Oscar da Amis



Durante cerimônia concorrida, tipo o “Oscar” do setor, na noite do último dia 27, em Nova Lima (MG), o Verdemar foi agraciado com o “Destaque dos Destaques” do “Troféu Gente Nossa Supermercadista 2014” na categoria “Sustentabilidade”, ao lado das redes Bahamas e Super Nosso. A entrega das premiações, promovidas pela Associação Mineira de Supermercados (AMIS), foi feita pelo jornalista Hiram Firmino, diretor da
Revista Ecológico.

Imagem: 
Os destacadados: Álvaro Lage (Bahamas), Antônio Celso Azevedo (Verdemar) e Viviane Nascimento (Super Nosso)

Comendador Valim



O sociólogo e professor Elson Valim, coordenador do "Programa Parcerias com Organizações Sociais (POS) da Fundação Dom Cabral", também adotado pela Revista Ecológico, foi premiado com a Comenda Liberdade, outorgada pelo Rotary Club de BH Liberdade.  A cerimônia ocorreu no último dia 22.

Imagem: Luísa Naves

As mais sustentáveis



Quarenta por cento das empresas associadas ao Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) foram vencedoras e citadas na “15ª Edição do Guia Exame de Sustentabilidade" como uma das mais sustentáveis do país. O Guia avalia a estratégia e as práticas das empresas nas áreas de sustentabilidade, governança corporativa, econômico-financeira e social, sendo uma das pesquisas mais abrangentes realizadas no Brasil. A metodologia e a análise dos dados são desenvolvidas pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVces), instituição de referência no desenvolvimento de estratégias, políticas e ferramentas de gestão públicas e empresariais em sustentabilidade no país.


Presentei-vos!


Quer se dar um presente bacana, ainda podendo levar quem você ama, incluindo seus parentes e amigos? E sair todo mundo feliz, redescobrindo o prazer da música, os nossos sentimentos mais verdadeiros e a arte de sobrevivermos com sabedoria e gingado, entre o ciúme, o amor e boemia? Vá correndo assistir ao musical “Samba, Amor e Malandragem”, que ficará em cartaz no Teatro da Cidade, em BH, até 14 de dezembro. Com roteiro e direção brilhante de Kalluh Araújo, trata-se de um espetáculo refinado, empreendido pela teimosia e genialidade artística de Pedro Paulo Cava, que não fica nada a dever às produções e atores cariocas em se falando de samba. É impressionante a atuação do elenco mineiro, onde todos são bons atores e cantores, interpretando canções raras e belíssimas, com um toque de Chico Buarque. Dá um orgulho danado assistir a este musical poético. Nosso coração, tão sofrido nesses últimos tempos, sai preenchido de poesia novamente, e com gostinho de quero mais. Vale conferir! É às sextas e aos sábados e domingos no teatro mais charmoso e afetivo de BH. A Ecológico aplaude!

Mostra Rigoletto



Figurinos da ópera Rigoletto serão expostos no Memorial Vale
Em ação conjunta com a Fundação Clóvis Salgado, a Vale apresenta a “Mostra Rigoletto” no Memorial Vale entre os dias 19 de novembro e 23 de dezembro. Estarão em exposição os figurinos concebidos pela argentina Sofía Di Nunzio para a ópera encenada, de 18 a 29 de outubro de 2014, no Grande Teatro do Palácio das Artes. Ambientada na Paris do século XIX, a montagem de Rigoletto, concebida pelo diretor cênico André Heller-Lopes, brindou o público mineiro com um espetáculo moderno e, ao mesmo tempo, clássico. Poderão ser apreciados trajes masculinos e femininos, com modelagem de época, que vestiram os personagens do drama de Verdi.  

Cemig climática e a mais transparente

Cemig climática e a mais transparente

A Companhia Energética de Minas Gerais é a empresa nacional que mais se destacou no quesito “Transparência” na divulgação de informações relacionadas a mudanças climáticas, em 2014. O questionário realizado pela ONG CDP, sediada em Londres, Inglaterra, foi respondido por 52 grandes empresas brasileiras. A Cemig obteve a maior pontuação em transparência, alcançando 98 pontos do total de 100. Segundo o superintendente de Sustentabilidade Empresarial da Cemig, Luiz Augusto Barcelos, esse desempenho expressivo “reafirma o comprometimento da empresa para uma economia de baixo carbono, informando, ao mercado de capitais do país e do exterior e à sociedade em geral, os esforços conseguidos para a redução dos efeitos causados pelo aquecimento global”.

Aproximadamente 99% da geração de energia da Cemig é proveniente de fontes renováveis como hidráulica e eólica, proporcionando uma baixa emissão de gases de efeito estufa. Ela também foi selecionada para compor a carteira do Índice Dow Jones de Sustentabilidade (DJSI World) pelo 15º ano consecutivo. A concessionária mineira é a única empresa do setor elétrico do Brasil e da América Latina a integrar esse índice mundial desde a sua criação, em 1999. Para conhecer as ações da Cemig na área de mudanças climáticas, é só acessar www.cemig.com.br 

Por um milhão de árvores


Imagem: Guilherme Bergamini/ALMG
O plantio da espécie de número 60 mil do Projeto "Árvore é Vida", pela Associação das Caminhantes da Estrada Real (Acer), marcou as comemorações do “Dia da Árvore” e a entrada da primavera na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em BH. O presidente Dinis Pinheiro, acompanhado do presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Célio Moreira, plantou uma muda de pau-brasil no jardim do Hall das Bandeiras. Além de simbolizar a data, foi uma justa homenagem às ambientalistas-caminhantes, extensiva aos cerca de 100 alunos do Instituto Coração de Jesus, que expuseram seus trabalhos realizados sobre o meio ambiente.

Ele destacou a importância da presença das crianças na solenidade. “Elas fortalecem o crescimento de uma nova consciência ambiental. Não podemos mais conviver com tantas queimadas, tanto desmatamento”, lamentou. Célio Moreira destacou o papel da ALMG nesse processo. “Como legisladores, somos corresponsáveis pelas ações positivas na defesa do meio ambiente e, por extensão, pela salvação do planeta”. Já Maria Elvira, presidente da Acer, ressaltou caber às crianças e aos jovens um engajamento cada vez maior na luta que ainda está longe de acabar: “Unam-se a nós! Já conseguimos plantar 60 mil novas árvores por onde passamos em toda Minas Gerais. Nosso objetivo é atingirmos um milhão de futuras árvores. E isso é possível!”.

Jogando limpo

Jogando limpo


Em comemoração ao próximo Dia das Crianças, o Programa "Jogue Limpo" e a Ecológico estão distribuindo a revista em quadrinhos “A História da Família Lubis” às 3.800 escolas de Minas. A publicação aborda, de forma lúdica e educativa, o descarte ambientalmente correto de embalagens plásticas de lubrificantes usadas, contribuindo para que este resíduo não vire lixo e não seja jogado em locais inadequados, degradando o meio ambiente. Desde 2005, o programa foi responsável por reciclar mais de 300 milhões de embalagens. Mais informações, acesse programajoguelimpo.com.br

Imprensa verde



Imagem: RMI
Maravilha a capa da última edição da Revista “Meio Ambiente Industrial”, editada pelo colega Júlio Tocalino (foto), em São Paulo. E isso às vésperas de ele realizar, nos próximos dias 11, 12 e 13 de novembro, no Expo Center Norte da capital paulista, a “XVI Feira e Seminário Internacional de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade – FIMAI 2014”, o maior evento do setor.

Novelis parceira



Imagem: Divulgação
Graças à redução da sua pegada de carbono, a Novelis, líder mundial em laminação e reciclagem de alumínio, foi a única empresa do setor aceita no Programa “Defensores do Clima”, da ONG WWF. “O futuro da nossa economia está nas baixas emissões de CO2, o que é também uma peça-chave da visão da nossa empresa”, comemorou o CEO Phil Martens. No Brasil, a Novelis possui atividades em Pindamonhangaba e Santo André (SP); e também produz alumínio primário em Ouro Preto (MG). A operação local emprega 1.800 pessoas e alcançou a receita de US$ 1,6 bilhão no último ano fiscal. A empresa mantém sete centros de coleta de sucata espalhados no país e conta com o maior centro de reciclagem da América do Sul.

Retorno verde




Imagem: Isabel Baldoni
Distante da cena ambiental desde a queda de uma das alças do viaduto Batalha dos Guararapes, durante a Copa do Mundo, o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, está de volta. Seu retorno foi no último 21 de setembro, Dia da Árvore, durante a inauguração do Centro de Referência em Saúde Mental Álcool e Drogas (Cersam AD), na capital mineira. Ele e seu vice-prefeito e secretário municipal de Meio Ambiente, Délio Malheiros, plantaram uma muda de ipê-roxo, marcando simbolicamente o plantio das 54 mil novas árvores prometidas pelo Programa “BH Mais Verde”, que conta com um investimento de R$ 17 milhões. A compensação abrange a ordem de três novas árvores para cada uma das 18 mil arrancadas ao longo dos últimos três anos para as obras de mobilidade urbana, incluindo o entorno do novo Mineirão.

O presidente que queremos



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Há mais de duas décadas, desde a ECO/92 no Brasil – até hoje o evento que mais reuniu chefes de Estado na história da humanidade –, nós, ambientalistas e jornalistas militantes da chamada imprensa verde, jamais tivemos dúvidas, só esperança. O presidente em quem sempre sonhamos votar só precisa ter uma qualidade: ser um estadista com visão ecológica de mundo, e não apenas de Brasil.
Collor foi só marketing, fogo de palha. Fernando Henrique quase foi. Lula teve tudo pra ser. Bastava ter colocado a Amazônia do seu companheiro Chico Mendes debaixo do braço e rodado o mundo, exigindo respeito e apoio financeiro internacional para preservá-la e explorá-la de maneira sustentável. Ou seja, criando emprego e renda para os 25 milhões de brasileiros, incluindo as populações indígenas que vivem ali, sem permitir a degradação da floresta.
Foi uma pena, considerando a enorme popularidade de Lula. Ele trabalhou pela redução da pobreza, como nunca na história deste país. Mas se esqueceu do meio ambiente, da natureza que ainda resta no planeta, sem os quais eleitor ou ser humano algum, rico ou pobre, filiados a partidos políticos ou não, consegue sobreviver.
Já Dilma, sua sucessora, foi uma decepção maior ainda, comparando sua firmeza em gerenciar tantas outras áreas e prioridades do país. Ela também olhou a árvore e não viu a floresta. O seu governo, e noticiamos isso não com prazer de criticar, mas com tristeza ecológica, foi o que menos fez pela natureza pátria, interligada planetariamente a todas as outras pátrias terrenas.
Foi, infelizmente, a presidente que menos preservou e criou Unidades de Conservação (UCs), leia-se parques nacionais, reservas naturais, estações ecológicas e outras áreas de preservação. E a que, contrariando uma tendência mundial, mais permitiu a diminuição dessas áreas verdes então já criadas e protegidas oficialmente. E pior: ainda incentivou a criação de conselhos dos atingidos pelas UCs.
O tempo não para!
Agora temos Dilma, Aécio e Marina, presidenciáveis dessa terra amada e ainda verde esplêndida, querendo os nossos votos. É fácil tê-los, tamanha a nossa carência e solidão num país e num planeta que caminham juntos para o suicídio ambiental, vide o que apenas a morte de um rio chamado Paraíba do Sul causou de guerra hídrica entre os estados de São Paulo, Rio e Minas Gerais.
Portanto, não basta que os candidatos apenas lembrem e falem da questão ambiental em seus programas de governo e discursos. É preciso que, humildemente (como todos os demais seres vivos do planeta já sabem e estão sentindo na pele), eles também admitam que o meio ambiente é a questão transversal que mais deveria preocupar qualquer futuro governante ou administrador público.
A nova e revolucionária ordem política é esta. Não cabe mais a antiga visão antropocêntrica, que até pouco tempo nos fez achar que éramos primordiais e mais importantes que o sol, as estrelas e o universo. E ainda achamos que tudo gira ao nosso redor.
É insustentável tentar melhorar as condições de vida da população, do ser humano primeiro, e somente depois salvar e cuidar da natureza do país e do planeta, antevendo o nosso futuro comum e global. É cosmicamente o contrário. Um futuro presidente estadista tem de preservar antes e concomitantemente a natureza. Salvar, antes, o país e o único planeta em que vivemos, nos dá vida, energia, água e comida. Aí, sim, sob um chão verde e azul, com três quartos de água, poderemos continuar vivos e nos desenvolver economicamente de maneira sustentável.
Eis a bandeira do que precisamos e chamamos de desenvolvimento sustentável: sermos economicamente viáveis, ambientalmente corretos e socialmente mais justos. Existe sabedoria política maior e de mais longo e estratégico alcance do que esta? Existe maior subversão de amor ao planeta e a nós mesmos?

Portanto, prezada Dilma, prezado Aécio e prezada Marina: quem de vocês se candidata a ser o futuro presidente estadista com visão ecológica do Brasil?  

Ecológico reforçado



Revista Ecológico e Prêmio Hugo Werneck ganham o apoio de novos conselheiros e homenageiam seu primeiro leitor e assinante

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Um ex-ministro, três ex-secretários de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e cinco ex-presidentes da Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), além de ambientalistas históricos, jornalistas especializados, empresários e representantes do setor produtivo responsável marcaram presença no II Encontro do Conselho Editorial da Revista Ecológico. O evento, coordenado pelo jornalista Hiram Firmino e comemorativo ao sexto ano de circulação da mais respeitada e admirada publicação jornalística sobre sustentabilidade da grande mídia impressa e
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digital brasileira, ocorreu no último dia 25, lua nova de julho. Foi durante almoço chuvoso no Espaço Nature, em Nova Lima, o município com mais remanescentes de Mata Atlântica e nascentes da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Além de ser uma oportunidade para realizar um balanço da evolução da Revista Ecológico e do Prêmio Hugo Werneck, o encontro serviu para empossar dois novos conselheiros: o ex-ministro de Meio Ambiente (do Governo Fernando Henrique Cardoso) e ex-secretário da pasta nos governos Aécio Neves e Antonio Anastasia, José Carlos Carvalho; e o diretor de Sustentabilidade da AngloAmerican, Pedro Borrego, que está à frente do Projeto Minas-Rio. E também para homenagear o ex-titular da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) no Governo Itamar Franco, Celso Castilho, como o primeiro leitor, seguido de seu filho Ricardo, a assinar e manter a assinatura da revista. Isso, desde o seu lançamento, em novembro de 2008, durante a última aparição em público do ambientalista Hugo Werneck, a quem a premiação e a publicação são dedicadas a cada lua cheia. 
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O atual conselho, com nomes que vêm desde o Caderno Estado Ecológico, do jornal Estado de Minas, até à Revista JB Ecológico, no Jornal do Brasil, portanto, já com 22 anos de circulação ininterrupta, foi desmembrado em dois, para ficar mais atuante. Permanecem no Conselho Editorial: Fernando Gabeira, José Cláudio Junqueira, José Fernando Coura, Maria Dalce Ricas, Mario Mantovani, Nestor Sant’Anna, Patrícia Boson, Paulo Maciel, Pedro Borrego, Ronaldo Gusmão e Sérgio Myssior. E passam a integrar o Conselho Consultivo: Angelo Machado, José Carlos Carvalho, Célio Valle, Evandro Xavier, Fabio Feldmann, Roberto Messias Franco, Vitor Feitosa e Willer Pos.

Festa no Cerrado



Foto: Fernanda Mann
O II Encontro Cultural do Instituto Inhoré será realizado no próximo dia 26 no Parque Ecológico Geraldino José de Almeida, em Capão Grosso, distrito de Jaboticatubas (MG), próximo à Serra do Cipó, possivelmente com a presença do secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Alceu Torres Marques. Ele é natural do município e convidado de honra do evento, cujo objetivo é divulgar e valorizar as manifestações culturais da região do Cerrado mineiro, promovendo o desenvolvimento sustentável da comunidade local. O convite traz a assinatura de Emerson de Almeida (foto), fundador e atual presidente do Conselho de Administração da Fundação Dom Cabral. O nome do parque é uma homenagem ao pai dele. 

José Fernando Coura



Representando a mineração sustentável, o presidente do Ibram e do Sindiextra, José Fernando Coura, foi o único mineiro dentre as 100 personalidades brasileiras agraciadas com o Prêmio “Quem faz o Brasil Melhor”. A homenagem foi feita durante evento realizado pelo Lide (Grupo de Líderes Empresariais) e pela Rádio Jovem Pan no Hotel Grand Hyatt, em São Paulo: “Para se fazer um país melhor, é preciso que cada brasileiro faça, primeiro, a sua parte”, pontuou.

Foto: Divulgação

A “Coca-Cola” de Lázaro



Em sua coluna “Palavra de Presidente” no Informativo Fecomércio Minas, considerado o maior jornal corporativo do país, com 150 mil exemplares, Lázaro Luiz Gonzaga - reeleito recentemente para presidir a instituição no quadriênio 2014-2018 - recorreu às três famosas regras que a Coca-Cola criou para sustentar, em suas equipes, o entusiasmo que garante o seu sucesso mundial continuado: “Regra 1: Nada é fácil. Regra 2: Tudo é possível. E regra 3: Se você desanimar, se desesperar, se algo der errado, leia novamente a regra 2, ‘Tudo é possível!’”.
Ao compartilhar isso com seus colegas empresários, Lázaro lembrou que o Brasil já se encontra novamente dentro do “oneroso tempo pré-eleitoral”, cuja ambientação se estende até depois das eleições: “É hora de investirmos em tempo e ideias sobre projetos de mudanças, preparar propostas, reivindicações. E oferecer apoio aos candidatos que melhor estão aptos a atender nossos pleitos. Depois, é persistirmos na cobrança dos compromissos assumidos”.

O presidente ainda recorreu, no final, à memória do primeiro-ministro inglês Harold Wilson: “Aquele que rejeita a mudança é o arquiteto da decadência. A única instituição humana que rejeita o progresso é o cemitério”! A Coca-Cola, o Lázaro e o Harold estão realmente certos segundo a teoria quântica: tudo é possível!

O compromisso de Alceu


O novo secretário: mesma missão que ele
presidiu, apoiou e experimentou à frente
do Ministério Público
Foto: Marcos Takamatsu
Não cai uma só folha seca no solo que não esteja nos planos de Deus. Do mesmo modo, e guardadas as devidas proporções, é possível afirmar que a nomeação-surpresa de Alceu Torres Marques, para o cargo de novo titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), em substituição a Adriano Magalhães, foi triangularmente planejada para (olhe a ironia) retirar a pasta do completo desfalecimento político e operacional que a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) lhe causou. Isso por não a ter poupada de sucessivos cortes financeiros nem lhe permitir o retorno rubricado do que a pasta arrecada em fiscalização e licenças. Também por não a considerar uma secretaria estratégica aos olhos da população e do estado ambiental que Minas, o país e o mundo se encontram. Basta vermos a guerra pública pela água entre os governos do Rio e de São Paulo. E o abandono dos nossos parques estaduais e federais, das nossas unidades de conservação às mínguas, onde as águas ainda nascem e correm limpas, com peixes e matas ciliares.
Desse modo, o que foi surpresa virou esperança. E ela teria sido articulada, antes da transmissão do cargo, por Antonio Anastasia e seu então vice (agora governador) Alberto Pinto Coelho, de quem Alceu também é próximo. Com a posse do novo secretário (a ECOLÓGICO ouviu as principais lideranças ambientalistas sobre isso, você vai ler na próxima edição), a Semad ganha em valor político e hierárquico. Como procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Alceu ocupou um dos quatro maiores cargos na hierarquia do poder estadual, ao lado do governador, do presidente da ALMG e do Tribunal de Justiça. Melhor do que isso. Como também coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Defesa do Meio Ambiente (Caoma), cargo que ele exercia até então, Alceu fez um humilde e profícuo mergulho na causa que hoje preocupa desde o cidadão comum ao mais poderoso dos governantes. Ele foi chefe e aprendiz. Também colocou em prática o que três de seus colegas extraordinários do Ministério Público, os promotores Carlos Eduardo Ferreira, Luciano Badini e Paulo César Vicente de Lima, aconselharam. Por sua retidão, competência e seriedade na questão ambiental, os três já foram aclamados com o Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza, o “Oscar da Ecologia”, respectivamente nos anos 2010, 2011 e 2012.
Nos últimos 13 anos, com apoio unânime dos ambientalistas e na contramão do que o setor produtivo e alguns segmentos conservadores diziam de maneira preconceituosa, o Caoma conseguiu reduzir em 25% o prazo médio de conclusão dos inquéritos civis na área ambiental e chegou a uma solução negociada em 85% dos casos de desrespeito à legislação no Estado.
O próprio Alceu presidiu a condecoração de Badini, durante cerimônia exclusiva com a Revista ECOLÓGICO na sede do Ministério Público de Minas Gerais, em janeiro do ano passado. Ele sabe o que o espera e o que se espera dele.
Vale recordar, junto de Hugo Werneck in memoriam, o que o novo titular da Semad declarou em 26 de outubro de 2012, ao receber a Medalha Santos Dumont, na Fazenda Cabangu, no coração devastado, poluído e também sem água do Estado: “Não é pela graça da natureza que Minas ostenta invejáveis índices de crescimento, muito superiores à média nacional. Não é por obra do acaso que o nosso nível de desemprego é um dos menores do país. Não é porque Deus nos deu o berço esplêndido da província mineral mais diversificada da orbe, que nossa economia desenvolve. É pela genialidade de um sem-número de mineiros, Santos Dumonts anônimos da prudência, do trabalho duro e da criatividade que, orgulhosos, desfraldamos a bandeira do crescimento sustentável”.
Vale acreditar!


Ecologia humana

Ecologia humana


“A mineração já pensa diferente no mundo inteiro. A visão da Vale, hoje na gestão Murilo Ferreira, tem como um de seus pilares estratégicos o cuidar das pessoas. Isso, para nós,  é valor, é  sustentabilidade”, foi o que declarou Lúcio Cavalli, diretor de Planejamento e Desenvolvimento de Ferrosos da Vale, em alto e bom tom, na abertura do Seminário Brasil-Finlândia, em BH.

Novo desafio




Marcus Rocha Duarte (foto) é o novo diretor Mining Americas da Gerdau, cujo desafio é direcionar, doravante, todas as atividades ligadas à mineração e combustíveis sólidos do Grupo, englobando Brasil e Colômbia. Há 35 anos na empresa, ele iniciou sua trajetória na Usina Ouro Branco, e também deu uma contribuição importante de relacionamento com as lideranças ambientais do Estado.

Crédito da imagem: Eduardo Rocha/RR Foto

A escolha de Lacerda



MARCIO LACERDA, na capa da edição
51 da Ecológico: compromisso mantido
Está de parabéns o administrador e homem público Marcio Lacerda pela decisão de permanecer à frente da Prefeitura de BH até a conclusão integral do seu mandato. Sábio e, talvez, também pensando em sua ecologia pessoal, na sua família e na conclusão do seu projeto estruturador e sustentável BH 2030, ele fez o que poucos políticos conseguem: manter-se coerente com o que prometeu realizar, iniciou e acredita.  Em carta à população explicando os motivos de não ter se descompatibilizado para concorrer ao governo do Estado, Lacerda também fez duas referências pontuais e raras no mundo político. Sobre educação: “Belo Horizonte tem a melhor educação infantil e uma das melhores escolas de ensino fundamental do país. E o nosso desafio é avançar ainda mais rumo a uma escola pública de qualidade e acessível para todos.”. E sobre ecologia: “Aos ambientalistas, por nos demonstrarem que o caminho do desenvolvimento, quando cultivado em sinergia com o meio ambiente, é ainda mais promissor”.

Vale festejar!

Chico Nunes de emoções



O NOVO TEATRO: recuperado por meio do
Programa “Adote um Bem Cultural”, da
Fundação Municipal de Cultura
Foto: Drika Vianna
Emoções extremas, justas e solidárias. Foi assim, sob o domínio da arte de representar e com muitos atores chorando de verdade, na lua nova de abril, a inauguração do novo Teatro Francisco Nunes, na capital mineira. A começar pelo cenário natural escolhido: dentro do Parque MunicipalAmérico Renné Giannetti, com suas árvores centenárias e também de gala, iluminadas para a festa. Em sua fala televisionada, o ator Odilon Esteves, da Cia. Luna Lunera, sintetizou a importância da parceria sustentável entre a Prefeitura de BH e a Unimed, que investiu R$ 11 milhões na recuperação do Velho Chico Nunes:
“É coerente que uma cooperativa médica, que vive de cuidar da saúde das pessoas, decida também cuidar de um teatro. Esse cuidado aponta para uma visão de que para cuidar da saúde pública não basta cuidar da saúde do indivíduo no consultório. É preciso pensar a saúde nessa maneira global, onde existem agentes, a arte, por exemplo, que são capazes de atravessar um ser humano e lhe sanar a alma. Isso é saúde também.”
A batuta artística maior, tal como empunhada na inauguração do novo Cine Theatro Brasil – Vallourec no ano passado, ficou por conta do diretor e produtor cultural Pedro Paulo Cava. E ele se superou. Ao reunir, festejar e premiar praticamente todo o mundo artístico mineiro, desde quem fica atrás das cortinas ou prepara os cenários - como Raul Belém Machado, in memoriam, o homenageado da noite - até Wilma Henriques,  destilando, como um bom vinho, os  seus 55 anos de palco, Cava fez aquilo que os órgãos culturais oficiais esquecem de fazer: celebrar, em vida, aqueles que batalham, com muita dificuldade, dedicação e amor na arte de nos fazer chorar, rir, pensar e se emocionar. E, no mínimo, fazer de nós pessoas melhores, depois do fechar das cortinas.
Pedro Paulo Cava
Foto: Drika Vianna
Can-can, moulin rouge, opereta, canto lírico e popular, tango, guitarra elétrica, teatro, música erudita e boneco de pano, nada parece ter faltado na recontagem histórico-artística do velho teatro até a sua volta à cena cultural. Teve até a bailarina Lina Lapertosa, dançando e interpretando “Beatriz”, de Edu Lobo e Chico Buarque, ao som de um piano de cauda. Um Júlio Varela, cuja história se confunde com o Chico Nunes, subindo cautelosamente ao palco. E um Angelo Machado, mais cauteloso ainda, se explicando: “Na minha idade, subir mais que três degraus virou esporte radical”.
Por falar no autor da peça “Como sobreviver a festas e recepções com buffet escasso”, a comicidade da noite foi roubada pelo ator Carlos Nunes. Imitando um bêbado, ele surpreendeu a plateia entrando cambaleante pelas costas do teatro. Brincou com os convidados, inclusive com as autoridades: “O Pedro Paulo falou que eu podia mexer com todo mundo aqui, menos com os ocupantes importantes da primeira fila, com o risco de elas não pagarem os nossos cachês!”
E foi dele, ao subir e ficar “sóbrio” no palco, o recado maior e mais existencial dos artistas. Carlos Nunes interpretou o famoso texto de autoria do general norte-americano Douglas MacArthur, sobre a ecologia de “Ser Jovem”, escrito em 1945 (leia a seguir).

Carlos Nunes
Foto: Gláucia Rodrigues
A ecologia de ser jovem
“A juventude não é um período da vida. Ela é um estado de espírito, um efeito da vontade, uma qualidade da imaginação, uma intensidade emotiva, uma vitória da coragem sobre a timidez, do gosto da aventura sobre o amor e o conforto. Não é por termos vivido um certo número de anos que envelhecemos. Envelhecemos porque abandonamos o nosso ideal. Os anos enrugam o rosto; renunciar ao ideal enruga a alma. As preocupações, as dúvidas, os temores e os desesperos são os inimigos que lentamente nos inclinam para a terra e nos tornam pó antes da morte. E se um dia teu coração for atacado pelo pessimismo e corroído pelo cinismo, que Deus, então, se compadeça de tua alma de velho.
Jovem é aquele que se admira, que se maravilha e pergunta, como a criança insaciável: ‘E depois?’ Que desafia os acontecimentos e encontra alegria no jogo da vida. És tão jovem quanto a tua fé. Tão velho quanto a tua descrença. Tão velho quanto o teu desânimo. Jovem não é aquele que ainda não viveu muitos anos, mas aquele que, apesar dos anos vividos, não permite que adormeça a criança interior. Serás jovem enquanto te conservares receptivo ao que é belo, bom, grande. Receptivo às mensagens da natureza, do homem, do infinito.”

Ocupantes da primeira fila: compromisso cumprido
Aplausos mil, a festa terminou com Maria Lúcia Godoy. Como ninguém resiste a uma serenata nem esquece JK, ela fez a plateia em peso acompanhá-la em “Amo-te Muito”, de João Chaves, e “Oh! Minas Gerais”, do cancioneiro popular. Coisa linda, ver o público também artista, cantando e chorando junto no escurinho do novo teatro.

NOTAS TRISTES
As duas únicas notas tristes foram o prefeito Marcio Lacerda, em meio a tantas autoridades ali reverenciadas, e batalhador engajado na parceria PBH-Unimed, não ter sido chamado também ao palco para entregar uma das tantas homenagens. E a ausência quase absoluta da imprensa que, estranhamente, não compareceu para documentar o renascimento do velho Chico Nunes e o talento genioso mas agregador de Pedro Paulo Cava.
Wilma Henriques em "A Dama Desnuda": triunfal
Fotos: Drika Viana
No mais, só faltou e falta a Unimed também patrocinar uma terceira nota, esta positiva, tal como foi a encenação de um trecho da ópera “Viúva Alegre”, que umedeceu os olhos de muita gente: reconstruir o velho Ribalta, o famoso bar que funcionava acoplado ao teatro, com vistas para o lago dos Pedalinhos do Parque Municipal. Ali, onde os artistas desvestiam seus personagens e ficavam conosco, jornalistas notívagos e boêmios irrecuperáveis, recitando, sem maquiagem, versos de Carlos Drummond e Manuel Bandeira, imersos no perfume real das damas-da-noite.
Parabéns, Pedro! Parabéns, Marcio! Parabéns, Unimed! Sustentado ou sustentável, o novo Chico Nunes não pode parar!

Saiba mais:
Assista ao filme sobre a história do Teatro Francisco Nunes no nosso canal no Youtube:
www.youtube.com/revistaecologico



Homenagem merecida



Em plena semana de lua cheia, a superintendência regional do Ibama realizou uma série de atividades para celebrar os 25 anos de sua criação e atuação em Minas. Uma delas foi reunir todos os seus ex-superintendentes, que receberam placas comemorativas em reconhecimento aos serviços prestados à causa: Evandro Xavier, Alison José Coutinho, Marco Túlio Simões Coelho, atual superintendente, Jader Pinto de Campos Figueredo, Antônio Fernando Durço e Roberto Messias Franco.

Gandarela em silêncio




Serra do Gandarela - Foto: Danilo Siqueira

Nem o Ministério do Meio Ambiente nem o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) informam como anda o licenciamento ambiental da Mina Apolo, pretendida pela Vale, na Serra do Gandarela. Enquanto a discussão prossegue a portas fechadas, em âmbito federal, dois fatos locais chamam a atenção. Um é a recente decisão da Prefeitura de Rio Acima, que revogou sua carta de conformidade, voltando atrás na anuência dada ao projeto em seu município. Outro é a circulação de um pôster ilustrativo da região, feito pelo Movimento pela Preservação da Serra do Gandarela, onde só aparece o “Parque Nacional” e sem área alguma a ser minerada, conforme proposta inicial conciliatória.

Zelando pelas águas

Zelando pelas águas

A ONG Zeladoria do Planeta realizou mais uma Expedição ECO de sensibilização social sobre a importância de se preservar os recursos naturais no entorno dos topos de serra da capital mineira e dos municípios de Nova Lima e Brumadinho, notadamente nas regiões do Parque Estadual da Serra do Rola Moça e da RPPN Capitão do Mato, da Vale. O objetivo é informar a população e, com o seu apoio, garantir a infiltração e a acumulação da água de chuva nesses locais. 

A Expedição que, além da Vale, contou com a parceria do IEF, Copasa, Sindiextra e Revista ECOLÓGICO, também virou documentário exibido no Programa Viação Cipó, da TV Alterosa, e pode ser acessado no site da ONG (www.zeladoriadoplaneta.com). O vídeo conta com depoimentos do ex-ministro de Meio Ambiente, José Carlos Carvalho, do apresentador do Viação Cipó, Otávio Di Toledo, e do gerente de Meio Ambiente da Vale, Rodrigo Dutra Amaral.

Nova gerência




A jornalista Fernanda Lima, que acompanhou de perto todo o processo de licenciamento do projeto “Minas-Rio”, é a nova gerente de Comunicação Empresarial da AngloAmerican. Seu novo e agora ampliado desafio profissional, após ter vencido uma robusta e competitiva seleção de nomes, é conduzir doravante todos os processos e ações de comunicação da Minério de Ferro Brasil, sob as bênçãos de Pedro Borrego, diretor responsável pela área.

Foto: Divulgação

A culpa é da infância




Saiu na internet e o companheiro José Lino Barros, comentarista da Rádio Itatiaia, repercutiu ao seu estilo: “Agora mandam eu me comportar. Mas, como? Se desde pequeno eu vi o Tarzan andar pelado. Cinderela chegava meia-noite. Pinóquio mentia. Aladim era ladrão. Batman dirigia a 320 km/h. Branca de Neve morava com sete homens. Popeye fumava grama e era todo tatuado. E o Pac Man corria numa sala escura com música eletrônica comendo pílulas que o deixavam acelerado... Tarde demais! A culpa é da infância.” 

Foto: Divulgação