Muito além da política


Esta é a diferença entre ser político e ser político, técnico e empresário ao mesmo tempo: o que se promete é cumprido. Foi o que aconteceu com o prefeito Marcio Lacerda. Há dois anos, quando estava em meio a um tiroteio da opinião pública por ter cortado 22 mil árvores da paisagem urbana da capital mineira para viabilizar as obras de mobilidade pública exigidas pela FIFA para a Copa do Mundo, ele não titubeou: “Nós vamos plantar 54 mil novas árvores, mais que o dobro, para compensar o verde  que estamos sendo obrigados a tirar”.
Essa coragem ecológica, entre outras,  fez com que ele ganhasse II Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza – O “Oscar da Ecologia” 2011 – sob o olhar desconfiado da plateia presente ao Auditório JK, na Cidade Administrativa de Minas. Palavra dada, palavra empenhada. Na última lua cheia de outubro, não a ele, do PSB, mas ao vice-prefeito e secretário municipal de Meio Ambiente, Délio Malheiros, do PV, coube o plantio simbólico de um Ipê-rosa na poluída Avenida Amazonas, dando início ao terceiro e último módulo do Programa “BH + Verde”. Serão mais 19.080 árvores até o final do período chuvoso do próximo ano, que se somarão às já 34.920 mudas plantadas.
Detalhe, além de tradição política em obra pública e terceirizada, o contrato assinado entre a PBH e as empreiteiras vencedoras da licitação garante que a cidade tenha mesmo as 54 mil árvores em todas as regiões da cidade. E não é só plantar, receber, abandonar e ir embora, como mais acontece. As mudas que não pegarem por deficiência do plantio, confirmou Délio, deverão ser repostas pelas mesmas empresas, com custo e prejuízo unicamente por conta delas. Já as que forem depredadas pela população, as empresas também serão obrigadas a repor, mas com o nosso dinheiro.
Hugo Werneck agradeceria.
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