Consumidor deve ficar atento à economia de energia com o fim do horário de verão



Para evitar gastos excessivos, é importante saber a potência dos equipamentos e o tempo de uso de cada um deles

Com o fim do horário de verão no último fim de semana, a Cemig destaca que seus consumidores devem continuar economizando. São situações simples que, se colocadas em prática de forma rotineira pela população, podem reduzir o valor da conta de energia e utilizar melhor a água dos reservatórios. 

Para evitar gastos excessivos que podem pesar no bolso, é importante saber que o consumo de energia elétrica depende de duas principais variáveis: a potência dos equipamentos e o tempo de uso de cada um deles. Logo, abrir diversas vezes a porta da geladeira, tomar banhos demorados ou manter o ar-condicionado ligado em ambientes abertos podem aumentar o consumo.

O engenheiro de Soluções Energéticas da Cemig, Luciano Barreto, destaca que se cada consumidor economizar, mensalmente, o mínimo que seja, os benefícios para o meio ambiente serão imensos. 

“A Cemig possui hoje 8,2 milhões de clientes. Considerando que a média de gasto mensal por residência é de 120 quilowatt-hora (kWh), se cada residência reduzir 1 kWh por mês serão 8,2 milhões de kWh economizados no estado. O suficiente para atender uma cidade de mais 250 mil habitantes por mês. Todo mundo ganha e a natureza agradece”, comenta.

Dicas importantes:

Geladeira: evitar guardar objetos quentes dentro da geladeira e realizar a manutenção das borrachas da porta, caso necessário. Limpar e fazer o degelo periodicamente como recomenda o fabricante é outra medida que ajuda a diminuir o consumo de energia. O excesso de gelo e a disposição de alimentos ainda quentes no interior da geladeira forçam o equipamento e elevam o consumo de eletricidade.

Stand by: aparelhos em stand-by também são responsáveis por gastos desnecessários de energia. A orientação é de que os aparelhos sejam desligados, caso não estejam em uso constante. Micro-ondas, máquinas de lavar e televisores (caso exista mais de um na residência), podem permanecer desconectados das tomadas ajudando na redução do consumo.

Iluminação: uma lâmpada fluorescente compacta economiza 75% em comparação a uma lâmpada incandescente de luminosidade equivalente. Se a opção for por uma lâmpada de LED, essa economia sobe para 85%.

Simulador de consumo
Se o cliente da Cemig desejar obter uma estimativa do consumo elétrico da sua residência, saiba que é possível realizar o cálculo no site da empresa. O simulador online disponibiliza uma lista de aparelhos eletroeletrônicos variados e solicita o preenchimento de campos com informações referentes a quantidade, potência, dias de uso dos aparelhos e tempo de uso por dia.

Texto extraído do site do Governo de Minas


Rádio 100% meio ambiente


Rádio com notícias sobre meio ambiente
Ouvir uma rádio que toca música de qualidade e ainda deixa o ouvinte por dentro das últimas notícias relacionadas à área ambiental. Essa é a proposta da Rádio Web Ponto Terra, inaugurada em novembro e cujo slogan é “100% meio ambiente”. A emissora é uma iniciativa da ONG Ponto Terra, dirigida pelo presidente do Partido Verde (PV) de Minas Gerais, Ronaldo Vasconcellos. O político que tem uma sólida experiência na área ambiental é um dos apresentadores do canal que possui 24 horas de programação. A emissora pode ser acessada pelo link www.radioponterra.16mb.com, e também está disponível para celulares e tablets no Google Play e na Apple Store por meio do aplicativo iRádios.

O grito infinito da natureza x Donald Trump

“O grito”,  de Edvard Munch, e o “não escutar” do novo governo americano: desespero existencial

Fazendo par com a “Mona Lisa” de Leonardo da Vinci, com status de ícone cultural, o célebre quadro “O Grito” é uma das obras mais importantes do movimento artístico expressionista. Pintado em 1893 pelo norueguês Edvard Munch, ele representa uma figura andrógina num momento de profunda angústia e desespero existencial. O plano de fundo é a doca de Oslofjord, em Oslo, ao pôr do sol.

A fonte de inspiração do artista, filho de um pai controlador, foi a sua própria vida pessoal, com conflitos internos de toda ordem. Quando criança, viu sua mãe e sua irmã morrerem. Outra irmã foi internada em hospital psiquiátrico. E por aí afora, tal como ele descreveu sobre o seu famoso e intrigante quadro:
“Passeava com dois amigos ao pôr do sol. O céu ficou de súbito vermelho-sangue. Eu parei, exausto, e inclinei-me sobre a mureta. Havia sangue e línguas de fogo sobre o azul escuro do fjord e sobre a cidade. Os meus amigos continuaram, mas eu fiquei ali a tremer de ansiedade. Foi quando senti o grito infinito da Natureza” .

Foi nesta obra que a Revista Ecológico buscou inspiração visual para produzir a reportagem de capa desta edição, sobre o que a humanidade pode esperar do novo presidente da segunda potência mais poluidora do planeta.
Edvard Munch não está aqui para se defender. Mas, a partir da nossa realidade planetária, do sistema solar conhecido, não existe o grito infinito da natureza. Mas, sim, o seu grito finito, vide que a extinção da vida e de qualquer ser vivo, incluindo nós no final da pirâmide, é para sempre! Coisa que a maioria dos nossos políticos, tal como Trump, não consegue entender. Aceitar, enfim, que o planeta sobrevive sem nós, e não o contrário. Que quem tem de ser salvo primeiro, nesta ordem, é a Terra e não o ser humano.

É muito para a nossa arrogância?

O filme “Trump” já começou. Mas o the end pode ser mudado.

Ainda!

Silêncio nos hospícios. Morreu Antonio Simone


Antonio Simone
Morreu no último dia 27 de janeiro, em BH, aos 67 anos, de infarto do miocárdio, o médico psiquiatra Antonio Soares Simone. Foi ele quem liderou, nos anos 1980, a revolta psiquiátrica que pôs fim aos manicômios públicos em Minas Gerais. À frente da Associação Mineira de Saúde Mental, foi ele também quem trouxe ao Brasil o seu colega italiano Franco Basaglia, autor de uma lei que proibiu a construção de novos hospícios naquele país. Em 1979, após visitar o Hospital-Colônia de Barbacena  - acompanhado de Simone – Basaglia declarou à imprensa que o que viu ali, a exemplo também dos hospitais Galba Veloso e Raul Soares, não eram casas de saúde, mas “verdadeiros campos de concentração nazistas”. E que todas as pessoas que trabalhavam nesses hospícios, sem exceção, desde os atendentes até seus diretores, “exerciam os papéis de carcereiros e torturadores”.  

Acusado de subversivo, na época, por fazer esta mesma denúncia antes da vinda de Basaglia, Antonio Simone chegou a ter o seu diploma ameaçado de ser cassado pelo Conselho Regional de Medicina. Portador de diabetes, que muito o debilitou, sua última aparição pública aconteceu em maio de 2016. Foi durante a estreia da peça “Nos Porões da Loucura” (baseada no livro homônimo que lancei e tem prefácio escrito por Simone), em um lotado Grande Teatro Sesc Palladium, na capital mineira.

Ao ser citado, ele foi carinhosamente aplaudido pela plateia. Graças à sua subversão, a exemplo de outras lideranças do movimento, como o psiquiatra Jairo Toledo, que coordenou “in loco” o processo da mudança;  e o cineasta Helvécio Ratton, autor do filme “Em Nome da Razão”, não existe mais o antigo “Colônia” de Barbacena. Foi ali, no maior e mais desumano hospício do Brasil, construído em 1903, que 60 mil pessoas morreram de abandono e maus-tratos, 75% delas – o que foi comprovado depois – sem quaisquer transtornos mentais. Grande Simone!