O segundo tempo de Izabella Teixeira



O Palácio do Planalto confirmou, em plena lua cheia de janeiro, que Izabella Teixeira seguirá à frente do Ministério do Meio Ambiente, no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. Com perfil técnico e sem qualquer filiação partidária, Izabella passou a comandar a pasta ainda no Governo Lula, em abril de 2010, quando o então ministro Carlos Minc deixou o cargo para concorrer a deputado estadual do Rio de Janeiro. Natural de Brasília, Izabella, 53 anos, é formada em Biologia pela Universidade de Brasília (UnB), com mestrado em Planejamento Energético e doutorado em Planejamento Ambiental. Funcionária de carreira do Ibama desde 1984, após mudar-se para o Rio ocupou a Superintendência de Estudos Ambientais, foi coordenadora do Programa de Despoluição da Baía da Guanabara e subsecretária de Meio Ambiente no governo estadual. Em 2013, veio o reconhecimento internacional. Graças ao seu trabalho para reduzir o desmatamento da Amazônia, ela recebeu o “Prêmio Campeões da Terra”, na categoria "Liderança Política", entregue pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). 

Um ano antes, já havia sido nomeada pela ONU como integrante do “Painel de Alto Nível para a Agenda de Desenvolvimento das Nações Unidas pós-2015”, com base nos acordos alcançados na “Conferência Mundial Rio+20" e nos “Objetivos de Desenvolvimento do Milênio”.
Continuar no MMA não era o que Izabella queria. Mas, militante e fiel escudeira de Dilma, ela não titubeou. Aceitou voltar à luta de sempre (leia mais sobre os desafios da ministra neste novo mandato na página 34). Ganhou a questão ambiental, que, como ela, é suprapartidária.
Resta saber se o novo ministro de Comunicação, Ricardo Berzoini, que acumula a Secretaria de Comunicação (Secom), irá ajudar o MMA, tradicionalmente com o pior dos orçamentos, a criar campanhas publicitárias de utilidade pública, incentivando os brasileiros a ajudarem Izabella na sua difícil tarefa e solitária missão reassumidas: preservar, na contramão de muitos de seus colegas de governo, a natureza. Mais: a  biodiversidade  cada dia mais ameaçada pelo processo de urbanização antiecológica de nossas cidades, onde 95% dos brasileiros viverão até 2030.

Imagem: Reconhecimento internacional: em 2013, a ministra recebeu o "Prêmio Campeões da Terra", da ONU, por contribuir para a redução do desmatamento na Amazônia - Crédito: Divulgação Pnuma
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