O Mineirão do Saara - A revolta


 
O artigo sobre o “Mineirão do Saara”, publicado na penúltima edição da ECOLÓGICO, continua repercutindo com 260 comentários no blog. 
Em Belo Horizonte, a professora de geografia Andrea Regina Mello Fonseca da Escola Estadual Madre Carmelita desenvolveu um trabalho sobre áreas verdes e fiação subterrânea, onde um dos temas tratados foi a matéria sobre o "Mineirão do Saara". 
Confira a reação e o recado de vários desses alunos*:
 

IMITAÇÃO ERRADA
“Infelizmente o nosso verde público continua sumindo e dando lugar a paisagens artificiais. É o que aconteceu com o novo Mineirão, onde todo o seu redor arborizado foi substituído por cimento e tendas que não permitem o seu sombreamento natural. O nosso estádio poderia ter ficado mais bonito com uma imensa área verde, mas talvez os envolvidos na construção queiram apenas imitar outros países, esquecendo-se do nosso clima e comportamento diferentes. Apesar de sua bela estrutura, a beleza natural de antes foi destruída de forma brutal. Não era necessária a retirada de tantas árvores!”
Gabriel Araújo Ferreira

SALVEM O MINEIRINHO!
“Eu sou frequentadora da área do Mineirão e posso dizer, com convicção, que o ocorrido ali foi uma agressão ao meio ambiente e à população. Passo por lá todos os dias e a sensação que tenho é que a região passou por uma verdadeira desertificação. O calor tornou-se mais insuportável ainda, com sol batendo fortemente e diretamente em nós. Além de danos à saúde, isso também gera graves estresses e danos à nossa mente. Como o mal já foi feito, e jamais podemos nos calar, ainda há muito para ser feito e refeito. Uma sugestão é não permitirmos que isso se repita no Mineirinho, por causa das obras das Olimpíadas. Juntos e conscientes de nosso poder, nós podemos conseguir!”
Ali Seghayer

PREGUIÇA SOMBRIA
“Dá até preguiça de ir agora aos jogos no Mineirão. O calor que já existia ali ficou insuportável! Você procura uma sombrinha qualquer para se refugiar e não acha nada, só os raios solares aquecendo tudo! Cadê as árvores grandes, e não mudas que demoram muito, que poderiam ter deixado ou transplantadas dentro de uma nova concepção paisagística? Espero realmente que os órgãos e profissionais responsáveis façam o reflorestamento dessas áreas, porque ninguém merece ir ao no estádio e ser obrigado a permanecer debaixo de um sol de 37 graus e não ter sombra alguma para se proteger. Ninguém merece, né?”
Luana Lopes Rocha

MEDO DE CÂNCER
“O que mais me intriga e me faz pensar todos os dias é: de que adiantará a medicina achar a cura para o câncer, se o próprio poder público, no caso quem permitiu um novo estádio assim tão árido, sem sombra e desprotegido dos raios ultravioleta, faz com que nós o tenhamos cada vez mais rápido?”
Sasha Cristhie Ferreira

MODERNIDADE?
“O que estamos presenciando com esse novo cenário do Mineirão em BH é realmente chocante. Diferente do espaço coberto pelo denso verde que vinha das árvores, agora se destaca um grande monumento de concreto. A cor fria, sem vida e cinzenta, faz refletirmos sobre a perda de tantas árvores e seus benefícios. É isso que será exposto ao mundo inteiro? Até quando modernização deixará de ser sinônimo de destruição?”
Laura Almeida Garcia

REFLORESTAMENTO JÁ!
“Esta atitude do poder público não está sendo bem aceita por nós aqui, professores e estudantes. Afinal, BH sempre foi caracterizada pelo seu verde. E não se concebe mais, nos dias de hoje, reformar um estádio de futebol ao custo de retirar todas as suas árvores, prejudicando a fauna que ali existia e os próprios torcedores. Reflorestamento! Isto é o mínimo que esperamos das autoridades envolvidas no projeto do novo Mineirão.”
Amanda de Oliveira Matos

*Nota alterada no dia 14/05/2013
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Hiram Firmino,

Venho lhe informar que esse artigo publicado na ultima revista foi muito desagradável, pois os 260 comentarios foram todos de ALUNOS, da Escola ESTADUAL Madre Carmelita, sobre coordenaçao de apenas uma professora, Andrea Mello(prof de geografia) onde ela mesma - a professora- levou esse artigo para sala de aula para ser estudado pelos alunos, após ser discutido uma imensa apostila sobre áreas verdes. E nenhum dos alunos tinham conhecimento da revista Ecologico!

Balas
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Os alunos do ensino médio da "ESCOLA ESTADUAL MADRE CARMELITA" lamentam muito sobre a publicação feita na revista ecológico, pois quem teve a iniciativa do projeto não foram os alunos, foi "a professora de geografia Andrea Mello" na qual não foi reconhecida.

Balas
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Hiram Firmino,
Acho uma falta de respeito o seu desinteresse a respeito da nossa mobilização , nos ALUNOS da Escola ESTADUAL Madre Carmelita ficamos completamente decepcionados pois não foram um ou dois comentários foram 260 comentários ao qual você não teve o minimo interesse em analisar direito ,fomos coordenados pela professora Andrea Mello (geografia) onde a própria esta desenvolvendo um projeto de Áreas Verdes e Fiação Subterrânea e ficamos extremamente perdidos pois logo após você postar sobre o Mineirão do Saara você posta uma entrevista com um Dentista onde o mesmo desvaloriza toda a sua publicação sobre o Mineirão do Saara , sinto lhe informar que após este ocorrido o senhor perdeu todo credito com nós alunos da Escola ESTADUAL Madre Carmelita.
Desde de já agradeço pela atenção.
Aluna Larissa Carolini
2ºD - Escola ESTADUAL Madre Carmelita

Balas
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Boa noite Hiram,
Venho através deste comentário pedir que você analisasse bem todos os comentários que postamos no seu blog, pois somos ALUNOS da Escola ESTADUAL Madre Carmelita que realmente ficamos revoltados. Primeiro ficamos revoltados com o artigo sobre o “Mineirão do Saara” e agora revoltados pelo fato de haver tido uma tremenda desconsideração da sua parte pelo fato de você não ter sido cuidadoso o bastante ao falar dos nossos argumentos. Não somos especialistas; somos apenas alunos – fala que faz referência ao comentário do atual secretário-adjunto de Meio Ambiente de BH, Vasco Oliveira de Araújo; afinal ele é quem deveria ser especialista ao invés de um cirurgião--dentista. Aproveitando a oportunidade, gostaria de lhe dizer que outra coisa que nos entristece é o fato de haver em sua revista tanto fatos ecologicamente corretos e outros que contradizem isso. Peço que da próxima vez sejamos mais bem reconhecidos, inclusive a única e coordenadora do projeto, Professora Andrea Mello.
Fico grata desde já,
Thaianne Vieira, Aluna da Escola Estadual Madre Carmelita, 2º D.

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Boa Noite Hiram Firmino.
Valorizamos sua reportagem sobre os 260 comentários no seu blog sobre o Mineirão, mas sua equipe jornalística deveria, por competência, pesquisar mais sobre reais fatos e até mesmo o local informado na reportagem, já que foi escrito, escola Municipal, enquanto a nossa é Estadual Madre Carmelita. A história contada foi completamente contrária ao ocorrido. A professora Andréa Mello (geografia), leitora fiel da vossa revista,nos apresentou-a,e nos interessamos pelo assunto a ponto de visitarmos seu blog e comentarmos a reportagem. Não teve nenhum professor envolvido, a não ser esta que citei. Esse foi o fato.
Como vocês querem atingir um público nacional, se vocês não conseguem cuidar desses pequenos detalhes?
Profundo lamento.

Balas
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Boa noite Sr. Hiram. Sou Laila Thayene aluna do Terceiro ano do ensino médio da escola ESTADUAL madre carmelita. E gostaria que com sinceridade nos respondesse: O senhor realmente leu os comentários que publicou na revista? Acredito que não, devido aos erros grotescos e a falta de consideração com nós ALUNOS da Escola Estadual Madre Carmelita.
Senhor Hiram, dentre todos os comentários, foram ALUNOS e não professores que os fizeram. Também é de extrema importância ressaltar que nosso projeto não se iniciou com a INDIGNAÇÃO diante o acontecimento no Mineirão, ele se iniciou com a coordenação da professora de geografia Andrea Melo, a mais ou menos 3 anos, e que vem nos movendo diante de vários ocorridos, não apenas por um. Se o senhor tivesse lido com cuidado e atenção PELO MENOS 1 COMENTARIO, teria notado isso. Nossa indignação é também com o descuido de pessoas como o senhor que não se importam com o que a massa pensa. Me desculpe se estou sendo grosseira, mas depois do ocorrido o mínimo que o senhor pode fazer para se redimir é uma RETRATAÇÃO.
Caro Hiram, pare e pense, em meio a tantos comentários eu não vi nenhum comentário de um parente seu, ou de colegas de trabalho, então tenha mais respeito com os leitores. Eu compreendo que eram muitos comentários (mais de 200) entretanto nem os comentários que apareceram na revista foram lidos com a devida atenção.
Eu sinceramente espero que o senhor como um bom cidadão reconheça seu erro, e o corrija o mais rápido possível. Se isso for feito, eu volto para fazer uma retratação sobre o meu comentário, mas se isso não ocorrer continuo com a minha opinião de que o senhor não tem respeito pelos leitores. Agradeço pela atenção.

Balas
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Prezada professora Andrea e alunos da Escola Estadual Madre Carmelita,

Primeiramente gostaríamos de dizer que os comentários postados no Blog do Hiram foram lidos e comentados entre nossa equipe.
Foram mais de 200 comentários e ficamos muito felizes com a repercussão. Tanto, que seis deles foram escolhidos para publicação na edição 56.
Infelizmente, a nota que falava sobre esses comentários teve erros tais como: referir à escola como municipal, dizer que o movimento “partiu dos alunos e foi discutido pelos professores”.
Por isso, na edição 57 será feita uma errata na seção Carta dos Leitores corrigindo as informações. Pedimos desculpas pelo engano!
Estamos à disposição para quaisquer dúvidas!
E de antemão agradecemos sempre seus comentários e movimentos, que já foram publicados em nossa seção Carta dos Leitores, nosso site e blog.

Atenciosamente,
Revista ECOLÓGICO

Balas
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Pois é! Este é um dos efeitos da Educação voltada para o Desenvolvimento Sustentável. Estes são jovens com idade entre 16 e 17 anos e nem todas as turmas foram informadas ainda. Lamento juntamente com eles a infeliz entrevista do Secretário Adjunto do Meio ambiente, não por sua profissão, pois era a mesma do magnânimo e saudoso Dr. Hugo Werneck, mas pela sua ignorância ambiental. Até porque se ele não é especialista no assunto o que faz na Secretaria do Meio Ambiente de BH? Talvez está aí o descaso do nosso Prefeito - que não se atualizou nas questões ambientais, haja vista que na época em que estudou, a sustentabilidade não era abordada.
Mesmo gostando muito da Revista Ecológico, agora analisada por mim de uma outra maneira, sempre incomodei-me pela ausência da abordagem na área da educação. Não sei como os editores e jornalistas acreditam ser possível o envolvimento da população se não for através da Educação Ambiental. Apenas corroborei esta minha inquietude. Levarei ao conhecimento dos alunos a retratação da Revista.
Atenciosamente,
Andrea Regina Mello Fonseca
Em tempo: Apesar dos vários erros de português, creio que conseguiram externar suas emoções e peço a Deus que continuem intervindo no espaço em que habitam. Não faria sentido para mim estar na educação se não conseguisse participar do processo de transformação desses adolescentes. Deixarei em breve esta profissão com a certeza do dever cumprido.

Balas
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Boa Tarde,
Realmente fiquei indignada com o ocorrido.
Uma tremenda falta de educação primeiramente com a Escola,mas também com os alunos e com a professora Andréa Mello.
Por outro lado, me senti aliviada, depois de tamanho desrespeito, fomos informados que a revista irá fazer uma errata na seção e ainda nos deu a oportunidade de expandir nosso projeto, e nos forneceu uma página da revista para apresentarmos nosso trabalho.
Agradeço ao Sr. Hiram Firmino pela oportunidade, pois nunca deixamos de acreditar e sempre insistimos para obtermos o sucesso que tanto desejamos em nosso projeto.

Sâmia Antunes - 2° ano do Ensino Médio - Turma: 2°C
Escola Estadual Madre Carmelita

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Sr. Hiram Firmino, venho aqui como muitos outros alunos da Escola Estadual Madre Carmelita, dizer que foi desenvolvido um projeto de áreas verdes , e queríamos assim o nosso devido reconhecimento sobre o assunto que foi publicado, mas de maneira errada, em que foi citada o nome da escola sendo como Municipal e não Estadual, colocando palavras nos comentários em que não tinham sido escritas, como no caso a palavra professores, sendo que a professora Andréa Mello, que o tem desenvolvido conosco. Por outro lado, vendo uma oportunidade de expansão do projeto, e um pedido de desculpas pelos erros cometidos, a revista irá fazer na próxima edição uma errata na seção dos comentários aos leitores, com isso ficamos aliviados em saber que as devidas providências serão tomadas, e pedimos atenciosamente, um pouco mais de atenção, não só sobre esse assunto, mas de qualquer outro publicado.

Amanda de Oliveira Matos- 3°ano do Ensino Médio - Turma:3°C
Escola Estadual Madre Carmelita.

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Boa Noite Hiram ,
Os alunos da Escola Estadual Madre Carmelita ficaram indignados com os erros cometidos na publicação da revista , pois o projeto foi desenvolvido pela Professora de Geografia Andrea Mello e não pelo os alunos , e o assunto não foi discutido entre os professores , acredito que isso foi uma falta de interesse , como citado ,foram mais de 200 comentários de alunos de uma mesma Escola , foi uma extrema falta de atenção ao ler os comentários ( se é que foram lidos ). Mas já fico mais aliviada ao saber que sera tomada as providencias cabíveis .
Certa de sua atenção .
Jéssica Silva Gonçalves - 2°ano do Ensino Médio - Turma:2°C

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realmente estamos indignados. nossa professora com todo seu esforço e competencia não foi mencionada na revista como merecia,por ter desenvolvido um projeto importante para os alunos,mas estamos tambem agradecido por ter corrigido o erro,mas nao deixamos de expor nossas opiniões.
pois o nosso esforço merece uma retribuição que cabe a nosso nível.
JANINE RODRIGUES
escola "ESTADUAL" Madre Carmelita 2°/B

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Hiram ,
nós alunos da Escola Estadual Madre Carmelita ficamos indignados e lamentamos os erros que saíram nessa edição que diz respeito ao nosso projeto . Os comentários presentes na sua matéria foram feitos por ALUNOS e não por professores . Lamentamos também , pela nossa professora e coordenadora do Projeto Áreas Verdes Andrea Mello não ter tido o seu devido reconhecimento perante ao seu grande esforço em desenvolver esse projeto , com suas turmas de ensino médio . Porém ficamos mais aliviados em saber que isso será corrigido e esperamos que não cometam erros como esses novamente .
Nayara Teixeira - 2º Ensino Médio / 2ºB
Escola Estadual Madre Carmelita

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É realmente lamentável ver que uma revista exemplo em ecologia e sustentabilidade comete erros tão grotescos, onde me faz pensar de onde vem tal credibilidade, e repensar se erraram exclusivamente nessa reportagem, ou se há leitores desinformados e sendo ludibriados com noticias distorcidas e errôneas. Fiquei profundamente decepcionado quando fui informado da reportagem, COMO colocam escola MUNICIPAL se em todos os mais de 200 comentários estava especificado o nome da escola e a turma dos ALUNOS, fico profundamente decepcionado em saber que uma revista de 1 (UM) tema específico consegue errar em assuntos que deveria ser de interesse próprio, é por aí que consigo ver o comprometimento e a importância dada pela revista ECOLÓGICO aos temas abordados pela mesma. Onde está o comprometimento? Falhar não é uma opção, principalmente em uma revista deste porte, se realmente estivessem interessados no assunto levariam mais a sério e buscariam entender melhor o contexto do projeto realizado pela professora, ficou bem claro a real importância dada a ecologia, pela revista de ECOLOGIA .
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Breno Felipe T. - 2º Ensino Médio / 2ºB
Escola Estadual Madre Carmelita

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Boa Noite Hiram,
venho através desse comentário passar pra você,o quanto ficamos chateados e indignados com o fato publicado na última edição da revista.A coordenadora é a PROF.ANDREA MELO e não tem nenhum outro professor trabalhando com agente esse assunto,e na verdade foram nós os própios alunos que comentamos a reportagem do "MINEIRÃO DO SAARA"
E mais lamentável ainda,saber que uma revista de grande porte ecologicamente sustentável,cometera um erro tão grave assim!
Bárbara Isabelle - 2° Ano Ensino Médio/ 2°A
ESCOLA ESTADUAL MADRE CARMELITA

Balas
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Lilian Cristine - 2° A
Boa Noite Hiram , todos nós alunos da Escola Estadual Madre Carmelita ficamos indignados com a desordem da revista. Esclareço que a única coordenadora que trabalhou conosco foi a professora Andre Mello , além desse e de outros erros cometidos . Lamentamos , mas ficamos aliviados em saber que haverá a correção .

Balas