O caminho avança




Filipe Condé e Agostinho Patrus: o que era sonho virou realidade

No último dia 12 de dezembro, a maravilha da Serra da Piedade se fez cenário natural para a assinatura do convênio definitivo para a implantação do Caminho Religioso da Estrada Real (CRER). Inspirado no consagrado Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, aqui ele ligará o Santuário Nossa Senhora da Piedade, padroeira de Minas, localizado no ponto mais alto da Região Metropolitana de BH, à Basílica de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, no Vale do Paraíba (SP), passando por Baependi, no sul de Minas, onde fica a igreja de Nhá Chica, em processo de beatificação. O caminho peregrino do Brasil irá abranger 86 municípios, numa extensão de 1.033 km, passível de ser percorrido a pé, de bicicleta ou a cavalo. Até abril próximo, serão instalados 1.771 totens de sinalização e indicação de hotéis, pousadas e restaurantes. O convênio foi assinado pelo secretário de Estado de Turismo, Agostinho Patrus, e pelo secretário municipal de Turismo de Baependi, Filipe Condé, representando o prefeito Marcelo Faria Pereira.

Esperança com maiô na Lagoa da Pampulha





Foto: Sarah And Iain

Em meio a tantas outras pastas consideradas mais importantes, 2013 não foi um ano politicamente bom para o meio ambiente. Tanto que a Categoria “Melhor Político”, mesmo em nível nacional, não teve vencedor nem indicação 100% balizada pelos jurados do IV Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade – O “Oscar da Ecologia”, no ano passado. Quem, porém, manteve a sustentabilidade na sua agenda e ainda anunciou uma boa notícia para 2014 foi o prefeito de BH, Marcio Lacerda.
Eleito nesta categoria em 2011, no apagar das luzes de 2013, ele assinou um contrato de empréstimo externo com o Banco do Brasil, no valor de US$ 75 milhões ou R$ 172,5 milhões. Essa dinheirama toda será empregada no desassoreamento e despoluição da Lagoa da Pampulha, além da readequação paisagística de sua orla.
As intervenções integram o Programa de Recuperação da Bacia Hidrográfica da Pampulha (Propam), visando à qualidade ambiental “dois” de suas águas para a prática de esportes aquáticos a partir da Copa do Mundo. Para a população poder nadar, o prefeito preferiu a sinceridade apolítica: “Ainda não será o nível “um” de despoluição que todos desejamos, mas um degrau importante nesta direção”.
O anúncio ocorreu no Salão Nobre da PBH onde, otimista e brincalhão, Lacerda apontou outro sonho companheiro: o de ver, ainda nesta encarnação, a ex-deputada e ex-secretária estadual de Turismo, Maria Elvira, cidadã ilustre e defensora ferrenha da Pampulha, voltar a usar seu prometido maiô quando isso acontecer.
Quem sanear a Pampulha, verá!

Uma Minas no museu

Uma Minas no museu




Um “museu de grandes novidades”, como cantaria Cazuza, cheio de experiências e emocionante! Esta é a proposta do Memorial Minas Gerais – Vale, localizado na Praça da Liberdade, em BH: destacar, de maneira inovadora e criativa, o patrimônio cultural e histórico mineiro. Também chamado, por isso mesmo, de “Museu vivo”, o espaço reúne manifestações contemporâneas, populares e folclóricas, que instigam o visitante a conhecer um pouco mais sobre a história e as características do estado e a vivenciá-las.
Instalado no antigo prédio da Secretaria de Estado da Fazenda, o edifício foi projetado pelo arquiteto da Comissão Construtora da Nova Capital, José de Magalhães. A construção no estilo eclético, adotado para todos os prédios projetados, foi inaugurada juntamente com a nova capital, em 1897.
No Memorial, os elementos que constituem a identidade mineira são apresentados de maneira interativa ao longo de 31 espaços de exposição e convivência, contados a partir da história do próprio prédio, onde foi lançada a pedra fundamental de construção da capital mineira. Além disso, nele encontram-se obras de artistas-símbolos de Minas, como os sertões de Guimarães Rosa, os temas que inspiraram Drummond, a “não arte” de Lygia Clark e o trabalho de Sebastião Salgado. Grande destaque também é dado ao ciclo do ouro em meio às montanhas, vales e rios mineiros.
Uma das atrações imperdíveis do Memorial Minas Gerais - Vale, aberto à visitação pública desde 2010, é a sala “História de Belo Horizonte”, que narra a construção da capital e algumas de suas lendas urbanas. A sala “Panteão da Política Mineira” também é outro destaque, retratando a Inconfidência Mineira por meio dos seus personagens principais, revividos em quadros interativos.
Caracterizado, enfim, como um local de experiências afetivas e intelectuais, o Memorial Vale traz a alma e as tradições mineiras contadas de forma original e interativa. Além das exposições de longa duração, conta com uma programação temporária com espetáculos, performances, shows musicais, palestras e seminários. E é isso que a Revista ECOLÓGICO vai reportar aos seus eleitores, a partir da próxima lua cheia, dia 14 de fevereiro, na série “Uma Minas no Museu”.
Aguarde!

SAIBA MAIS:
Informações: 3307-4000