Mais uma estrela no céu

Foto: Bruno Kelly

Foi assim, que o próprio Greenpeace postou, a notícia da morte da sua ativista Tatiana de Carvalho, 36 anos, após um trágico acidente numa cachoeira próxima a Brasília, ocorrido no primeiro dia de lua minguante deste mês:
“O arco-íris ficou pálido, em tons de cinza. Os dias se tornaram um vazio indescritível nos nossos escritórios. Tati era a mais pura expressão de alegria, autenticidade, garra, espontaneidade. Era daquelas pessoas raras, que vêm ao mundo em edição limitadíssima. Dos corredores sisudos do Congresso Nacional aos labirintos da Floresta Amazônica, onde passou quase uma década se unindo a comunidades contra o desmatamento, ela deixava um rastro de inspiração e energia.
Tati lutou na campanha por um Brasil Livre de Transgênicos e, com a mesma garra, batalhava atualmente pelo Desmatamento Zero. Nunca mediu esforços para que a floresta e seus povos fossem protegidos. Por isso, lhe fizemos uma promessa: vamos honrar seus sonhos e levar adiante a luta pelo Desmatamento Zero no Brasil.”
Sua última entrevista e seu último apelo, você pode conferir, na seção “Páginas Verdes” deste mês. 



Menos guerreiras no Brasil
É assim, agora sem Tati, que continua a Administração Dilma Rousseff, mesmo tendo uma outra guerreira e técnica competente, a ministra Izabella Teixeira, à frente da pasta do Meio Ambiente, do Ibama, do Instituto Chico Mendes e de outros órgãos ambientais sucateados historicamente por falta de reconhecimento interno do núcleo duro do governo, de orçamento justo e valor político em relação a maioria das outras pastas tidas como “desenvolvimentistas”.  A morte de Tati, prezada ministra e querida presidenta, é apenas mais uma das dezenas de mulheres mártires pela Amazônia , como a Revista ECOLÓGICO vem registrando em suas últimas edições


Menos florestas no planeta
É o que a imprensa mundial acaba de registrar, para a tristeza de todos nós. A seca intensa de 2012 e o aumento do garimpo e da plantação de soja impulsionada pela alta dos preços internacionais de grãos levaram o desmatamento da Amazônia Legal Brasileira a atingir em agosto último o maior nível desde julho de 2009. Há dois meses, o pico do desmatamento atingiu a marca de 522 km2, um aumento de 220% em relação a agosto de 2011. Em julho de 2009, o total desmatado foi de 835 km2. Em setembro, a área desmatada foi diminuída para 282 km2. Os números, presidenta Dilma, foram divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente, o mesmo e mais abandonado de todos por parte de seus antecessores. Até quando, companheira?  



Emoção à flor da pele


 

Foto: Thiago Fernandes
Alberto Camisassa, superintendente-executivo da Fundação Sidertube, e Manfredo Leyerer, diretor-financeiro da V & M do Brasil, não se conteram durante o lançamento do Projeto “Guerra e Paz”, de Cândido Portinari, que irá marcar a inauguração do ex-Cine Teatro Brasil como o novo centro cultural de BH, quando setembro de 2013 vier.
Ao lado do assessor de Sustentabilidade, Comunicação e Assuntos Corporativos da V&M, Alexandre Mello, e do filho do artista, João Cândido Portinari, que emocionou a plateia de jornalistas e produtores culturais mineiros, ao contar a história de superação e autoenvenenamento do pai por uso de tintas tóxicas. Numa época em que não havia a consciência ambiental, eles foram só esperança e alegria do dever em cumprimento final.
Camisassa confirmou que, oito décadas depois, o antigo e futuro Cine Brasil vai abrigar duas salas de espetáculo, um teatro com l,2 mil lugares e outro com 200, mais auditório, café e galeria. E Leyerer, que R$ 8 milhões já gastos na sua reforma e recuperação artística até agora pelo Grupo Valourec (ex-Mannesmann) não passaram de uma feliz, criativa contribuição: “Não seremos nós que iremos administrar e tornar autossustentável a administração deste novo espaço. Mas, sim, de maneira consorciada, os órgãos oficiais que já cuidam da gestão cultural”.
A geração de quem já frequentou, namorou e até casou por causa do Cine Teatro Brasil, na Praça Sete, agradece antecipadamente a emoção em reconstituição na Praça Sete. As futuras, certamente, se supreenderão, quando a nova primavera chegar.