Marília aprovada




Foto: Janice Drummond/Ascom Sisema

A engenheira civil com mestrado em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos pela UFMG, Marília de Melo (foto), foi aprovada por unanimidade pela comissão especial de deputados da ALMG no cargo de diretora-geral do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam). Indicada pelo secretário Adriano Magalhães, titular da Semad, ela ainda ouviu do deputado José Maia após a sabatina: “Além de adequada para o cargo, suas respostas demonstraram alto nível de conhecimento, clareza e objetividade”.

O bom exemplo de Coura




Nem tudo é só angústia no setor mineral responsável, ainda à espera de um novo marco regulatório postergado pelo governo federal. Aumentando sua coleção de reconhecimentos, o engenheiro José Fernando Coura (foto), duplo presidente do Sindiextra e do Ibram, e vice-presidente da Fiemg, foi eleito por unanimidade para receber, no próximo dia 14 em BH,  o “Prêmio Bom Exemplo´2013”, na Categoria Economia e Desenvolvimento de Minas.  A premiação é uma iniciativa da TV Globo Minas, em parceria com a Fundação Dom Cabral, a Fiemg e o Jornal O Tempo. Premiado, essa é a sua marca, já ampliou e ecologizou o seu agradecimento: “Esta distinção é muito mais do que um reconhecimeno pessoal. É uma homenagem pioneira à toda indústria da mineração. Reforça as condições para continuarmos atuando com sustentabilidade, cidadania e responsabilidade social”.

O Mineirão do Saara - A revolta

O Mineirão do Saara - A revolta

 
O artigo sobre o “Mineirão do Saara”, publicado na penúltima edição da ECOLÓGICO, continua repercutindo com 260 comentários no blog. 
Em Belo Horizonte, a professora de geografia Andrea Regina Mello Fonseca da Escola Estadual Madre Carmelita desenvolveu um trabalho sobre áreas verdes e fiação subterrânea, onde um dos temas tratados foi a matéria sobre o "Mineirão do Saara". 
Confira a reação e o recado de vários desses alunos*:
 

IMITAÇÃO ERRADA
“Infelizmente o nosso verde público continua sumindo e dando lugar a paisagens artificiais. É o que aconteceu com o novo Mineirão, onde todo o seu redor arborizado foi substituído por cimento e tendas que não permitem o seu sombreamento natural. O nosso estádio poderia ter ficado mais bonito com uma imensa área verde, mas talvez os envolvidos na construção queiram apenas imitar outros países, esquecendo-se do nosso clima e comportamento diferentes. Apesar de sua bela estrutura, a beleza natural de antes foi destruída de forma brutal. Não era necessária a retirada de tantas árvores!”
Gabriel Araújo Ferreira

SALVEM O MINEIRINHO!
“Eu sou frequentadora da área do Mineirão e posso dizer, com convicção, que o ocorrido ali foi uma agressão ao meio ambiente e à população. Passo por lá todos os dias e a sensação que tenho é que a região passou por uma verdadeira desertificação. O calor tornou-se mais insuportável ainda, com sol batendo fortemente e diretamente em nós. Além de danos à saúde, isso também gera graves estresses e danos à nossa mente. Como o mal já foi feito, e jamais podemos nos calar, ainda há muito para ser feito e refeito. Uma sugestão é não permitirmos que isso se repita no Mineirinho, por causa das obras das Olimpíadas. Juntos e conscientes de nosso poder, nós podemos conseguir!”
Ali Seghayer

PREGUIÇA SOMBRIA
“Dá até preguiça de ir agora aos jogos no Mineirão. O calor que já existia ali ficou insuportável! Você procura uma sombrinha qualquer para se refugiar e não acha nada, só os raios solares aquecendo tudo! Cadê as árvores grandes, e não mudas que demoram muito, que poderiam ter deixado ou transplantadas dentro de uma nova concepção paisagística? Espero realmente que os órgãos e profissionais responsáveis façam o reflorestamento dessas áreas, porque ninguém merece ir ao no estádio e ser obrigado a permanecer debaixo de um sol de 37 graus e não ter sombra alguma para se proteger. Ninguém merece, né?”
Luana Lopes Rocha

MEDO DE CÂNCER
“O que mais me intriga e me faz pensar todos os dias é: de que adiantará a medicina achar a cura para o câncer, se o próprio poder público, no caso quem permitiu um novo estádio assim tão árido, sem sombra e desprotegido dos raios ultravioleta, faz com que nós o tenhamos cada vez mais rápido?”
Sasha Cristhie Ferreira

MODERNIDADE?
“O que estamos presenciando com esse novo cenário do Mineirão em BH é realmente chocante. Diferente do espaço coberto pelo denso verde que vinha das árvores, agora se destaca um grande monumento de concreto. A cor fria, sem vida e cinzenta, faz refletirmos sobre a perda de tantas árvores e seus benefícios. É isso que será exposto ao mundo inteiro? Até quando modernização deixará de ser sinônimo de destruição?”
Laura Almeida Garcia

REFLORESTAMENTO JÁ!
“Esta atitude do poder público não está sendo bem aceita por nós aqui, professores e estudantes. Afinal, BH sempre foi caracterizada pelo seu verde. E não se concebe mais, nos dias de hoje, reformar um estádio de futebol ao custo de retirar todas as suas árvores, prejudicando a fauna que ali existia e os próprios torcedores. Reflorestamento! Isto é o mínimo que esperamos das autoridades envolvidas no projeto do novo Mineirão.”
Amanda de Oliveira Matos

*Nota alterada no dia 14/05/2013

Só Anastasia salva



Os moradores de Santana do Riacho estão certos ao quererem a retirada de tramitação do Projeto de Lei 142/2011 na ALMG, visto como uma pasma ameaça à vida do Rio Cipó e seus 104 afluentes considerados de preservação permanente. Eles são contrários ao substitutivo apresentado pelo deputado Almir Paraca (PT) que altera a Lei 15.082, de 2004, excluindo a sua proteção ambiental. 

“Nós não vamos aceitar manobra ou subterfúgio algum para prejudicar estes cursos d’água e o povo da região” – garantiu seu colega de partido, o deputado Pompilio Canavez, durante visita in loco da Comissão de Direitos Humanos da ALMG.
Ele lembrou que é a segunda vez que isto é tentado, em nome de se alterar a classificação de outro rio, em Ponte Nova, na mesma bacia hidrográfica. A tentativa, frustada, ocorreu em 2011. O governador Anastasia vetou. Para o aplauso também póstumo de Hugo Werneck, que, aliado a Angelo e Célio, no início dos anos setenta, lutou e conseguiu uma vitória emblemática na história ambiental do país. A transformação de 33,8 mil hectares da porção mineira e maravilhosa do Espinhaço, que começa justamente no município de Santana do Riacho, no hoje legalmente preservado Parque Nacional da Serra do Cipó, protegido pelo Ibama e administrado pelo Instituto Chico Mendes.

Ronaldo desdenha BBB e Vasco esverdeia Lacerda





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Ao abrir o seminário sobre “A Informação e o Meio Ambiente, Ronaldo Vasconcellos, presidente da ONG Ponto Terra e ex-secretário municipal de Meio Ambiente foi conclusivo: “Ter acesso a qualquer informação transformadora é melhor que assistir BBB”. Já o atual secretário-adjunto de Meio Ambiente de BH, Vasco Oliveira de Araújo, roubou a cena, pela sua sinceridade e emoção. Segundo ele, esse tipo de informação, ambiental ou ecológica, só se efetiva na cabeça das pessoas transportando-as para uma nova visão de mundo se, ao mesmo tempo, ela for capaz de tocar o coração das pessoas:
“Eu não sou especialista no assunto. Sou apenas cirurgião-dentista. Mas o pouco tempo envolvido com a área ambiental me modificou e me motiva de uma maneira profunda e surpreendente. Eu fico super-feliz, por exemplo, em saber que BH já tem 20 mil m2 de área verde por habitante, dois mil a mais do mínimo de qualidade de vida preconizado pela ONU. E de poder contribuir com o nosso prefeito na sua promessa, que vem sendo cumprida, de plantarmos 10.440 novas árvores na região da Pampulha, para compensar o que se tirou de verde ao redor do Mineirão. Acho que  Hugo Werneck também ficaria feliz com esta informação.”

Em tempo: Hugo, a quem a Revista ECOLÓGICO é dedicada e se inspira à cada lua cheia,  também era dentista. E à frente do Centro para a Conservação da Natureza em Minas Gerais, a primeira ONG ambientalista na América Latina que ele criou na companhia de Angelo Machado e Célio Vale, tornou-se um dos “pais” do ambientalismo brasileiro.

Para quem não conhece sua história, esse dentista-ambientalista também formado em amor, significa para Minas, o que Chico Mendes representa para a Amazônia e o país. Ambos, para o mundo.