais do Líbano. Em excelente artigo publicado na edição 100 da Ecológico (leia mais em www.souecologico.com), ele mostrou como beleza, história, religião e resiliência podem florescer juntos mesmo onde chove pouco e a natureza é hostil. Agora, o último painel da ONU sobre Mudanças Climáticas revelou que essas árvores milenares também estão sendo afetadas drasticamente pelo aquecimento climático. Só não estão morrendo precocemente por falta de água e frio, aquelas ainda sobreviventes nas altitudes maiores, acima das nuvens e mais perto do céu. Ou do próprio Deus, como os libaneses sempre as veneraram.


O "Céu de Santo Amaro" em BH


Será no novo Espaço de Eventos da Unimed, na capital mineira, com capacidade para até 350 pessoas, a solenidade da nona edição do Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza, já com data, tema e trilha sonora previstos: dia 20 de novembro, logo após as eleições, sob o tema "A Sustentabilidade na Floresta, no Campo e na Cidade - De Chico Mendes a Chico Bento”.

A música escolhida é “O Céu de Santo Amaro”, de Flávio Venturini, gravada em dueto com Caetano Veloso. A proposta da premiação ambiental, este ano, é retratar os avanços da ecologia rural. Desde o assassinato de Chico Mendes, há 30 anos atrás, por defender a Floresta Amazônica. Até a criação do personagem de quadrinhos Chico Bento que, junto da Turma da Mônica, desde a ECO/92 no Brasil, já cresceu, se formou em Agronomia para ajudar a melhorar a qualidade de vida de seus pais na roça, tornando o campo e a cidade onde vivem mais sustentáveis.


Não à-toa e com justiça, o homenageado este ano, a exemplo do fotógrafo-ambientalista Sebastião Salgado em 2017, será o famoso cartunista Maurício de Sousa, que em uma de suas aparições em terras mineiras, mais precisamente em 19 de dezembro de 2002, lançou a Campanha “Óia o Chico”, do Ibama e IEF, de recuperação do Rio São Francisco.

As indicações e inscrições podem ser feitas gratuitamente pelo site premiohugowerneck.com.br.

Que Bento Rodrigues queremos no futuro?

“É de coração que assino esse documento e essa esperança.” Foi o que declarou, emocionado, Germano Vieira, titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), quando da recente licença ambiental dada pelo Governo de Minas à Fundação Renova, para a construção do aguardado novo distrito de Bento Rodrigues, em Mariana. É de coração, também, a expectativa da Revista Ecológico que, desde a tragédia ocorrida, não apenas reportou as suas graves consequências. Mas, tão importante, a quantidade de soluções sugeridas por uma multidisciplinaridade de atores sociais e institucionais, desde ambientalistas a técnicos e autoridades do setor, para a sua reconstrução diferenciada como um exemplo de construção sustentável.

Reconstruir localidades, tais como tradicionalmente elas eram em seus espaços físicos e afetivos, Minas sabe fazer. E bem feito, vide os exemplos de sucesso que a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) implantou em Nova Ponte e Irapé, onde suas populações tiveram de se mudar (e para melhor), por causa do alteamento das barragens de captação d'água.
A pergunta que não quer calar é: os moradores de Bento Rodrigues ganharão tão somente um novo povoado? Ou, mais além, o mesmo e saudoso distrito, porém edificado sob a ótica da sustentabilidade, com energia solar, lâmpadas de LED, pisos e paredes de bloquetes feitos com a própria lama de rejeitos, fiação subterrânea, mais arborização do que havia antes, lixeiras em todos os quarteirões, praças e jardins, bancos com encostos para a terceira idade, sistemas de reúso de água e sanitários econômicos?
Como bem apontou o ex-ministro do Meio Ambiente e conselheiro da Revista Ecológico, José Carlos Carvalho, em artigo publicado no jornal O Tempo, intitulado “A solução do Rio Doce”, a Fundação Renova tem todo o respaldo e governança para isso. Inclusive, a participação doravante mais inclusiva dos atingidos no processo decisório.
O novo Bento Rodrigues, enfim, será o velho Bento ou o Bento de um futuro exemplar, economicamente viável, ambientalmente correto e socialmente mais justo, que é o outro nome da sustentabilidade que todos sonhamos?
Com a palavra, a Fundação Renova, a Prefeitura de Mariana e os moradores ainda em transe do antigo distrito.

O desamor social ronda o atlético






“Se houver uma camisa preta e branca pendurada no varal durante uma tempestade, o atleticano torce contra o vento”, já dizia, com propriedade, meu ex-colega de trabalho, o jornalista e escritor Roberto Drummond. Esse espírito forte e vingador fez bater esquisito e triste, noite dessas, meu coração atleticano. Foi quando participei, como torcedor e observador anônimo, da última audiência pública realizada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Belo Horizonte (SMMA) sobre o projeto da futura Arena do Galo, na capital mineira.

Minha alegria, em preto e branco, compareceu primeiro. E se encantou. O projeto, em termos arquitetônicos, assinado pela Farkasvölgyi Arquitetura, é maravilhoso. Moderno, ousado e futurista. Na medida certa para a grande massa atleticana chamá-lo orgulhosamente de seu e, a partir de 2020, reconhecendo-o como sua
nova sede social.

Por tudo isso, é claro, a sua concepção não recebeu uma só crítica das poucas pessoas representantes das comunidades da futura arena ali presentes. Obteve só elogios, inclusive de quem é contra a sua localização. O projeto prevê a edificação de uma arena multiúso, lembrando um disco voador, como se tivesse descido do céu e se fixado num terreno doado pela MRV Engenharia.

Onde? Eis aí a questão para a qual só o amor alvinegro pode protagonizar um placar compensatoriamente justo. A sua construção, cujo processo de licenciamento ambiental ainda está em discussão no Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comam), está prevista em uma área verde no Bairro Califórnia, vizinho do Camargos, na Região Oeste de BH.
Fica a menos de um quilômetro da Estação Eldorado do Metrô, como exige o protocolo da Fifa. E entre três grandes corredores de tráfego: a Via Expressa Leste-Oeste, o Anel Rodoviário e a BR-040, como exige o bom senso, para não dizer solução, caso Prefeitura, Estado e MRV construam alças de acesso. Tanto para não atrapalhar mais ainda o trânsito ali caótico, como para permitir que populações vizinhas à arena, hoje já divididas e ilhadas por essas vias, não fiquem ainda mais apartadas. Deixando, paradoxalmente, como vizinhas e torcedoras mais próximas, de usufruir do novo espaço.

- Vocês vão incluir a construção dessas alças para a gente também frequentar a arena?
- Vamos ter também o posto de saúde pública que, há anos, reivindicamos aqui para a região?
- Vão implantar um parque ao redor, para proteger as nascentes do nosso Córrego Morcego?
- E as áreas verdes (35% de área do terreno) vão ter só árvores plantadas em meio ao asfalto e ao cimento?

- O Atlético vai pensar e incluir tudo isso no projeto, antes de ele voltar ao Comam?
Foi o que vozes majoritárias, brancas e pretas, mais perguntaram, na maioria dos casos em tom baixinho, de tanta humildade, ao microfone. Dúvidas e esperanças que encheram o recinto de perguntas pertinentes, mesmo ouvindo, várias vezes, representantes da própria SMMA desanimar os moradores, cortando seus sonhos e direitos: “Informamos a todos os presentes que a audiência pública de hoje não tem caráter deliberativo”.
Então, para que ouvir a comunidade, se ela, oficialmente, não terá voz – nem vez? Foi o que meu coração começou a se perguntar também. E quando um ambientalista da região foi agredido verbalmente por um dos moradores, seu vizinho, envolto na bandeira do meu Atlético, aí é que doeu demasiadamente. Comprovou o encaminhamento errático e desigual da audiência, algo equivalente ao embate entre David e Golias, tornando inimigos aqueles torcedores que vestem a camisa
da sustentabilidade.

Mostrou que, na prática, a julgar pelo correr da carruagem política, o licenciamento ambiental já está concedido. E não irá contemplar esses pedidos sociais e legítimos de ambos os bairros, cujos moradores serão impactados pela presença de até 47 mil pessoas, a cada dia de jogo ou eventos de massa na nossa futura arena.

Gol de placa

Nada garantido, enfim, de alças rodoviárias, nem nascentes protegidas, parque ou posto de saúde. A menos que, de mãos dadas e espontaneamente, o nosso glorioso Clube Atlético Mineiro e a MRV, a maior e mais sustentável construtora do país, que já doou o terreno, num gesto louvável, façam isso por amor ao mesmo clube que amamos. E incluam, por vontade própria, todas essas condicionantes naturais e óbvias, num projeto maior. E aí, sim, autodeliberativo, ele se transforme em um presente ecologicamente completo a Belo Horizonte, muito além do que apenas à torcida do Galo.
Seria um verdadeiro gol de placa, também chamado de amor social. Um amor maior, enfim, que Roberto Drummond também certamente aplaudiria. Incluir tudo aquilo que, mesmo por força de lei, nem a prefeitura nem o Estado, nem os órgãos oficiais, muito menos o atual modelo ultrapassado de licenciamento ambiental irá fazer por aquelas pessoas tão simples, sem prestígio nem apoio político presentes na audiência.
Que a diretoria do nosso querido Atlético estique um outro varal, no qual a camisa branca e preta do amor torça contra o vento do desamor. E que você, caro Roberto Drummond, esteja conosco, em espírito, quando da inauguração da ambiental e socialmente mais amorosa Arena do Galo.

Turma Ecológica


Além de ser o “Homenageado do Ano” da próxima edição do “Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza”, cujo slogan será “A Sustentabilidade na Floresta, no Campo e na Cidade - De Chico Mendes a Chico Bento”, o cartunista Mauricio de Sousa tem outra agenda à frente da Turma da Mônica: ensinar e ajudar as pessoas, desde crianças, com dicas sobre a administração futura das suas finanças pessoais. A ideia, firmada com a Sicredi, uma das maiores cooperativas de crédito do Brasil, é a produção de seis gibis sobre o assunto. E em outubro, a sua turma, hoje presente em 29 países, vai estrear, com personagens interpretados por crianças, mais uma aventura na tela grande: o filme “Laços”.


Confirmação Agro

Mário Campos, presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool do Estado de Minas Gerais (Siamig), será mesmo o novo titular do Conselho de Empresários para o Meio Ambiente da FIEMG, na gestão Flávio Roscoe. Familiaridade com o tema não lhe falta. Foi o que ele demostrou, como convidado, no último almoço-palestra promovido pela Associação de Dirigentes Cristãos de Empresa (ADCE-MG), na capital mineira. Sua apresentação sobre a sustentabilidade do setor, dispensou perguntas. Ele citou que “sem o agro não há etanol,  nem açúcar e bioeletricidade” para tocar o desenvolvimento econômico do país de forma sustentável. E lembrou que biocombustível, a exemplo do etanol, é energia solar capturada através da fotosíntesse: “Não existe outra energia assim armazenada e distribuída de forma tão eficiente, econômica e segura para o meio ambiente”. 


Mário Campos, presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool do Estado de Minas Gerais (Siamig), será mesmo o novo titular do Conselho de Empresários para o Meio Ambiente da FIEMG, na gestão Flávio Roscoe. Familiaridade com o tema não lhe falta. Foi o que ele demostrou, como convidado, no último almoço-palestra promovido pela Associação de Dirigentes Cristãos de Empresa (ADCE-MG), na capital mineira. Sua apresentação sobre a sustentabilidade do setor, dispensou perguntas. Ele citou que “sem o agro não há etanol,  nem açúcar e bioeletricidade” para tocar o desenvolvimento econômico do país de forma sustentável. E lembrou que biocombustível, a exemplo do etanol, é energia solar capturada através da fotosíntesse: “Não existe outra energia assim armazenada e distribuída de forma tão eficiente, econômica e segura para o meio ambiente”. 



Turma ecológica

Além de ser o “Homenageado do Ano” da próxima edição do “Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza”, cujo slogan será “A Sustentabilidade na Floresta, no Campo e na Cidade - De Chico Mendes a Chico Bento”, o cartunista Mauricio de Sousa tem outra agenda à frente da Turma da Mônica: ensinar e ajudar as pessoas, desde crianças, com dicas sobre a administração futura das suas finanças pessoais. A ideia, firmada com a Sicredi, uma das maiores cooperativas de crédito do Brasil, é a produção de seis gibis sobre o assunto. E em outubro, a sua turma, hoje presente em 29 países, vai estrear, com personagens interpretados por crianças, mais uma aventura na tela grande: o filme “Laços”.


Piedade hídrica




A primeira experiência em compartilhamento de gestão hídrica, envolvendo uma empresa privada de saneamento, uma Área de Proteção Ambiental (APA) e moradores preocupados com a questão ambiental, está acontecendo no sopé da Serra da Piedade, na histórica Caeté, sob as graças de Nossa Senhora da Piedade, a padroeira de Minas. Trata-se de um convênio recém-assinado entre o Serviço Autônomo de Água e Esgoto  (SAAE) do município e a Associação Comunitária Quintas da Serra (ACQS), cujo objetivo é diagnosticar as nascentes que ainda brotam nas matas ao redor da Serra. E, depois, definir um prognóstico capaz de otimizar a distribuição, o uso sustentável e a regularização das águas ainda abundantes, como por milagre, em meio a tanto verde.

À frente da superintendência do SAAE está o biólogo Renê Renault, ex-secretário municipal de Meio Ambiente, Cultura e Turismo de Caeté, cuja maior experiência foi ter gerenciado, durante três anos, a criação e a gestão da APA-Sul, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Na pauta, a criação de um Conselho Consultivo e um plano de manejo de flora e fauna, por se tratar de uma autossustentável Unidade de Conservação.

Memória ambiental






Na celebração dos seus 18 anos de atividades, realizada com simplicidade no auditório do CREA-MG, na capital mineira, a Organização Ponto Terra foi elegante. Aproveitou a presença seleta do público e prestou uma homenagem aos ambientalistas históricos de Minas Gerais. Quem mais foi reverenciado e agradeceu em nome dos companheiros de luta e ideal, foi o professor Angelo Machado, que preside a Fundação Biodiversitas. Mesmo com problemas de saúde, o decano dos ambientalistas compareceu à homenagem e não perdeu o bom humor: “Na minha idade e condições físicas, subir escada virou esporte radical” – disse ele.

Graças à maioria dos companheiros ali condecorados com o troféu “Laços da Amizade”, como lembraram José Cláudio Junqueira e Roberto Messias Franco, conselheiros da Ecológico, é que Minas e o Brasil têm hoje preservados, para sempre, o Parque Nacional da Serra do Cipó; o Parque Estadual do Rio Doce, chamado de “A Amazônia mineira”; o Parque Municipal das Mangabeiras, a maior área verde protegida de BH; e a Mata do Jambreiro, em Nova Lima, a maior área original de Mata Atlântica que sobrou em toda a Região Metropolitana, dentre outras conquistas verdes.
Também foram lembrados: a Revista Ecológico, que agradece a distinção verde, e Hugo Werneck, in memoriam. E Célio Valle, ausente, que virou fazendeiro e não sai mais do mato, onde diz estar experimentando a sustentabilidade na prática.

Sou Ecológico

Bom exemplo ecológico
O "Prêmio Bom Exemplo" 2018, iniciativa do jornal O Tempo, da TV Globo Minas, da Fundação Dom Cabral e da Fiemg, acertou, mais uma vez, na área ambiental. E, principalmente, fez justiça a quem, mesmo distante da capital e da grande mídia, e já com idade avançada, ainda luta sozinha e sem holofotes pelo que nos resta de natureza. A grande vencedora este ano é a ativista Alice Lorentz Godinho, presidente do Movimento Pró-Rio Todos os Santos e Mucuri, no nordeste de Minas. Amante das águas, a ambientalista é pós-graduada em Gestão e Educação Ambiental e integra o Fórum Mineiro do Comitê de Bacias Hidrográficas. Por sua luta pessoal e atuação como líder pela despoluição e preservação dos rios da região, ela foi homenageada em 2009, pela Assembleia Legislativa de Minas. E, em 2010, pelo “I Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza”, na Categoria “Melhor Exemplo em Terceiro Setor”. Parabéns a ela e aos jurados!Em tempo: Nil César, multiartista e coordenador do espaço cultural Grupo do Beco, no Morro do Papagaio, em BH, também é um dos homenageados do "Prêmio Bom Exemplo" (categoria “Cultura”). Nil é outro que não é um estranho no ninho do “Prêmio Hugo Werneck”: em 2015, abrilhantou o palco da edição da maior premiação ambiental do país ao lado da atriz Kátia Couto (foto à dir.), quando declamaram o poema “Águas e Mágoas do Rio São Francisco”, de Carlos Drummond de Andrade. Aplausos!

Etanol versus gasolina

Foi como o próprio titular da Semad, Germano Vieira, chamou os membros do Instituto Mineiro de Desenvolvimento Ambiental (IMDA) que o visitaram, em seu gabinete. Na pauta, experiência, vivência e apoio técnico-informal na já bem avaliada condução da política estadual de Meio Ambiente em Minas Gerais.

Dados da Fundação SOS Mata Atlântica apontam que o uso de etanol nos carros flex em circulação no Brasil nos últimos 14 anos evitou a emissão de cerca de 440 milhões de toneladas de gás carbônico. Ou seja, de dióxido de carbono (CO2), um dos principais causadores do aquecimento global e, consequentemente, do efeito estufa. Esse índice é maior do que o alcançado no mesmo período, em conjunto por Argentina (209 milhões de toneladas), Chile (87) e Colômbia (85). A expectativa é que cada vez mais brasileiros utilizem etanol em vez de gasolina. Os testes realizados em laboratório mostram que o litro do álcool rende 70%, em média, do litro da gasolina. Porém, um novo estudo do Instituto Mauá e da Única - União da Indústria de Cana-de-açúcar, feito em vias públicas, aponta que esta média pode variar entre 70,7% e 75,4%, uma diferença considerável no bolso do consumidor. Com a palavra, o governo e o próprio setor que não conseguem manter um valor mais acessível do etanol ecológico para a população, em comparação com a vilã gasolina. Quem ganha com isso é a poluição. Quem perde, somos todos nós.


Conselhão do Germano







Foi como o próprio titular da Semad, Germano Vieira, chamou os membros do Instituto Mineiro de Desenvolvimento Ambiental (IMDA) que o visitaram, em seu gabinete. Na pauta, experiência, vivência e apoio técnico-informal na já bem avaliada condução da política estadual de Meio Ambiente em Minas Gerais.


Pedido verde
É uma pena a super-secretária Adriana Branco até hoje não nos permitir acesso ao prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil. É verdade, e ela não explica o motivo. Se deixasse, nessa primeira vez, além de entregar uma camisa ecológica do Atlético a que ele faz jus pela campanha da Revista Ecológico "Clubes Unidos pela Natureza", só queríamos lhe fazer um pedido verde.
Para cada uma das duas mil árvores “condenadas” à morte antecipada na capital mineira, face ao risco de caírem e causarem novas tragédias, ele exigir o replantio de, no mínimo, três novas mudas. Em vez do anunciado “uma por uma”, feito pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
Isso equivaleria a uma árvore a mais do que, em 2011, quando o ex-prefeito Marcio Lacerda foi obrigado a fazer o replantio em compensação pelas obras viárias relativas à Copa do Mundo.
Sob críticas, Lacerda não sacrificou apenas duas mil árvores. Retirou da nossa paisagem fervente nada menos que 22 mil exemplares, a maioria em seu maior esplendor visual, incluindo aquelas que haviam se tornado “florestas urbanas", tamanha quantidade de sombra, flores, passarinhos, ar puro e um microclima mais ameno ao redor do cimentado, asfaltado e árido Mineirão.
“Vamos plantar 44 mil novas árvores, com mudas já desenvolvidas, estaqueamento e tudo. Isso é mais que o dobro do que temos de cortar”, prometeu Lacerda. E cumpriu, inclusive participando da maioria dos plantios, o que mudou a opinião pública contrária, e lhe valeu, como reconhecimento, entre outros, a conquista do “II Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza”, em 2011, na categoria “Melhor Político do Ano”.
É esse o nosso pedido a Kalil, que um dia nos disse, quando ainda presidente do Galo: “O que for bom para a natureza, é bom para o Atlético”. Se não puder ultrapassar Lacerda, com um placar de 3 a 1, que sua gestão "marque" pelo menos 2 a 1. Mas nunca 1 a 1, que é empate e não vitória da natureza na história da nossa ex-Cidade Vergel do Brasil.

Grande Bebeto!
Receba também as homenagens da Revista Ecológico! Fomos amigos de infância em Caxambu, pegando as bolas de bocha para os veranistas no Parque das Águas, lembra-se? Foi onde, em meio à natureza exuberante, à “Medicina entre Flores” descrita por Ruy Barbosa, que você deu os primeiros passos em sua carreira esportiva vitoriosa. Vamos sentir sua falta.
Saudações caxambuenses!

Novo gerente de Relações Institucionais da Norte Energia - Usina Belo Monte

Reconhecimento profissional e vida que segue. O capixaba Fernando Künsch, ex-Samarco, considerado o gentleman da comunicação tanto no Espírito Santo, onde começou sua carreira, como em Minas, onde “construiu pontes”, parcerias e amizades além da área de mineração, é o novo gerente de Relações Institucionais da Norte Energia (Usina Belo Monte), em Vitória do Xingu (PA)

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