Prêmio “Campeões da Terra”para IZABELLA TEIXEIRA




Devido à sua atuação pragmática na redução do desmatamento na Amazônia, a ministra do Meio Ambiente foi uma das principais vencedoras do prêmio “Campeões da Terra” 2013, categoria Liderança Política, outorgado pela ONU, em solenidade no Museu Americano de História Natural, em Nova York. Emocionada, ela deixou o seu recado: “Tudo que queremos, com amor e compaixão, é uma sociedade e um desenvolvimento mais justos e inclusivos, que protejam o meio ambiente. Este é o caminho para um mundo melhor, um planeta mais sustentável no rumo da economia verde”.

Coincidência luminosa:
A cerimônia, que contou com a participação de outra brasileira, a modelo Gisele Bündchen, embaixadora da Boa Vontade do PNUMA,  foi no último dia 18, lua cheia de setembro.

Crédito fotos: Divulgação PNUMA

O prazer de Clarice



Maravilha o espetáculo “Prazer”, sobre a obra de ClariceLispector, em longa temporada no novo Espaço Cultural Banco do Brasil, na Praça da Liberdade. Igualmente comovente é a justa homenagem que a Cia Luna Lunera presta ao final a três ícones da produção cultural que já nos deixaram: Marcos Vogel, Marcelo Castilho Avelar e Raul Belém Machado, os dois últimos com quem tive o privilégio de trabalhar junto. Merecidíssimo!

Reconhecimento público




Representando seus colegas fundadores Sebastião Cabral Filho e João Augusto Moreira (in memoriam), o diretor do Centro deQuimioterapia Antiblástica e Imunoterapia (CQAI), Eduardo Nascimento (foto), recebeu homenagem da ALMG pelos seus 40 anos de busca pelo trabalho humanizado e a excelência de seus profissionais, em uma história de coragem e solidariedade na luta contra o câncer.

Crédito foto: Guilherme Bergamini

Na trilha dos quatis




É o nome do novo e audacioso projeto de corredores ecológicos abraçados
pelas prefeituras de BH e Nova Lima, com apoio da Semad, através do IEF. Além de unir, primeiramente, todos os parques e fragmentos de biodiversidade ao redor da Serra do Curral, a ideia é abranger todos os mosaicos de flora e fauna existentes e a serem criados, até a Serra da Piedade, na versão leste. A informação é do diretor do Parque das Mangabeiras, Homero Brasil. Ao estudar um recente monitoramento por controle remoto dos quatis que vivem no parque, os funcionários confirmaram que eles passeiam, vão e volta sem problemas até o ponto mais alto da Região Metropolitana. Ou seja, nem tudo está perdido. Pelo contrário, muitas das demais espécies de animais podem fazer o mesmo e devem ser protegidas, bem como a flora reconstituída até lá.

Lagoa Seca Verde


Antiga Mineração Lagoa Seca / Crédito: Cláudio Greco
Está nas mãos das construtoras Caparaó e Patrimar uma segunda chance de dialogarem com os ambientalistas em busca de um projeto imobiliário-ecológico, comum e sustentável capaz de revitalizar as crateras deixadas pela
ex-Mineração Lagoa Seca, na zona sul de BH. E, só assim, buscarem a licença social. A dica é do próprio prefeito Marcio Lacerda, que quer ouvir todas as partes, diante da falta de recursos e do radicalismo do local virar só prédios ou só uma área verde pública, prometida há meio século à população.

O Mineirão do Saara continua




A desimportância do verde na Cidade Jardim do Brasil - Fernanda Mann
Minas Arena não consegue captar a alma do mineiro, que gosta de árvore, sombra, banco e um clima mais ameno para conversar e se divertir
 
É triste, mas é verdade. De nada adiantou o protesto e a esperança dos milhares de leitores da Revista ECOLÓGICO, multiplicados via redes sociais, contra o processo de desertificação do novo Mineirão. Além de não ter aprendido a fazer feijão tropeiro, o Minas Arena também não sabe plantar árvores.
Ao invés de um prometido e dialogável paisagismo ambiental, dentro e fora do estádio, que livrasse os torcedores, visitantes e frequentadores do calor infernal e do sol cancerígeno devido à falta de sombras, o que acaba de ser feito ali, naquela imensidão de asfalto e cimento? O plantio em toda a área externa do Mineirão, na Esplanada e na passarela que liga o estádio ao ginásio do Mineirinho, de apenas... apenas 44 árvores em... caixas de cimento! E pior: da inadequada espécie Triplaris brasiliensis, há anos condenada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, por causa de suas floradas atraírem abelhas e moscas varejeiras.  
Quem atesta isto é Sérgio Tomich, um dos mais respeitados biólogos e paisagistas mineiros, ex-diretor de Parques e Jardins da SMMA, inspirador e criador do convênio PBH-Cemig para dirimir a eterna briga entre a fiação elétrica e a arborização pública da capital.
Segundo ele, também conhecida como Pau-Formiga ou Pau-de-Mulato, a Triplaris é uma espécie de árvore típica de solo fértil, profundo, úmido, enriquecido com matéria orgânica e irrigada regularmente. Ou seja, ela ocorre perto de cursos d’água ou lagos, ao longo das matas ciliares, onde se beneficia naturalmente da umidade do solo, justamente o que falta nos 80 mil m2 de área livre cimentada do novo estádio, onde pessoas de todas as idades, velhos e crianças frequentam, independentemente de se há jogo ou não.
Ao contrário de tantas espécies mais adequadas da Mata Atlântica, como jequitibás, faveiros, pau-reis e até fícus, que tanto já esverdearam e humanizaram a história da capital mineira, o Triplares brasiliensis tem motivos para ter sido banido de toda arborização pública. Ele não dá sombra, não é majestoso, é esteticamente feio quando não está florido, e fraco por ter o seu cerne oco. É uma árvore linda, que se sobressai e colore as matas, na beira de rios. Nunca de deserto urbano, solitária e aprisionada numa caixa de cimento.
Uma pena, enfim, o Minas Arena não ouvir os mineiros, nem a sua natureza, como nos foi prometido.  E lembrar o que Tancredo Neves disse uma vez quando, irritado com as línguas-de-cimento áridas que estavam transformando todos os canteiros centrais de BH, ele mandou “furar” toda a extensão da Avenida Antônio Carlos, igualmente reformada como o novo Mineirão, e plantar árvores: “Só os ortodoxos não gostam do verde!”.