Entre o Boulevard e o Acaba Mundo

Foto: Fernanda Mann
O prefeito de BH, Marcio Lacerda, deverá deixar para depois das eleições a retomada da polêmica discussão sobre o destino da Mineração Lagoa Seca, na continuidade do aglomerado Acaba Mundo, no sopé da tombada Serra do Curral.
De um lado, trata-se do metro quadrado mais  caro da capital,  que tem um projeto de parque urbano conjugado com prédios residenciais e urbanos. E outro, nada menos que 28 associações de bairros, totalizando uma unida rede social com 200 mil eleitores em pé de guerra com a prefeitura, que querem a preservação  de toda a área verde  na forma de um parque municipal.
Já no meio da disputa, encontra-se a comunidade do Acaba Mundo, na maioria formada por famílias que não têm posse da terra, mas vivem vizinhos ali há dezenas de anos, sonham com a regularização e se consideram defensores daquele pedaço de serra. A licença de operação da mineração, que não será mais renovada pela prefeitura após meio século de exploração no local e nenhuma  recuperação ambiental, vence no próximo dia 14 de abril.
Na última audiência pública realizada na Câmara Municipal, a promotora de justiça Marta Alves Larcher apresentou dados convincentes de que a Mineração Lagoa Seca é um exemplo de insustentabilidade ambiental e humana. E, portanto, têm uma dívida enorme com BH, particularmente com os moradores do Acaba Mundo, que sofrem em suas peles, pulmões e ouvidos as consequências de sua meia centenária poluição.

Viva Veveco!

Arquivo pessoal
Por outro lado, Marcio Lacerda já decidiu. O original e sonhado projeto do Boulevard do Arrudas, idealizado pelos ambientalistas e prometido pelos seus sucessivos prefeitos desde a criação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, no Governo Hélio Garcia,  será colocado em licitação pública em junho próximo. Ele compreende ambas as margens do Rio Arrudas, entre a Ponte do Perrela e a Penitenciária Estevão Pinto, passando em frente à Câmara Municipal, com uma visão panorâmica e de fundo da Serra do Curral. A novidade ao projeto, proposta por Lacerda, é tampar este trecho do rio, para aumentar a mobilidade urbana. O nome pop deste futuro parque linear no Arrudas já foi escolhido. Será “Boulevard  do Veveco”, como era conhecido o saudoso Álvaro Hardy Filho, um dos arquitetos e lutadores deste sonho parisiense.  Para quem não sabe, quando era mais romântica e vergel, a ex-cidade jardim dos mineiros já foi chamada de “Paris brasileira”.

Emoção na Fundação Dom Cabral

Foto: Osmar Freire
Ao deixar o cargo de presidente há 35 anos da Fundação Dom Cabral, transformando-a na 5ª maior escola de negócios do mundo segundo o ranking da Financial Times, o “professor” Emerson de Almeida, como é conhecido, agradeceu e enfatizou bem humorado sua formação acadêmica: “Eu sou jornalista, sempre fui um bom repórter. Ao invés de cronograma, prefiro personograma.”
Já o administrador de empresa Wagner Furtado Veloso, novo presidente da FDC, também fez uma confissão afetiva. E ainda citou Violeta Parra, ao assumir comovido o comando da instituição: “Eu sou apaixonado pela fundação. Graças à vida por  ter me dado tanto”.

O prestígio é fiel

Divulgação
Foi o que demonstrou o jornalista, repórter e colunista Paulo Cesar de Oliveira (leia-se Revista Viver), no lançamento de seu livro “Minha Palavra”, no Palácio das Artes. A fila de políticos, empresários, admiradores, colegas, amigos e leitores custou para andar.

Projeto inovador

Foto: Divulgação
É o que promete mostrar, em breve, Marco Antônio Castelo Branco, ex-presidente da Usiminas e da V&M (ex-Mannesmann), na área de energia renovável. Trata-se, a tiracolo, de um projeto revolucionário que  utiliza a biomassa do eucalipto no estado mais reflorestado do país.