Prata da casa


Imagem: Arquivo pessoal
Surpreendente a escolha do jornalista Diogo Melo Franco, graduado em Comunicação Social pela PUC-MG, como novo presidente da Feam, feita pelo secretário Sávio Souza Cruz, titular da Semad. Servidor de carreira da pasta verde do Estado desde 2006, onde foi diretor dos núcleos de gestão ambiental e assessor-chefe de Comunicação do Sisema (leia-se também IEF e Igam), Diogo traz mais em seu currículo: é especialista em “Gestão Ambiental” pela Fumec e em “Negociação Estratégica para Ganhos Múltiplos" pela Sustainability Challenge Foundation, além de formação em “Desenvolvimento de Gestores Públicos” pela Fundação Dom Cabral.
Para quem estranhou sua indicação, por não ter formação técnica superior em Meio Ambiente nem ser ativista histórico, vale lembrar o que dizemos de nós mesmos, jornalistas, enquanto profissionais de Comunicação Social, atuando e dando palpite de maneira diferencial nas áreas mais diversas do tecido humano, social e político: “O jornalista é aquele profissional especializado em... generalidades!”.
Já vivi isso na pele. Eu mesmo fui secretário de Meio Ambiente de BH e presidente da Feam e sou consultor em política e educação ambiental. E, como jornalista, acho que acertei mais do que errei e continuo errando e aprendendo, justamente por não ter a rigidez do olhar técnico.

Boa sorte, Diogo!

Lembrança

Lembrança
De outro lado, também vale lembrarmos o que nos dizia o velho e saudoso jornalista José Geraldo Bandeira de Mello, mais generalista impossível, então assessor de imprensa do ex-governador Hélio Garcia, sobre o sofrível e desecológico desempenho da maioria dos nossos políticos (caídos de paraquedas) em cargos executivos: “A questão é que eles sempre acham que a história começa e termina com eles. Levam os primeiros dois anos tentando destruir toda e qualquer lembrança de seus antecessores. E os dois anos restantes tentando implantar a sua marca, o que vieram fazer ali. Mas aí já é tarde. Acaba o mandato e começa outra eleição. Tudo de bom que podiam ter continuado e acrescido também vai ser desconstruído, nesta lógica, pelos seus futuros substitutos”. Esta é a notícia ruim que não sai na imprensa, Bandeira concluía: “Perdemos todos”.

Xará na área


Arquivo pessoal
A propósito, Irã Cardoso é o novo chefe de gabinete de Adalclever Lopes na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Primeiro secretário de Meio Ambiente na história política de BH, é de sua autoria o plantio maciço de árvores que hoje vicejam na capital mineira. Notadamente o corredor verde em que se transformou a Avenida Afonso Pena, desde a Praça Tiradentes até a Praça do Papa, no sopé da Serra do Curral, onde o Papa João Paulo II nos convidou a defendermos a natureza, além da ecologia humana.

Verde na ALMG!


Hélio Fraga, 50 anos



Imagem: Divulgação
Concorrida e emocionante. Assim foi a homenagem que o empresário Roberto Gontijo prestou ao jornalista Hélio Fraga pelos seus 50 anos dedicados ao turismo. O evento foi na já famosa Confraria do Fogão a Lenha e reuniu velhos companheiros do trade, além de políticos e empresários. Cruzeirense, ex-editor de turismo e colunista esportivo do jornal Estado de Minas, onde praticamente trabalhou a vida inteira, Hélio é um exemplo de dedicação e ética. Hoje blogueiro, emocionava seus leitores tanto pela acuidade informativa de seu texto quanto pela firmeza de opinião ao se posicionar. Não aceitava favores. Repórter dos bons e apaixonado pela profissão, ele emocionou seus pares pela humildade, elegância e amorosidade ao próximo, preservadas e transparentes até hoje.

Gratidão ecológica



“Uma publicação com circulação na lua cheia? Você está pensando o quê? Que o Estado de Minas é um jornal lobisomem?!”
Foi com essa colocação, hoje um diferencial cult no mercado e no calendário da propaganda, que o jornalista e publicitário Édison Zenóbio fez não apenas nascer. Mas circular durante nove anos, sob sua exigente e amiga batuta, o “Estado Ecológico” (depois JB Ecológico e a sua atual Ecológico), a primeira e mais longeva publicação sobre Meio Ambiente na grande imprensa brasileira.
Ícone da mídia, respeitado e querido por seus pares, o ex-superintendente de Publicidade e diretor-geral do EM se encantou em BH no último dia 30, lua crescente de maio, aos 84 anos, 70 deles dedicados à profissão. Onde você estiver, prezado e taurino Zenóbio, a nossa gratidão lunar! 

Imagens: 
1 - Édison Zenóbio: coautor da primeira revista com circulação lunar do Brasil - Crédito: Evandro Matheus - Esp.CB-D.A Pres
2- Primeira e histórica edição lunar em 30 de setembro de 1993, um ano após a ECO/92 no Rio de Janeiro