Mudança werneckiana na CBMM


O empresário Tadeu Carneiro, a quem a CBMM deve a conquista, em 2012, do “III Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza”, na categoria “Melhor Empresa”, não é mais o presidente da mineradora. Seu sucessor é Eduardo Antunes Ribeiro, que já respondia pela Diretoria de Operações. 
Detalhe werneckiano:  em 2013, na quarta edição do prêmio, o homenageado especial, in memoriam, foi o Dr. Antunes, como era chamado Augusto Trajano de Azevedo Antunes, o primeiro empresário da mineração a pensar e praticar a sustentabilidade na Floresta Amazônica. Isso há mais de meio século. Leia-se o Projeto Serra do Navio, no Amapá, onde, além de acesso igual à educação em plena selva, os seus engenheiros, técnicos e peões tinham a mesma qualidade de água e esgoto tratado à montante da operação industrial e de suas casas, para obrigá-los a não poluir os cursos d´água. 
Foi Eduardo Antunes Ribeiro, seu sobrinho, o novo presidente da CBMM, quem recebeu a estatueta “Hugo Werneck” em nome do Dr. Antunes. Lembrou ele, na ocasião: “A história do meu tio começou em Minas Gerais. Daí essa premiação ter um valor especial para toda a nossa família”.
Quem lhe entregou o troféu, acompanhada de Luís Márcio Vianna (Sindiextra), foi a cantora Fernanda Takai, que viveu parte de sua infância também no projeto Serra do Navio.

Como nada acontece em vão...

A esperança é verde


No último e tradicional almoço com os jornalistas, o presidente da Fiemg, Olavo Machado, não deixou por menos sua capacidade crítica de, com a maior naturalidade, ir do inferno ao céu quando se fala sobre o momento político-econômico brasileiro.
Do inferno, entende-se a carta aberta intitulada “Basta”, que ele fez circular na mídia sobre os desmandos denunciados pela Operação Lava Jato e seus tentáculos, sem separar o joio do trigo no mundo empresarial e industrial.
Do céu, o que se deslumbra pela frente, apesar de toda crise também institucional pela qual passa o país, culminando nos mais de 12 milhões de desempregados. Aí, Olavo apostou no futuro: “Somente pela educação, principalmente dos nossos jovens, vide o que estamos fazendo em Minas, teremos o Brasil, o governo e os brasileiros que merecemos ser um dia”. É o que a Revista Ecológico irá mostrar na sua primeira edição de 2017, saudando o Ano Novo.
Para completar seu otimismo, o presidente da Fiemg, cujo nome já está lançado para emplacar um terceiro mandato, foi além. Vestiu uma camisa “Sou América, sou Ecológico”, da Campanha “Clubes Unidos pelo Planeta”, e se confraternizou, assim esverdeado, com seus convidados. Alfinetado tanto pelos jornalistas atleticanos quanto pelos cruzeirenses, ele ainda se saiu bem no placar de fim de ano, mesmo com nada de bom para o Coelhão no Campeonato Brasileiro: “Nós saímos da primeira divisão para sermos campeões da segunda divisão”.



Foto: Olavo Machado em três tempos: recebendo a camisa auriverde de Hiram Firmino. Vestindo-a na hora. E saindo ecologicamente engajado,  sem tirá-la durante o almoço

Crédito/Imagens 1,2,3: Sebastião Jacinto Jr.
Crédito imagem 4:  Edy Fernandes/O Tempo


Água potável e saneamento básico



Saneamento básico no Brasil
Falta de acesso à água portável preocupa 64% dos moradores do Sudeste

Pesquisa inédita dos institutos Datafolha e Máquina de Pesquisa revela que a falta de acesso à água potável é o segundo maior problema estrutural do Brasil para 64% dos entrevistados da região. Em primeiro lugar está a ausência da rede de esgoto, indicada como maior preocupação para 77% das pessoas consultadas em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito. Em todo o país, a dificuldade de acesso à água potável também foi apontada como segundo maior entrave estrutural pela maioria (68%) dos entrevistados. De acordo com o Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase 20% dos domicílios particulares permanentes no Brasil ainda não possuíam rede geral de abastecimento de água. Já na região Sudeste, a falta de rede geral de abastecimento de água potável atinge cerca de 10% das casas. O estudo coletou a opinião de mais de 2 mil pessoas, a partir de 16 anos e de todas as classes econômicas, entre os dias 20 e 24 de outubro. As entrevistas foram presenciais e aconteceram em 120 municípios, distribuídos geograficamente pelas áreas pesquisadas. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%.

Foto: Agência Brasil

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