O construtor de pontes

Ilmar com a companheira e as duas filhas.


Amizade é igual o bem e o mal. Enquanto as pessoas más são organizadas, certeiras e pragmáticas em seus intentos, as pessoas do bem são o contrário: relaxadas, não cuidam da relação com os amigos, porque confiam umas nas outras, e por isso mesmo, são queridas. Só se valorizam ou são valorizadas quando partem deste vale desecológico de lágrimas. Foi o que aconteceu com o nosso companheiro Ilmar Bastos, biólogo e ambientalista histórico com passagens brilhantes e engajadas à questão ambiental à frente da Feam, Semad e Fundação Biodiversitas. Eu estava fora do país quando veio a notícia de sua morte prematura, há pouco mais de um mês, aos 56 anos de idade. E me surpreendi com tamanha comoção que ele causou em todos nós. É um Ângelo Machado que ainda não consegue falar dele sem chorar. Um José Carlos Carvalho que avermelha os olhos. É um Coura que o chama de irmão e companheiro. É um Adriano, de outra geração, que também o reconhece como um incansável “construtor de pontes”, vide a paciência, competência e diplomacia que tinha em presidir audiências públicas conflituosas que varavam a madrugada. Empresas como a AngloAmerican, que conseguiram seus licenciamentos ambientais, lhe devem uma gratidão impagável.
De minha parte, eu perdi o companheiro de uma dupla de violeiros que nunca existiu nem existirá mais: a Irã & Irado (de Iraque), que ele próprio cunhou e morria de rir antecipadamente. Mas, a rotina avassaladora pela administração e defesa da natureza que nos resta, impediu nossa performance terrena. O destino fez ele me trocar por Deus. Melhor e natural assim. Os dois devem estar fazendo o maior e merecido sucesso num céu preservado.
E aí, grande Ilmar, dá pra sair um irado “Como é grande o nosso amor por você?”


SAUDADES GERAIS
Ilmar Bastos com o velho e paciente estilo à frente da Feam, lembrado que foi assim pelo ex-secretário José Carlos Carvalho: “Vai Ilmar, leve e risonho como sempre foi. Vai com o mesmo bom humor do seu temperamento. Vai com alegria contagiante que nos fazia relaxar nos momentos de maior tensão. Vai altivo e humilde, como coordenava as reuniões por vezes duras do nosso Copam. Você deixa saudades em todos os que tiveram a ventura de lhe conhecer.”


“Sentiremos sua presença no sol intenso, alegre, irreverente, no vento que bate, toca, no som da viola, com seu “cheiro da terra” e a vida simples que gostava, no verde acolhedor das matas, na abundância do viver!”

LIP solidária

LIP solidária
Preocupada  com os incêndios que ocorrem nesta época do ano na Serra da Moeda, a  Lagoa dos Ingleses (LIP), empresa responsável pela gestão do banco de terrenos na região, deu exemplo para o setor. Contratou uma empresa especializada para executar as obras de um aceiro com mais de 12 km de extensão nos dois lados da BR-040. Os trabalhos seguiram orientações da Associação Mineira de Defesa do Ambiente (AMDA). E já evitaram a propagação de um grande incêndio, que ameaçou a região semanas atrás. Espera-se que outras imobiliárias trilhem este mesmo caminho.

FDS social

Foto: Omar Freire

A Fundação Dom Cabral colhe novos frutos na gestão Wagner 
 Veloso (foto). Já são 33 as entidades do terceiro setor que integram a Parceria com Organizações Sociais (POS), iniciativa destinada à profissionalização das ONGs sociais, para que elas possam gerar melhores resultados para a sociedade. A Central Única das Favelas (CUFA-RJ) acaba de se juntar ao grupo, formado por outras organizações de Minas, Rio, São Paulo e Santa Catarina. Segundo Elson Valim, coordenador da POS, essas entidades são muito comprometidas com suas causas, mas isso pode ruir se não houver uma gestão profissional, com recursos e orientação estratégica para gerar as transformações no meio onde atuam.

Saudade dele

Foto: Ecológico

O que a saudade verdadeira faz com a gente? Não é que nas férias de julho, andando pela praça principal de Praga, de repente eu “vi” meu ex-colega do jornal “Estado de Minas”, o crítico de cinema Marcelo Castilho Avellar, falecido precocemente em pleno auge da sua carreira? Quem o conheceu que confira a semelhança. Você vive, meu amigo!

CNI parceira

Foto: José Paulo Lacerda
A Confederação Nacional da Indústria irá realizar, junto com o governo, estudos para reduzir a emissão de carbono pela indústria. Os trabalhos fazem parte de um acordo asssinado entre o presidente da CNI, Robson Braga, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, e a ministra do Meio Ambiente,  Izabella Teixeira (foto). O documento também prevê a discussão de contrapartidas econômicas para os setores que diminuírem as emissões e cumprirem as metas em menos 5% até 2020. É a primeira vez que a indústria se torna parceira do governo federal na construção de política pública para a sustentabilidade.