Jornalismo ambiental será tema de evento gratuito




Ruth Soares e Hiram Firmino: palestrantes do evento - Divulgação
A imparcialidade no jornalismo é um tema sempre atual e passível de discussão. Mas, quando a pauta é o meio ambiente, é necessário sempre assumir um lado: o de defesa da natureza.  Preocupados com essas e outras questões relacionadas ao assunto, a “Terça Ambiental” traz no dia 07 de junho, em Belo Horizonte, a temática “O jornalismo a serviço do meio ambiente”.
Realizado pela Associação de Defesa do Ambiente (Amda), em parceria com o Senac, o evento tem como proposta promover debates com a sociedade sobre temas ambientais relevantes.
Realizado toda primeira terça-feira do mês, a iniciativa que está no seu sexto ano, terá como palestrantes dessa edição, o jornalista e ambientalista Hiram Firmino, diretor e editor-geral da Revista Ecológico, juntamente com a jornalista da TV Câmara e Rede Minas, Ruth Soares

O evento é gratuito e os participantes poderão pedir declaração de participação, mas há número limitado de vagas.

Serviço:
Tema: O Jornalismo a Serviço do Meio Ambiente
Palestrantes:
Hiram Firmino, jornalista, editor e publisher da Revista Ecológico
Ruth Soares, jornalista da Rede Minas e TV Câmara
Data: 07 de Junho de 2016
Horário: 19 às 21h
Local: Auditório do Senac - Rua Guajajaras, 40 - Centro - Belo Horizonte – MG

Vagas limitadas
Inscrições: http://goo.gl/ZnKLxN


Hiram Firmino fala sobre ensaio da peça “Nos porões da loucura”

Estreia na próxima sexta-feira (20) a montagem teatral“Nos porões da loucura”. A peça é inspirada no livro homônimo do jornalista Hiram Firmino, que durante o ano de 1979, escreveu uma série de reportagens para o jornal Estado de Minas sobre a dura realidade dos hospitais psiquiátricos de Belo Horizonte e Barbacena.
Firmino foi a um dos ensaios da peça e deu seu depoimento sobre o que sentiu, ao rever no palco, tudo o que viu durante a produção de suas reportagens no final da década de 1970.
Confira, a seguir:
Serviço:
Peça: “Nos porões da loucura”, dirigida por Luiz Paixão, com figurinos de Ronaldo Fraga e música de Marcus Viana.
Datas: 20, 21 e 22 de maio
Horário: 20 horas
Local: Sesc Palladium
Rua Rio de Janeiro, 1046 - Centro - Belo Horizonte/MG
Saiba mais:

Espetáculo “Nos porões da loucura” estreia em maio, no Grande Teatro do Sesc Palladium


Baseado no livro homônimo de Hiram Firmino, espetáculo resgata, em montagem sensível e bastante intensa, a trajetória do Hospital Psiquiátrico de Barbacena

Peça teatral "Nos porões da loucura" estreia dia 20 de maio em BH
Baseado na obra homônima de Hiram Firmino, o espetáculo “Nos porões da loucura” adapta a série de reportagens publicadas pelo Jornal Estado de Minas, no ano de 1979 e reunidas em livro pelo autor, em uma montagem teatral que resgata o horror vivido pelos pacientes portadores de sofrimento mental ou simplesmente os indesejados pela sociedade. Com dramaturgia e direção de Luiz Paixão, “Nos Porões da Loucura” ficará em cartaz, em temporada de estreia, com apresentações gratuitas, apenas nos dias 20, 21, 22 e 24 de maio, no Grande Teatro do Sesc Palladium.

Com cerca de 60 mil mortos desde sua fundação, em 1903, o Hospital Psiquiátrico de Barbacena se configura como uma das maiores manchas na história de Minas Gerais e do Brasil. Com inúmeros casos de negligência, abandono, crueldade e indiferença, sua trajetória foi retratada na série de reportagens do jornalista Hiram Firmino, logo depois reunidas em uma única publicação. Decisivo para a luta antimanicomial e para a reforma psiquiátrica, o livro foi vencedor do Prêmio Esso de Jornalismo no ano de 1980: “A série de reportagens do Hiram deve sempre ser lembrada pela sua importância histórica e, sobretudo, de como colocar o jornalismo a serviço da dignidade humana. Foi a partir dele que surgiram outras obras que aprofundaram a discussão, abordando outros aspectos muito importantes também.”, destaca Luiz Paixão.

Preparando-se para lançar a terceira edição de seu célebre livro, Firmino destaca a riqueza da espetáculo e a importância de sua montagem décadas depois da série de reportagens e em um delicado momento do país: “Achei a peça fortíssima, densa e essencial, a ponto de não precisar de outros recursos cênicos. Estou orgulhoso do trabalho e competência do diretor Luiz Paixão, que conseguiu traduzir de maneira verdadeira, seca, visceral e comovente as crueldades que, somente no Hospital-Colônia de Barbacena, condenaram a morte mais 60 mil pessoas consideradas loucas ou não. Montagens como essa, com um elenco e uma direção mais reais impossíveis, nos dizem: ‘Esquecer, jamais. E rememorar sempre, para não se repetir.’”.

Além do apoio em outras referências bibliográficas, como trabalhos acadêmicos e o livro “Holocausto brasileiro,” de Daniella Arbex, a equipe também contou com a assistência da equipe de profissionais do Hospital Raul Soares. Representantes da instituição acompanharam ensaios, prestaram consultoria com relação à caracterização das personagens e prestaram todos os apoios solicitados durante o processo de pesquisa e produção da montagem. Sobre essa colaboração, Luiz comenta: “Todos ali abraçaram o projeto, compreendendo a importância de se discutir, no âmbito do teatro, um dos mais graves e terríveis eventos da nossa história. Barbacena é um ponto de partida para se discutir não só o tratamento de portadores, mas discutir também os cruéis métodos de degradação do ser humano.”.


Para a construção das personagens dos internos, o diretor propôs uma pesquisa das fotos de pacientes do Hospital de Barbacena presentes em livros. Cada um dos 9 atores do elenco escolheu uma imagem e, a partir de uma postura corporal, elaborou sua personagem. Os figurinos da montagem são assinados pelo estilista Ronaldo Fraga, elaborados a partir de uma pesquisa estética e também histórica. A trilha sonora é assinada por Marcus Viana, um dos principais compositores de música instrumental brasileira, responsável pelas trilhas de diversas novelas, como “Pantanal” e “O Clone” e “A Casa das Sete Mulheres”, e dos filmes “Olga”, “Filhas do Vento” e “O Mundo em Duas Voltas”.

No esfera da interpretação, tomou-se um grande cuidado para não cair na emoção melodramática ou na crítica leviana e irresponsável, facilmente permitidos pelo tema. O diretor optou, assim, por duas instâncias de abordagem e concepção cênica,  em uma relação dialética de aproximação e distanciamento, que pretende equilibrar e conduzir o público à emoção, mas, também, a ter uma visão crítica da história do Hospital de Barbacena. Sobre isso, Paixão destaca: “Discutir um tema tão delicado como esse, nos exigiu bastante cuidado, e, sobretudo, respeito absoluto com a memória dos que ali morreram e com os que estão vivos. Nos meus quase quarenta anos de teatro, nunca me cobrei tanto como agora, fazendo Nos porões da loucura. Cobrança estética, política e ideológica. Não se pode ser irresponsável quando se trata da degradação, da desumanização, da verdadeira animalização de pessoas que foram jogadas, sem nenhum cuidado, sem nenhum respeito humano, num hospital que deveria cuidar delas e, simplesmente, as maltratou. O Estado não cumpriu sua responsabilidade com essas pessoas. Agora, cabe a nós, artistas, cuidar para que essa história não seja esquecida para que não se repita jamais. Nossa responsabilidade é enorme, e dela não fugimos.”.

Sinopse



Baseado no livro homônimo de Hiram Firmino, conta a trajetória do Hospital Psiquiátrico de Barbacena, onde cerca de 60 mil pessoas morreram desde a sua fundação, em 1903. Os pacientes, funcionários, famílias e sociedade são retratados em cenas. O pátio do Colônia, destino de tantos excluídos, testemunhou distintas histórias de lutas, sofrimentos, abandonos, solidariedade e esperança, transforma-se em cenário para a trama. A dignidade humana ganha status de luxo e o básico, negado ao ser humano. A reconstrução da história pela arte assegura a metodologia do espanto frente a dor do semelhante. Por uma sociedade sem manicômios.

Espetáculo “Nos porões da loucura”
Baseado no livro homônimo de Hiram Firmino
Dramaturgia, direção e Iluminação: Luiz Paixão
Produção, direção de arte e comunicação: Ana Gusmão
Assessoria de Imprensa: A Dupla Informação
Cenário: Décio Noviello
Figurinos: Ronaldo Fraga
Trilha sonora: Marcus Viana
Preparação corporal: Joaquim Elias
Cenotécnica: Felício Alves
Elenco: Alberto Tinim, Anaís Della Croci, Antônio Rodrigues, Carlos Henrique Silva, Nanda Freitas, Luiz Gomide, Marco Túlio Zerlotini, Mariana Bizzotto, Meibe Rodrigues

O espetáculo “Nos Porões da Loucura” é viabilizado com recursos das Leis Municipal e Federal de Incentivo à Cultura, com o patrocínio da CBMM, Unimed-BH e Cera Ingleza e é uma co-realização com o SESC Palladium. 

::Serviço

Temporada de estreia do espetáculo “Nos Porões da Loucura”
Dias 20, 21, 22 e 24 de maio(sexta, sábado, domingo e terça-feira)
Horário: 20h
Local: Grande Teatro do Sesc Palladium (R. Rio de Janeiro, 1046 – Centro- BH)
Entrada gratuita – mediante retirada antecipada de ingressos.
Ingressos deverão ser retirados a partir do dia 02 de maio, na bilheteria do Sesc Palladium (De terça-feira a domingo, de 9h às 21h).
Classificação: 16 anos
Duração: 90 minutos