Meirelles ecológico



Poucos nomes brasileiros têm a força e credibilidade que Fernando Meirelles possui no cenário do cinema internacional. Consagrado por filmes como “Cidade de Deus”, “Ensaio sobre a Cegueira” e “O Jardineiro Fiel”, o diretor, produtor e escritor paulista vem encarando um novo desafio: comunicar a temática ambiental, uma de suas paixões, de forma envolvente e criativa. É dele essa declaração feita durante o Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação, recém-realizado em Curitiba, com apoio da Fundação Grupo Boticário:“A comunicação, não apenas no cinema, quando se fala de meio ambiente tem sido muito bio-desagradável e eco-chata. É preciso mostrar para as pessoas a importância da conservação da natureza sem focar apenas no catastrófico” - exatamente a linha editorial da Revista Ecológico. Em tempo, o nome de Meirelles vem sendo indicado ao Prêmio Hugo desde o ano passado, pelo emblemático documentário “A Lei da Água”, que ele produziu sobre
o novo e polêmico Código Florestal Brasileiro.

Pilar cultural



O secretário de Estado de Cultura de Minas, Angelo Oswaldo, recebeu das mãos da prefeita Vilma Diniz, acompanhada do presidente do Instituto Espinhaço, Luiz Cláudio Ferreira Oliveira, o primeiro exemplar do belíssimo e ricamente informativo livro “História Viva”, sobre a cultura, memória, sustentabilidade e antecipação do futuro de Morro do Pilar. O município, localizado na Serra do Cipó, é emblemático também na história do setor mínero-metalúrgico do país. Foi nele que surgiu, há 200 anos, a primeira fundição de ferro em alto-forno no Brasil. A publicação, como condicionante ambiental, teve o patrocínio da Manabi e foi entregue de maneira personalizada a cada um dos moradores da cidade. A propósito, o slogan da atual administração da prefeitura, por causa do licenciamento em curso, é “transformação sustentável e participativa”. Tudo a ver.

Troca minerária



Vida que segue. Após ter ficado anos de luta à frente da implantação operacional do Projeto Minas-Rio, na região de Conceição do Mato Dentro, Pedro Borrego já está em nova missão: foi transferido para a sede da Anglo American em Londres, como novo diretor global interino de Gestão de Talentos e Transição. Quem responde agora pela diretoria de Saúde, Segurança e Desenvolvimento Sustentável da Unidade de Negócios de Ferro Brasil é Aldo Souza, com o mesmo e visível entusiasmo: “Nosso maior objetivo é manter e ampliar a construção de  uma relação harmoniosa com o meio ambiente e as comunidades à nossa volta. Disso não abrimos mão” – adiantou. Engenheiro de Minas, Aldo vem de uma reconhecida atuação pela melhoria da imagem pública do setor no Comitê de Comunicação do Ibram, em Brasília, coordenado pelo jornalista Fernando Künsch.

Maior premiação ambiental do país entra na reta final



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Foram encerradas, no último dia 21, as inscrições e indicações para o Prêmio Hugo Werneck 2015. Ao todo, foram selecionados 81 projetos inscritos de 13 estados brasileiros – Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo-, mais Distrito Federal, um aumento de 64% de participação nacional em relação ao ano anterior.
Os vencedores serão anunciados em solenidade a ser realizada no próximo dia 10 de novembro, às 18h, no Teatro Francisco Nunes, coração da capital mineira, e contará com as presenças da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, do governador de Minas, Fernando Pimentel, e do prefeito de BH, Marcio Lacerda, representando a Frente Nacional de Prefeitos (FNP). Sob o tema “Pelas Águas do Planeta – da Caixa D’Água do Brasil à Terra das Cataratas”, a sexta edição do prêmio também homenageará a obra poética e ecológica do escritor itabirano Carlos Drummond de Andrade.

“O Prêmio Hugo Werneck é um compromisso pela vida e pelo planeta. E isso faz muita diferença no Brasil.”
Izabella Teixeira, ministra de Meio Ambiente

“O amor vencerá! A vida não tem sentido sem a existência do homem em interação respeitosa com a natureza.”

Hugo Werneck, fundador há mais de 30 anos da primeira ONG ambientalista na América Latina a empunhar a bandeira hoje chamada de sustentabilidade