Na cabeça

Quem diria que a nossa estância hidromineral batizada por Rui Barbosa como “Medicina entre Flores” viria a ser cantada dali para o mundo na Marquês do Sapucaí deste ano? Pois é verdade. Sob o tema “O milagre das águas na fonte do samba”, Caxambu foi escolhida como tema da Escola de Samba Império Serrano no desfile de ouro do Carnaval´2013. O enredo foi desenvolvido pelo carnavalesco Mauro Quintães , tendo Quitéria Chagas como sua nova rainha de bateria.
Um grupo de 90 caxambuenses sairá junto de um carro alegórico à Fazenda da Roseta, onde foi engarrafada a primeira garrafa de água mineral do Brasil.
 




E quem diria também, existe um ambientalista histórico atrás de toda esta história parceira com a verde-e-branco presidida por Átila Gomes e nove vezes campeã do carnaval carioca. Ele é o ex-presidente da Feam e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de BH, Paulo Maciel Junior, bisneto do Barão da Roseta e um dos nomes também no colete da nova gestão de Lacerda.

Quem planta, colhe

Foto: Reinaldo Hingel - Divulgação MMX
Quem tem competência, se estabelece, diz o velho ditado. Mas se ainda somar carisma pessoal, relacionamento fácil e consciência ecológica, diz o novo ditado do desenvolvimento sustentável, vai mais longe ainda. Foi o que aconteceu com o geólogo e engenheiro de Minas Carlos Gonzalez, recém-anunciado pela MMX, do Grupo EBX, de Eike Batista, como o novo presidente e diretor de Relações com Investidores. Formado pela Escola de Minas de Ouro Preto e com MBA em gestão estratégica de negócios pela FEA/USP, Gonzalez começou a ganhar notoriedade desde seus primeiros tempos na Vale, como responsável pela gerência geral de operações de Carajás.
A partir de 2001, como diretor de mineração da EBX, ele tornou-se também responsável pelo projeto Minas-Rio, hoje da Anglo American, em implantação na delicada região de Conceição do Mato Dentro, no coração de Minas, considerada Reserva Mundial da Biosfera.
Deve-se a ele o fato de esta futura mina ter sido o primeiro projeto na história mineral do Estado a ser concebido de maneira parceira com os órgãos ambientais do Estado, o que garantiu sua aprovação e licenciamento recordes.  O projeto é “modelo” de mineração sustentável para o país. Isso aconteceu a partir de 2008, quando ele ocupou a posição de CEO da Anglo, que comprou o projeto de Eike. De volta ao grupo, em 2011, ele foi surpreendido agora com este novo desafio, quando estava de férias em Ubatuba, no litoral paulista, com a família, e recebeu um telefonema de Eike.
“Eu me sinto motivado por ter participado do projeto MMX desde a sua concepção e abertura de capital, além de conhecer bastante a holding. Recebo a empresa com o desafio de concluir o processo de licenciamento ambiental da barragem Serra Azul e o de entregar o Superporto Sudeste” – declarou em sua primeira entrevista. Simplicidade, credibilidade e capacidade de se relacionar indistintamente, seja com as autoridades do governo, seja com as ONGs e os ambientalistas históricos mineiros, de cuja maioria ele tornou-se amigo, é o que também não lhe falta.

Marcio Lacerda

Sucessão na PBH
Que me perdoem tantos candidatos amigos e companheiros com legitimidade para isso. Mas tanto o prefeito Márcio Lacerda, como seu o vice Délio Malheiros, mais todo o PV e a maioria dos ambientalistas históricos que o apoiaram (e não pertencem a qualquer partido) já sabem o nome uníssono mais competente para ser indicado como o novo secretário municipal de Meio Ambiente de BH. Mais: eles sabem também qual o melhor nome, a chamada “prata da casa”, para ser seu secretário-adjunto, e assim integrar o que restou da velha pasta, hoje técnica e politicamente em frangalhos, pelos 20 anos de medo, preconceito e abandono que o PT lhe causou, ao novo que ela pode resignificar aos olhos da população.

Coragem política
Resta agora ao nosso prefeito, que se comprovou um raro líder  comprometido com a causa da sustentabilidade - vide BH ter sediado o último Encontro Mundial de Governança Local (ICLEI´2012 ) e ele ter representado seus colegas internacionais na RIO + 20 – sustentar este nome mais técnico e necessário, acima dos interesses partidários.
Afinal, Lacerda sempre sustentou a tese sábia de ter como seus secretários pessoas com mais autoridade e conhecimento específicos em suas respectivas pastas, do que ele próprio, aí sim, como comandante geral.

Apoio natural
Último “mais”: esse nome para a SMMA também tem o apoio do presidente da Fiemg, Olavo Romano, representando o setor produtivo. Apoio do ex-ministro José Carlos Carvalho e do Centro Mineiro de Referência em Resíduos, a “menina dos olhos” de Andréa Neves. E até mesmo, in memorian, do dr. Hugo Werneck, de seus canarinhos, borboletas e amor à natureza urbana que nos resta.
O meio ambiente aguarda. E torce.