Cachoeira de saudade

Imagem: Marcos Takamatsu
Veja como são as coisas. Enquanto em BH, durante o "10º Seminário Internacional de Sustentabilidade e XXV Congresso Mundial da Uniapac", o empresário Luiz Seabra, fundador da Natura, falava do amor à vida e às pessoas; nos bastidores da imprensa verde, reunida em São Paulo no “VI Congresso de Jornalismo Ambiental”, os profissionais de comunicação comentavam uma outra face da maior empresa de cosméticos do Brasil. A da indiferença da marca frente aos poucos veículos de comunicação ambiental que, desde a ECO/92, lutam para sobreviver em desigualdade de condições com a grande mídia no disputado mercado publicitário.
A bronca que eles têm com relação à hoje quinta maior empresa em vendas diretas de cosméticos no planeta é que ela não reconhece a luta histórica que esses veículos e seus editores, a maioria deles ativistas ambientais, tiveram de travar solitariamente desde a Conferência de Estocolmo, em 1972. Ou seja, ao longo dos últimos 40 anos, quando, pela primeira vez, o ser humano, as empresas e os governos passaram a conhecer na prática a palavra “sustentabilidade”.
Resumo da ópera: segundo queixa geral ouvida no congresso, essas empresas nasceram e hoje ganham dinheiro em nome da mesma natureza que poucos profissionais da imprensa verde lá atrás, mesmo chamados de “bichos grilo”, “loucos” e “contra o progresso”, tiveram a coragem de defender; vide quantos deles perderam a própria vida. 
Quando vão anunciar seus produtos advindos da mesma natureza, o que essas empresas e suas agências fazem? Ignoram os veículos especializados em meio ambiente, sustentabilidade e responsabilidade social. Mais fácil e com interesse apenas mercadológico, preferem anunciar seus produtos e mensagem somente nos grandes jornais, revistas e TVs, para quem é apenas mais um anúncio. E não, de maneira compartilhada e parceira, com os veículos de comunicação que já foram e continuam sendo seus parceiros. Naturalmente.
Que saudade do Miguel Krigsner, fundador de O Boticário, empresa atualmente com um patrimônio líquido de US$ 1,86 bilhão... Repórter e editor do JB Ecológico, do Jornal do Brasil, eu o surpreendi chorando, uma vez, sozinho e triste frente à cachoeira símbolo da atual Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) de Salto Morato, no município de Guaraqueçaba, no Paraná. Ele chorava por tanta dificuldade, incompreensão e falta de apoio do governo e de seus vizinhos, proprietários de terras já devastadas, em sua luta por defender tamanha e bela biodiversidade hoje preservada para sempre, na forma de uma Unidade de Conservação (UC). Na época, nenhum grande veículo de comunicação registrou isso. Nem perdeu anúncio.

Miguel, que ainda está na ativa e foi incluído na lista 2015 de bilionários na Revista Forbes, não era só empresário. Era também um ambientalista e compreendia a nossa causa. Que saudade! 

Meirelles ecológico



Poucos nomes brasileiros têm a força e credibilidade que Fernando Meirelles possui no cenário do cinema internacional. Consagrado por filmes como “Cidade de Deus”, “Ensaio sobre a Cegueira” e “O Jardineiro Fiel”, o diretor, produtor e escritor paulista vem encarando um novo desafio: comunicar a temática ambiental, uma de suas paixões, de forma envolvente e criativa. É dele essa declaração feita durante o Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação, recém-realizado em Curitiba, com apoio da Fundação Grupo Boticário:“A comunicação, não apenas no cinema, quando se fala de meio ambiente tem sido muito bio-desagradável e eco-chata. É preciso mostrar para as pessoas a importância da conservação da natureza sem focar apenas no catastrófico” - exatamente a linha editorial da Revista Ecológico. Em tempo, o nome de Meirelles vem sendo indicado ao Prêmio Hugo desde o ano passado, pelo emblemático documentário “A Lei da Água”, que ele produziu sobre
o novo e polêmico Código Florestal Brasileiro.

Pilar cultural



O secretário de Estado de Cultura de Minas, Angelo Oswaldo, recebeu das mãos da prefeita Vilma Diniz, acompanhada do presidente do Instituto Espinhaço, Luiz Cláudio Ferreira Oliveira, o primeiro exemplar do belíssimo e ricamente informativo livro “História Viva”, sobre a cultura, memória, sustentabilidade e antecipação do futuro de Morro do Pilar. O município, localizado na Serra do Cipó, é emblemático também na história do setor mínero-metalúrgico do país. Foi nele que surgiu, há 200 anos, a primeira fundição de ferro em alto-forno no Brasil. A publicação, como condicionante ambiental, teve o patrocínio da Manabi e foi entregue de maneira personalizada a cada um dos moradores da cidade. A propósito, o slogan da atual administração da prefeitura, por causa do licenciamento em curso, é “transformação sustentável e participativa”. Tudo a ver.

Troca minerária



Vida que segue. Após ter ficado anos de luta à frente da implantação operacional do Projeto Minas-Rio, na região de Conceição do Mato Dentro, Pedro Borrego já está em nova missão: foi transferido para a sede da Anglo American em Londres, como novo diretor global interino de Gestão de Talentos e Transição. Quem responde agora pela diretoria de Saúde, Segurança e Desenvolvimento Sustentável da Unidade de Negócios de Ferro Brasil é Aldo Souza, com o mesmo e visível entusiasmo: “Nosso maior objetivo é manter e ampliar a construção de  uma relação harmoniosa com o meio ambiente e as comunidades à nossa volta. Disso não abrimos mão” – adiantou. Engenheiro de Minas, Aldo vem de uma reconhecida atuação pela melhoria da imagem pública do setor no Comitê de Comunicação do Ibram, em Brasília, coordenado pelo jornalista Fernando Künsch.

Maior premiação ambiental do país entra na reta final



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Foram encerradas, no último dia 21, as inscrições e indicações para o Prêmio Hugo Werneck 2015. Ao todo, foram selecionados 81 projetos inscritos de 13 estados brasileiros – Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo-, mais Distrito Federal, um aumento de 64% de participação nacional em relação ao ano anterior.
Os vencedores serão anunciados em solenidade a ser realizada no próximo dia 10 de novembro, às 18h, no Teatro Francisco Nunes, coração da capital mineira, e contará com as presenças da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, do governador de Minas, Fernando Pimentel, e do prefeito de BH, Marcio Lacerda, representando a Frente Nacional de Prefeitos (FNP). Sob o tema “Pelas Águas do Planeta – da Caixa D’Água do Brasil à Terra das Cataratas”, a sexta edição do prêmio também homenageará a obra poética e ecológica do escritor itabirano Carlos Drummond de Andrade.

“O Prêmio Hugo Werneck é um compromisso pela vida e pelo planeta. E isso faz muita diferença no Brasil.”
Izabella Teixeira, ministra de Meio Ambiente

“O amor vencerá! A vida não tem sentido sem a existência do homem em interação respeitosa com a natureza.”

Hugo Werneck, fundador há mais de 30 anos da primeira ONG ambientalista na América Latina a empunhar a bandeira hoje chamada de sustentabilidade

Gerdau parceira







Bastante significativo, útil e informativo o livro “Serra da Moeda – Patrimônio e História”, patrocinado pela Gerdau, sobre a ecologia arqueológica, espeleológica e ambiental da região, localizada no Quadrilátero Ferrífero. Durante seu lançamento, no MM Gerdau - Museu das Minas e do Metal, mantido pela empresa no circuito cultural da Praça da Liberdade, na capital mineira, a parceria se mostrou frutífera, da qual também participaram a Semad e o Ministério Público. Segundo Marcus Rocha (foto), diretor da Gerdau Minerações Américas, ela reitera o compromisso de toda a organização global com a sustentabilidade: “Minas é hoje uma das nossas principais plataformas de investimentos. Esta publicação é mais uma oportunidade de agradecermos a profícua parceria que temos com o desenvolvimento do Estado, bem como nossa relação ética e responsável com os diversos públicos à nossa volta".

Créditos: 1. André Rocha / 2. Divulgação

Parsons encantado



Inglês de nascimento, o empresário John Parsons era mineiro de coração. Casado com a historiadora Anna Maria, construiu a primeira e uma das mais elegantes e emblemáticas pousadas de Tiradentes: a Solar da Ponte. Erguido na década de 1960 e aberto ao público em 1974, o empreendimento é vizinho à travessa do córrego Santo Antônio, num largo arborizado no centro histórico da cidade. Parsons, que já foi tema de matéria na edição 73 da Ecológico (para lê-la, acesse www.revistaecologico.com.br), foi um dos fundadores da Sociedade Amigos de Tiradentes. Entusiasta da causa ambiental, criou campanhas de meio ambiente, plantou árvores, preservou nascentes e se empenhou para a conservação do belo casario local. E foi um dos ambientalistas mais atuantes na luta pela preservação da Serra São José. Acometido por um câncer, o “advogado do Planeta Azul” encantou-se no último dia de junho. Não à toa, exatamente no mês em que o mundo celebra o “Dia Mundial do Meio Ambiente”e a esperança da humanidade da qual ele era seu fiel depositário.

Secretária mobilizadora



Imagem: Divulgação
Empresa notoriamente compromissada na área de educação ambiental, a ERG Engenharia, sob direção de Délio Soares,  realizou no início do mês, em BH, mais uma reunião do Comitê de Mobilização Municipal pela Educação, que ocorre mensalmente nas sedes das instituições dos seus membros. Desta vez, com a presença da secretária de Estado de Educação, a professora e militante Macaé Evaristo (na foto cumprimentando Délio Soares), sob o slogan: “Educar é impregnar de sentido o que fazemos a cada instante”. Em tempo: o prefeito Marcio Lacerda aprovou a adoção escalonada do projeto “Ecológico nas Escolas” para todos os professores e pedagogos do ensino fundamental da capital. Uma parceria que, coincidentemente, começou a ser estudada por Macaé, durante sua gestão na secretaria municipal. Como diz a Bíblia, que não cai uma só folha seca no chão do planeta que não esteja nos planos de Deus, está nas mãos da secretária a volta do projeto às 3.800 escolas públicas do Estado, interrompido temporariamente por causa da mudança de governo.

Empresário amoroso



No último almoço-palestra realizado pela Associação de Dirigentes Cristãos de Empresa (ADCE/MG), em parceria com o Sistema Fiemg/Sesi, o empresário  Euler Fuad Nejm (foto) não deixou por menos. Presidente da Rede de Supermercados Super Nosso e vice da Associação Mineira de Supermercados (Amis), ele terminou sua exposição sobre os 75 anos de história e empreendedorismo no ramo alimentar iniciado por seu pai falando de amor: “Eu levanto e vou trabalhar todos os dias renovando esse sentimento para mim mesmo, em tudo que faço. Não há outra saída”. Ainda citou Madre Teresa para terminar: “O dia mais belo é hoje. A distração mais bela é o trabalho. E a mais bela de todas as coisas: o amor!” Detalhe: não por acaso, deu overbook no almoço, o que preocupou, mas deixou feliz o anfitrião Sérgio Frade.

Embalagem sustentável



Imagem: Sanakan
A médica homeopata mineira Rita de Cássia Gomes criou uma solução sustentável para embalar a loção hidratante que desenvolveu em parceria com a farmacêutica Sheila Abreu. Leitora e colecionadora da Revista Ecológico, ela utiliza páginas da publicação, que são costuradas nas bordas, para formar uma espécie de sacolinha para acondicionar o produto e distribuir aos clientes. A mãe de Rita, dona Maria, de 84 anos, é quem faz a seleção das páginas com foto que irão compor a sacolinha. A parte de cima da embalagem é composta de dois furos, que recebem um palito de madeira reciclada para fechá-la. Uma ideia criativa que ainda proporciona ao cliente informação de qualidade, já que também é possível ler as matérias por fora. Nota 10!

CSul reconhecida



Imagem: Rossana Magri
No dia 18 de agosto, o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas (Sede), Altamir Rôso, assinou um comunicado conjunto com a CSul em reconhecimento à importância do projeto de desenvolvimento urbano que será implantado na região da Lagoa dos Ingleses, nos municípios de Nova Lima e Itabirito. O documento, também assinado pelo presidente do Conselho da CSul, Roberto Mário, coloca a Sede como apoiadora institucional do empreendimento e visa gerar novos postos de trabalho e desenvolver e qualificar a mão-de-obra local dentro de um ambiente sustentável. “Queremos atuar para que o ambiente de negócios em Minas Gerais seja saudável. Isso atrai novos investimentos, como o da CSul, e cria condições para a geração de renda em diferentes regiões mineiras”, afirmou o secretário.

O adeus de Nhá Terra


Imagem: Gualter Naves
Foi na noite do último sábado de agosto. A lua crescente no céu também era uma atração à parte nas comemorações, ao ar livre, dos 35 anos de vida do Grupo Ponto de Partida em sua nova sede, em Barbacena (MG). Ao contar a história de luta e resistência da trupe mineira hoje reconhecida internacionalmente, a diretora Regina Bertola recorreu à poesia de Manoel de Barros, tão logo as luzes voltaram após um momentâneo curto-circuito que deixou o palco às escuras. Disse ela em sua alegria irradiante, fazendo referência ao público que “iluminou” a escuridão com seus celulares acesos: “Nós somos assim. Se nos tirarem as luzes, a gente convoca os vaga-lumes”.
Mal imaginaria Regina e seus companheiros que minutos depois da apresentação do espetáculo “Ser Minas tão Gerais”, ao lado de Milton Nascimento, sua irmã, a atriz Lourdes Araújo, de 57 anos, se despediria do grupo que ajudou a fundar. Ela teve um mal súbito ainda durante a encenação brilhante e morreu vítima de aneurisma abdominal na madrugada adentro de uma Barbacena que também amanheceu chorosa, imersa numa neblina triste.
Brincalhona e caricata, foi Lourdes quem interpretou a “Nhá Terra” à frente do Ponto de Partida, que homenageou a poesia ecológica de Guimarães Rosa, durante a solenidade de entrega do “V Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza”, em novembro do ano passado, no Teatro Francisco Nunes, em BH. Na ocasião, coube à atriz e mãezona do grupo a leitura do “manifesto” pela sustentabilidade humana no planeta. É o que a Ecológico reproduz aqui, em sua memória: “Há de se cuidar das nascentes e das águas que alimentam a morada dos homens. Há de se pajear os peixes e os rios, os ninhos e as florestas, as sementes e os frutos, os voos e os nascimentos, os seres minúsculos e os oceanos. Há de se tomar posse da energia que se oferta do sol e dos ventos. Nada pode tornar-se lixo. Tudo tem de ser reciclado, recomposto, reinventado. Há de se plantar árvores longamente e proteger o ar para que seja apropriado para as borboletas e os meninos”.
Em tempo: o Grupo Ponto de Partida irá abrilhantar também a sexta edição do “Prêmio Hugo Werneck”. A solenidade de premiação deste ano será no mesmo local, dia 10 de novembro, a partir das 17h. E terá como homenagem especial a memória poética ambiental de Carlos Drummond de Andrade. E a sua também, querida Lourdes, que já deve estar fazendo arte com ele, aí no céu da nossa esperança. É o que lhe deseja toda a equipe da Ecológico.


O recado de Simões



Emblemática e bem-vinda a fala recente de Roberto Simões, à frente do Sistema Faemg. Foi durante o "2º Seminário Ambiental Solo e Água: Manejo e Conservação", realizado em BH pela entidade, a conferir: “Cada vez mais, estamos buscando assumir uma posição mais  proativa, nos posicionando como protagonistas nos temas relativos à conservação do meio ambiente. Há décadas desenvolvemos diversas ações nesse sentido, algumas pelos sindicatos rurais, outras através de eventos e treinamentos oferecidos pelo Senar Minas. Pretendemos, cada vez mais, fortalecer e coordenar essas ações. Nós, produtores rurais, somos quem convivemos com as questões de solo e água em nosso dia a dia. Somos os maiores interessados em sua preservação”. Faz sentido.

Kinross certificada



No início de julho, a Kinross foi contemplada com o “Selo de Sustentabilidade” na 13ª edição do “Programa Benchmarking Brasil”, que reconhece as empresas com as melhores práticas socioambientais e de respeito à natureza. A certificação se deu na categoria “Manejo e Reflorestamento”, com o “Projeto Curvas de Nível Verdes para Recuperação de Áreas Degradadas”. Aproximadamente 12 hectares de área interna da empresa estão em recuperação, por meio da aplicação dessa metodologia criada pela sua equipe de Meio Ambiente e Sustentabilidade. Ano passado, a Kinross foi finalista no “V Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade”, com um trabalho impressionante de recuperação de veredas na região de Paracatu (MG), onde também atua.  

Premiado e ignorado




fotógrafo Gualter Naves foi o vencedor da categoria “Yellow”, do Concurso Mundial de Fotografia da revista francesa PHOTO, com uma das imagens da série “Brasil Futebol Clube”. A foto (à esquerda) foi clicada no Aglomerado da Serra, na capital mineira, quando jovens moradores da comunidade jogavam bola em um fim de tarde ensolarado. O pedido das imagens foi feito pela Agência Reuters para um especial sobre a Copa do Mundo, realizada ano passado no Brasil. A revista PHOTO é referência em fotografia desde 1957. Em tempo: Gualter também ganhou o primeiro lugar geral com uma foto (à direita) do carnaval de 2013 da capital mineira, em um concurso promovido pela Belotur. E até hoje não conseguiu receber o prêmio em dinheiro. Muito menos o desejo declarado do prefeito Marcio Lacerda de urbanizar o tal campinho da comunidade que faz divisa com o Parque das Mangabeiras virou realidade. A Sudecap não informou sobre a existência do projeto. 

Ecológico compartilhada



Foto: Janaína de Simone
Além da Fundação Dom Cabral, que está distribuindo exemplares da Ecológico em todos os seus campi em Minas, Rio e São Paulo, mais cinco outros parceiros nossos estarão distribuindo gratuitamente a mais jornalística publicação brasileira sobre sustentabilidade. São eles: as redes hoteleiras Bristol, Mercure, San Diego e Quality, no total de 20 hotéis em BH, onde seus funcionários e hóspedes terão acesso à revista, que ficará disponível nas recepções; e a unidade do Supermercado Verdemar no Jardim Canadá, em Nova Lima. A ação no Verdemar, iniciada mês passado, é um sucesso: em apenas 15 dias, a tiragem inicial de 3.500 revistas se esgotou. Quem quiser pegar seu exemplar, é só se dirigir ao display (foto) localizado na entrada da loja.

Cenibra exemplar



Fato e tempo raros no meio empresarial florestal, desde 1990 a Cenibra vem apoiando financeiramente o “Projeto Mutum” em sua RPPN Fazenda Macedônia, no Vale do Aço. Trata-se de um trabalho pioneiro de reintrodução de aves silvestres ameaçadas de extinção (foto), realizado via acordo de cooperação técnico-científica com a Sociedade de Pesquisa do Manejo e da Reprodução da Fauna Silvestre (Crax), leia-se Roberto Azeredo. A propósito, ele tornou pública essa gratidão à empresa presidida com mãos verdes por Paulo Brant. Foi na solenidade de entrega do “Prêmio Bom Exemplo 2015”, da TV Globo Minas. Roberto venceu na categoria “Meio Ambiente”. A natureza também agradece.

Adote o Verde



Foto: Vander Bras/PBH
A Prefeitura de BH lançou, em junho,  o “Selo de Boas Práticas”, iniciativa que busca valorizar os parceiros do programa "Adote o Verde". Na ocasião, também foi celebrada a 140a assinatura do convênio, firmado com a Associação dos Amigos da Rua Goitacazes. A entidade se comprometeu a cuidar de 18 canteiros entre as ruas da Bahia e Espírito Santo, incluindo o primeiro parklet (foto) - espécie de varanda urbana que substitui estacionamentos por espaços verdes - da capital. O "Adote o Verde", que tem como objetivo estimular pessoas e empresas a cuidarem de áreas verdes públicas, está se destacando. Na Região Centro-Sul, conta com 125 parceiros, que cuidam de 62 praças, 31 canteiros centrais de avenida e 47 jardins públicos.

Prata da casa


Imagem: Arquivo pessoal
Surpreendente a escolha do jornalista Diogo Melo Franco, graduado em Comunicação Social pela PUC-MG, como novo presidente da Feam, feita pelo secretário Sávio Souza Cruz, titular da Semad. Servidor de carreira da pasta verde do Estado desde 2006, onde foi diretor dos núcleos de gestão ambiental e assessor-chefe de Comunicação do Sisema (leia-se também IEF e Igam), Diogo traz mais em seu currículo: é especialista em “Gestão Ambiental” pela Fumec e em “Negociação Estratégica para Ganhos Múltiplos" pela Sustainability Challenge Foundation, além de formação em “Desenvolvimento de Gestores Públicos” pela Fundação Dom Cabral.
Para quem estranhou sua indicação, por não ter formação técnica superior em Meio Ambiente nem ser ativista histórico, vale lembrar o que dizemos de nós mesmos, jornalistas, enquanto profissionais de Comunicação Social, atuando e dando palpite de maneira diferencial nas áreas mais diversas do tecido humano, social e político: “O jornalista é aquele profissional especializado em... generalidades!”.
Já vivi isso na pele. Eu mesmo fui secretário de Meio Ambiente de BH e presidente da Feam e sou consultor em política e educação ambiental. E, como jornalista, acho que acertei mais do que errei e continuo errando e aprendendo, justamente por não ter a rigidez do olhar técnico.

Boa sorte, Diogo!

Lembrança

Lembrança
De outro lado, também vale lembrarmos o que nos dizia o velho e saudoso jornalista José Geraldo Bandeira de Mello, mais generalista impossível, então assessor de imprensa do ex-governador Hélio Garcia, sobre o sofrível e desecológico desempenho da maioria dos nossos políticos (caídos de paraquedas) em cargos executivos: “A questão é que eles sempre acham que a história começa e termina com eles. Levam os primeiros dois anos tentando destruir toda e qualquer lembrança de seus antecessores. E os dois anos restantes tentando implantar a sua marca, o que vieram fazer ali. Mas aí já é tarde. Acaba o mandato e começa outra eleição. Tudo de bom que podiam ter continuado e acrescido também vai ser desconstruído, nesta lógica, pelos seus futuros substitutos”. Esta é a notícia ruim que não sai na imprensa, Bandeira concluía: “Perdemos todos”.

Xará na área


Arquivo pessoal
A propósito, Irã Cardoso é o novo chefe de gabinete de Adalclever Lopes na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Primeiro secretário de Meio Ambiente na história política de BH, é de sua autoria o plantio maciço de árvores que hoje vicejam na capital mineira. Notadamente o corredor verde em que se transformou a Avenida Afonso Pena, desde a Praça Tiradentes até a Praça do Papa, no sopé da Serra do Curral, onde o Papa João Paulo II nos convidou a defendermos a natureza, além da ecologia humana.

Verde na ALMG!


Hélio Fraga, 50 anos



Imagem: Divulgação
Concorrida e emocionante. Assim foi a homenagem que o empresário Roberto Gontijo prestou ao jornalista Hélio Fraga pelos seus 50 anos dedicados ao turismo. O evento foi na já famosa Confraria do Fogão a Lenha e reuniu velhos companheiros do trade, além de políticos e empresários. Cruzeirense, ex-editor de turismo e colunista esportivo do jornal Estado de Minas, onde praticamente trabalhou a vida inteira, Hélio é um exemplo de dedicação e ética. Hoje blogueiro, emocionava seus leitores tanto pela acuidade informativa de seu texto quanto pela firmeza de opinião ao se posicionar. Não aceitava favores. Repórter dos bons e apaixonado pela profissão, ele emocionou seus pares pela humildade, elegância e amorosidade ao próximo, preservadas e transparentes até hoje.

Gratidão ecológica



“Uma publicação com circulação na lua cheia? Você está pensando o quê? Que o Estado de Minas é um jornal lobisomem?!”
Foi com essa colocação, hoje um diferencial cult no mercado e no calendário da propaganda, que o jornalista e publicitário Édison Zenóbio fez não apenas nascer. Mas circular durante nove anos, sob sua exigente e amiga batuta, o “Estado Ecológico” (depois JB Ecológico e a sua atual Ecológico), a primeira e mais longeva publicação sobre Meio Ambiente na grande imprensa brasileira.
Ícone da mídia, respeitado e querido por seus pares, o ex-superintendente de Publicidade e diretor-geral do EM se encantou em BH no último dia 30, lua crescente de maio, aos 84 anos, 70 deles dedicados à profissão. Onde você estiver, prezado e taurino Zenóbio, a nossa gratidão lunar! 

Imagens: 
1 - Édison Zenóbio: coautor da primeira revista com circulação lunar do Brasil - Crédito: Evandro Matheus - Esp.CB-D.A Pres
2- Primeira e histórica edição lunar em 30 de setembro de 1993, um ano após a ECO/92 no Rio de Janeiro


Ecológico na FDC


A partir deste mês, a Revista Ecológico estará presente em todos os campi da Fundação Dom Cabral. A iniciativa faz parte de uma cooperação inédita, que busca levar o conteúdo da revista aos públicos altamente formadores e multiplicadores de opinião que frequentam a FDC.

Trata-se de uma iniciativa alinhada ao Planejamento Estratégico do Comitê de Sustentabilidade e Inclusão Social da instituição. Para ela, o conteúdo e a distribuição da revista estão “em consonância com os objetivos estratégicos do comitê: praticar, no qual a FDC busca ‘ser exemplo na prática da sustentabilidade em toda a organização’, agindo através da promoção ‘do entendimento compartilhado da sustentabilidade econômica, sociocultural e ambiental. Capacitando todos os colaboradores, mobilizando-os para sua aplicação no trabalho, estimulando a responsabilidade individual e apoiando o voluntariado’”. Bem como o objetivo de educar, no qual a FDC acredita ser responsável por ”educar organizações, executivos e gestores públicos para a geração de valor sustentável, nos negócios e na sociedade”. A FDC é apoiadora tanto da Revista Ecológico quanto do “Prêmio Hugo Werneck deSustentabilidade & Amor à Natureza”, promovido anualmente pelo Grupo Ecológico, o que justifica a distribuição gratuita dos exemplares aos colaboradores e participantes da instituição. 

Tubismo V


Para marcar as comemorações do Dia Nacional do Aço, celebrado em nove de abril, a Gerdau preparou uma programação inédita até o dia 10 de maio no MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal, em BH. Trata-se da exposição “Tubismo V”, com obras do artista plástico Ricardo Carvão. Presente em muitos dos seus trabalhos desde 1979, o aço é uma matéria-prima marcante na trajetória de Carvão. A mostra será realizada no hall de entrada e no TerrAÇO, último andar do  MM Gerdau na Praça da Liberdade.

Clubes Unidos pelo Planeta

Sensibilizar os jogadores e as torcidas organizadas a abraçarem e divulgarem a causa ambiental. Esse é o objetivo da iniciativa “Clubes Unidos pelo Planeta”. Uma ação realizada pela Revista Ecológico, e que conta com o apoio dos três maiores times mineiros: América, Atlético e Cruzeiro.
Nomes como os dos jogadores Éverton Ribeiro, Ricardo Goulart e Obina já apoiaram a causa durante suas passagens pelos clubes de Minas. Sob o lema“Eu visto esta camisa. Sou Ecológico”, a ideia é que o assunto sustentabilidade faça parte do grito de torcida, e provoque assim, uma mudança de comportamento em busca da nossa sustentabilidade.
Para isso, bastará todo e qualquer torcedor acessar a expressão “Sou Ecológico”, na web, para saber como anda a situação ambiental à sua volta. E o que ele pode fazer, como cidadão conscientizado, pela preservação da natureza e a melhoria da sua qualidade de vida.
Foi graças à união dos times mineiros nos governos Hélio Garcia e Sérgio Ferrara, que suas respectivas torcidas, quando perdiam os jogos, deixaram de quebrar até 78% do total de árvores que a Prefeitura plantava sistematicamente ao longo das avenidas Catalão e Antônio Carlos, em Belo Horizonte.
O torcedor que quiser ganhar o novo e ecológico adesivo do seu clube preferido é só entrar em contato conosco
Faça parte dessa campanha!

Em tempo

Em tempo

O prefeito Marcio Lacerda desistiu de incluir na nova lei orgânica da capital mineira, em discussão, seu projeto original de aproveitar 15% de todas as áreas verdes municipais possíveis, leia-se parques e reservas ecológicas, para outras destinações urbanísticas, como “Minha Casa, Minha Vida”, construção de escolas, postos de saúde etc. Ele prefere discutir caso a caso, e de maneira pontual, sempre que surgir uma possibilidade real nesse sentido. Ou seja, com tempo e sustentabilidade.

A natureza agradece.

Amda elogia Nova Lima por Fechos


A Associação Mineira de Defesa do Ambiente parabenizou o prefeito Cassinho Magnani pela criação do Parque Natural Municipal de Fechos, em área contígua à Estação Ecológica de mesmo nome, que protege importante manancial de abastecimento de água da Copasa na Região Metropolitana de BH. A área pertence à Prefeitura Municipal da capital mineira e a notícia de sua venda para outros fins gerou revolta e polêmica.

Na década de 1950, quando pouco ainda se falava na importância da proteção ambiental, a PBH adquiriu um conjunto de lotes do bairro Jardim Canadá, na bacia do Ribeirão de Fechos. O objetivo, na época, foi justamente evitar sua ocupação e urbanização. Meio século depois, em plena crise hídrica, quase que essa área verde se perde. Com a criação surpreendente do parque, por parte da Prefeitura de Nova Lima, ela agora se tornou de preservação permanente, garantindo a proteção de todo o manancial. A Ecológico aplaude também!

Foto: Graças à Prefeitura de Nova Lima, a criação do parque garantirá a preservação de 196 mil metros quadrados de área verde - Crédito/Imagem: Fernanda Mann

Professora ecológica



Foto: Vagner Campos
A Fundação Dom Cabral agora tem mais uma profissional de peso em seu cast: a ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva. O contrato foi assinado no dia 13 último, no Campus Aloysio Faria em Nova Lima (MG). “É uma satisfação passar a fazer parte do quadro de professores associados da Fundação Dom Cabral, que é uma instituição de excelência na formação de gestores privados e públicos no Brasil. Para mim, será uma oportunidade especial para compartilhar conhecimentos e experiências que acumulei ao longo de mais de 30 anos de militância na causa do desenvolvimento sustentável”, disse a ambientalista. 

Notícia boa não envelhece


Ainda repercute a conquista de Sônia Araripe (foto), editora da Revista Plurale, vencedora do Prêmio “Os 100 Mais Admirados Jornalistas Brasileiros”. A láurea, merecida pelo seu bom combate, foi concedida pelos portais Jornalistas & Cia e Maxpress. A Ecológico também aplaude.

Imagem: Isabella Araripe

Ponto Terra, 15 anos



Crédito: Fernanda Mann
Uma reunião especial da Câmara Municipal de Belo Horizonte irá homenagear, no próximo dia 31, os 15 anos de fundação da Organização Ponto Terra. Além de programa televisivo na BHNews e realização de ciclos de debates constantes na Faculdade Fumec,  a ONG ambientalista presidida por Ronaldo Vasconcellos (foto) mantém-se atuante. Ela é membro efetivo dos conselhos municipal (Comam) e estadual de Meio ambiente (Copam), do Conselho Consultivo do Parque Estadual do Rola Moça e do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).

Papéis invertidos e somados


Uma das primeiras providências tomadas pelo novo secretário de Cultura de Minas, Angelo Oswaldo, foi reunir o prefeito de Tiradentes, Ralph Justino, e a presidente da Copasa, Sinara Meirelles, para resolverem um desafio antigo e sempre adiado pelos governos anteriores: despoluir, tratar e salvar o Rio São José, que corta todo o centro histórico do município, há anos maculado pelo lançamento de esgotos (a céu aberto). John Parsons, do Solar da Ponte, que o diga! Já o novo diretor-presidente da Codemig, Marco Antônio Castello Branco, confirmou sua pegada cultural, ao patrocinar e inaugurar entusiasticamente a Sala Minas Gerais, o novo endereço da Orquestra Filarmônica, na Estação de Cultura Presidente Itamar Franco, ainda em construção na capital mineira, dedicada à música clássica. “Nada mais coerente e simbólico do que denominar assim esse espaço, pois é a mineração que nos distingue do concerto da federação brasileira.” Pra quem não sabe, foi Marco Antônio, enquanto esteve à frente da Vallourec, quem idealizou, patrocinou e impulsionou a transformação do antigo Cine Brasil no hoje charmoso e concorrido Cine Theatro Brasil Vallourec, revalorizando a Praça Sete, no centro de BH.

Bravíssimos todos eles!

AngloGold ecológica

AngloGold ecológica
Hélcio Guerra: novo reconhecimento

Apesar da crise, a mineradora AngloGold Ashanti virou o ano em festa: foi escolhida pelo “Guia Exame de Sustentabilidade” como uma das empresas mais sustentáveis do setor no país. Esse foi o  reconhecimento público mais recente da empresa, guiada pelo princípio da inovação, respeito ao meio ambiente e parcerias com as comunidades no seu entorno. Somente em 2013, ela investiu mais de R$ 27 milhões em projetos socioambientais. “São essas diretrizes que nos permitem realizar investimentos nessas comunidades de forma mais consistente e coordenada, para que elas também alcancem os seus objetivos de desenvolvimento” – festejou Hélcio Guerra, vice-presidente sênior Américas.

Imagem: Gláucia Rodrigues

Sion reconhecido

Sion reconhecido
Alexandre Sion: mais de 20 anos de vivência jurídica

Alexandre Sion entrou 2015 acumulando mais prêmios. Desta vez, como um dos melhores advogados do Brasil. O reconhecimento foi feito pela publicação norte-americana The Best Lawyers International”, que avalia os profissionais líderes em seus segmentos. Com vivência jurídica em empreendimentos de mineração, energia, construção civil, óleo & gás, construção offshore, logística e siderurgia, ele acumula agora seis prêmios nos últimos três anos. Em 2012 e 2014, a Sion Advogados, sediada em BH, foi apontada pela publicação “Análise Advocacia 500” como um dos 15 escritórios jurídicos mais admirados do país na área ambiental.  Por dois anos consecutivos (2014 e 2015) foi agraciado com o “Chambers Latin American”, nas categorias “Advogados Notáveis” e “Líderes de Advocacia”, sem contar o “M&A Awards”, conquistado no ano passado, em que a Sion Advogados foi premiada como a “Banca do Ano em Fusões e Aquisições”.

Imagem: Arquivo pessoal

Precon tricampeã

Precon tricampeã
Marcelo Miranda: "Estamos no caminho certo"

Ainda repercute nacionalmente a mais recente conquista da Precon Engenharia, que foi agraciada com o Prêmio ECO pelo terceiro ano consecutivo. A cerimônia, promovida pela Câmara Americana de Comércio (Ancham-Brasil), ocorreu no apagar das luzes de 2014, em São Paulo, onde a empresa mineira foi congratulada em duas modalidades: “Estratégia, Liderança e Inovação” e “Práticas de Sustentabilidade”. Na última, o destaque maior ficou para o seu Sistema de Habitação (SHP), hoje um modelo para o país de gestão e construção de prédios mais rápida, barata e ambientalmente limpa, que descarta 80% menos recursos do que o método artesanal de juntar tijolo por tijolo com argamassa. “Estamos no caminho certo. A sustentabilidade, mais industrialização e inovação, constroem o nosso DNA”, comemorou Marcelo Miranda, CEO da Precon Engenharia. 

Imagem: Mário Miranda

O segundo tempo de Izabella Teixeira

O segundo tempo de Izabella Teixeira


O Palácio do Planalto confirmou, em plena lua cheia de janeiro, que Izabella Teixeira seguirá à frente do Ministério do Meio Ambiente, no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. Com perfil técnico e sem qualquer filiação partidária, Izabella passou a comandar a pasta ainda no Governo Lula, em abril de 2010, quando o então ministro Carlos Minc deixou o cargo para concorrer a deputado estadual do Rio de Janeiro. Natural de Brasília, Izabella, 53 anos, é formada em Biologia pela Universidade de Brasília (UnB), com mestrado em Planejamento Energético e doutorado em Planejamento Ambiental. Funcionária de carreira do Ibama desde 1984, após mudar-se para o Rio ocupou a Superintendência de Estudos Ambientais, foi coordenadora do Programa de Despoluição da Baía da Guanabara e subsecretária de Meio Ambiente no governo estadual. Em 2013, veio o reconhecimento internacional. Graças ao seu trabalho para reduzir o desmatamento da Amazônia, ela recebeu o “Prêmio Campeões da Terra”, na categoria "Liderança Política", entregue pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). 

Um ano antes, já havia sido nomeada pela ONU como integrante do “Painel de Alto Nível para a Agenda de Desenvolvimento das Nações Unidas pós-2015”, com base nos acordos alcançados na “Conferência Mundial Rio+20" e nos “Objetivos de Desenvolvimento do Milênio”.
Continuar no MMA não era o que Izabella queria. Mas, militante e fiel escudeira de Dilma, ela não titubeou. Aceitou voltar à luta de sempre (leia mais sobre os desafios da ministra neste novo mandato na página 34). Ganhou a questão ambiental, que, como ela, é suprapartidária.
Resta saber se o novo ministro de Comunicação, Ricardo Berzoini, que acumula a Secretaria de Comunicação (Secom), irá ajudar o MMA, tradicionalmente com o pior dos orçamentos, a criar campanhas publicitárias de utilidade pública, incentivando os brasileiros a ajudarem Izabella na sua difícil tarefa e solitária missão reassumidas: preservar, na contramão de muitos de seus colegas de governo, a natureza. Mais: a  biodiversidade  cada dia mais ameaçada pelo processo de urbanização antiecológica de nossas cidades, onde 95% dos brasileiros viverão até 2030.

Imagem: Reconhecimento internacional: em 2013, a ministra recebeu o "Prêmio Campeões da Terra", da ONU, por contribuir para a redução do desmatamento na Amazônia - Crédito: Divulgação Pnuma

Lacerda sustentável

Lacerda sustentável

BH recebeu, no último dia 13, o Prêmio “Transporte Sustentável 2015”. Concedido pelo Instituto de Transporte e Desenvolvimento desde 2009, ele reconhece as experiências bem-sucedidas na área de mobilidade urbana, por meio de programas ousados e comprometidos com a melhoria do transporte público. Ou seja, avalia a segurança e o acesso de ciclistas e pedestres no espaço urbano e a redução da emissão de gases do efeito estufa.
A solenidade da premiação foi realizada durante a "Conferência do Conselho de Pesquisas em Transportes", em Washington (EUA), com a presença de 10 mil participantes de diversos países. Pela primeira vez, três cidades brasileiras receberam a condecoração. Além da capital mineira, homenageada pela implantação do BRT Move e das ciclovias, Rio de Janeiro e São Paulo também foram premiadas.
“Estamos implantando um novo modelo de políticas públicas de transportes no Brasil mais sustentáveis e mais inclusivas”, discursou Lacerda, que já recebeu vários outros prêmios internacionais na área, desde que incorporou a causa do “ambientalmente correto e socialmente justo” em sua administração.

Imagem: Marcio Lacerda ladeado por Laudemar Aguiar (a esq.), secretário de Relações Internacionais da Prefeitura do Rio, e Ciro Biderman, da SPT Trans: gestão sustentável e inclusiva - Crédito: Breno Pataró

Pimentel otimista

Pimentel otimista


O governador de Minas, Fernando Pimentel, conquistou o público presente à concorrida posse do presidente da Fiemg, Olavo Machado Júnior, como novo dirigente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas. Citando uma lição de vida passada por um ministro chinês, de quem se tornou amigo enquanto esteve à frente da pasta de Desenvolvimento, Indústria e Comércio do governo Dilma, Pimentel enfatizou que o Brasil não tem problemas graves para resolver. Mas, sim, desafios de mesma dimensão. 
“Quem tem problemas, ele me ensinou, são países como a China, que não tem autossuficiência nem em alimentos nem em energia para atender à sua imensa população. E, com isso, depende da economia, parceria e apoio comercial de outros, e não de si mesmo” – enfatizou o governador. 
“Eu passei a ser otimista depois que ouvi isso. E ele está certo. A realidade do Brasil, com tantos recursos naturais e fontes de energia disponíveis, é diferente da realidade da China. Ela confirma uma série permanente de desafios que a nossa sociedade vem resolvendo ao longo de sua história política e econômica. É esse o sentimento que também me move agora, à frente do governo de Minas. E é com esse otimismo que convido a todos para resolvermos juntos tudo o que tiver de ser enfrentado” – concluiu Pimentel, com a mesma e aplaudida convicção. Convenceu.

Carlos Alberto Real



Dividindo a mesma mesa do almoço da Fiemg, o economista Carlos Alberto Oliveira (foto), editor-geral da Revista Mercado Comum, detalhou o cenário com uma visão negativa e inegável da relação homem-meio ambiente: “O ser humano é, sempre foi e continuará sendo o maior inimigo da natureza. A menos que a Igreja permita o controle da população e, os governos, a produção desmedida de carros em detrimento do transporte coletivo”. Mesmo pessimista, Carlos Alberto deu uma notícia alvissareira: até os tuiuiús, aves-símbolos do distante Pantanal, já estão sendo avistados na região de Confins e Lagoa Santa. Possivelmente em busca da água que os paulistanos já aprenderam a valorizar não por amor, mas pela dor.   

Receita da Fiemg



Crédito: Paulo Augusto
Já o presidente do Sistema Fiemg, Olavo Machado Júnior (foto), apontou sem cerimônias o que falta para o país sair do atoleiro econômico, financeiro e político que se encontra. Foi durante o tradicional almoço e balanço de fim de ano que a Fiemg promove com os jornalistas. O problema, segundo ele, não está na indústria nem em qualquer outro setor estratégico da vida nacional: “O que nos falta é um estadista, um político com visão maior de mundo. Enquanto o Brasil não tiver um estadista para nos representar e estimular, continuaremos onde estamos. Sempre a reboque e não pelo fato de sermos protagonistas de nós mesmos”. 

Prêmio Hugo Werneck 2015



Reprodução
“Paz & Amor”: esse é o tema que está sendo delineado para o sexto "Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza", promovido pela Ecológico. Inspirado na poesia de Carlos Drummond de Andrade, o poeta de Itabira (MG), ele se somará ao concorrido tema do ano passado, “Quanto vale a sombra de um buriti?”, sobre a obra de Guimarães Rosa, abrindo uma nova vertente para o setor minero-metalúrgico participar. Sucesso artístico e musical do último evento, o Grupo Ponto de Partida, de Barbacena, que já retratou Drummond, também está sendo reconvocado para abrilhantar a próxima edição do prêmio.

Alô, Lacerda!




Já se passou meio ano que a Superintendência deDesenvolvimento da Capital (Sudecap) não responde à Ecológico sobre um projeto para humanizar e urbanizar o campinho de futebol que existe no alto da Vila Marçola, no aglomerado de favelas da Serra, que foi promessa do prefeito Marcio Lacerda (foto) e capa da nossa edição 70, por ocasião da Copa do Mundo.

Dinis apoteótico



Foto: Ecológico
Foi emocionante a despedida prévia do ex-presidente da ALMG Dinis Pinheiro (foto), no último 16 de dezembro, em BH. Ele foi recebido por uma multidão em festa, com direito a chuva de papel picado, banda de música, cumprimentos, selfies, soltura de pombas e balões. Literalmente carregado até o plenário do Legislativo, o autor de projetos sociais como o “Bolsa Reciclagem”, em apoio aos catadores de resíduos, comprovou sua popularidade. Não à toa, com seu sábio jeito simples, afetivo e popularmente acessível, foi o deputado mais votado nas duas últimas eleições em Minas. “Antes de torcer contra o êxito de qualquer novo governante, penso que, em primeiro lugar, nos cabe o dever cívico de torcer pelo sucesso do estado e do país. Oposição, sim. Mas, vigilante, séria, firme, patriótica e comprometida com o bem comum”, ressaltou Dinis em seu discurso, já semeando e sinalizando novas colheitas em seu futuro. “Essa não é uma despedida nossa. Haveremos (olha o verbo no plural!) de nos reencontrar muitas vezes, nesse vasto e desafiador campo da atividade política.”