Cultura esverdeada


Foto: Suziane Fonseca
Cresce no país o movimento pela inclusão da Cultura como o quarto pilar da sustentabilidade, depois do econômico, do ambiental e do social. Que o digam os clicados aqui: Evandro Xavier, ambientalista e presidente da Fundação Zoo-Botânica de BH; Conceição Soares, viúva de Rinaldo Campos Soares, que ecologizou a Usiminas; e Eliane Parreiras, secretária de Cultura das Minas Gerais. Em evento ecológico, claro. 

Casal exemplo


Divulgação AmazonasImages
Sebastião Salgado e Lélia Wanick serão homenageados na Rio + 20. Tudo por causa do seu Instituto Terra que, desde 1998 e sem fins lucrativos, atua na recuperação da Mata Atlântica no Vale do Rio Doce, onde a devastação de Minas se mistura  com a capixaba. Merecido! Ano passado, eles foram indicados no II Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade. E levaram o “Oscar da Ecologia”, na categoria Flora.

Salej, a história da indústria sustentável



Foto: Sebastião Jacinto Jr - Fiemg
Stefan Bogdan Salej, que voltou à BH para palestrar sobre o futuro global da indústria e ser homenageado com a inauguração do seu retrato na galeria dos ex-presidentes da Fiemg, foi lembrado de tudo. De “trator de esteira” a “D-9”, por causa do seu estilo enérgico e nada político de administrar e lutar pelo setor. O que pouca gente sabe, é que seus conhecidos e hoje respeitados gritos (vide os resultados perpetuados e acrescidos nas gestões Robson Braga e  Olavo Machado) tinham uma razão de ser. Ele vivia um processo crescente e imperceptível de surdez. Só descobriu isso quando se mudou para a Europa, passou a usar aparelho e falar normalmente.
Já o que muito os ambientalistas sabem, é que Salej foi o primeiro titular da Fiemg a quebrar o falso dilema entre a indústria e a ecologia. Sua primeira atitude foi mudar a logomarca da instituição, até então na forma de uma... chaminé representando o “progresso”. Ele brincou: “Ou muda, tira a chaminé, ou coloca um ninho de passarinho nela, para também simbolizarmos o nosso não à poluição”.
Ato contínuo, tomou outra atitude pioneira, com Shelley Carneiro a tiracolo. Chamou a ambientalista Dalce Ricas, arqui-inimiga  do setor produtivo irresponsável (leia-se a Amda e sua famosa Lista Suja, denunciando os nomes das 10 empresas, órgãos de governo e indústrias mais poluentes do ano), e junto com o jornal Estado de Minas, através do caderno “Estado Ecológico”, ajudou a criar o Prêmio Minas Ecologia (hoje “Hugo Werneck de Sustentabilidade”, também com apoio mantido da Fiemg).
Essa união contra o preconceito e em prol do desenvolvimento sustentável gerou frutos inimagináveis. Numa das festas mais concorridas da premiação, realizada no Teatro do Sesiminas, compareceu em peso tanta gente do mundo político, empresarial e ambiental, que Salej voltou a ironizar mais ou menos assim, como é seu jeito de falar as coisas sérias: “Imagine, gente, se caisse um avião  aqui esta noite e morresse todo mundo?!. Minas estaria perdida. O PIB do Estado ia lá embaixo”.
Este é o Salej, cuja justa homenagem fez rir, ter saudade e emocionado muita gente no auditório da Fiemg!