Incêndio ameaça Parque Nacional Grande Serão Veredas

Incêndio às margens do rio Carinhanha ameaça Parque Nacional Grande Sertão Veredas e entra no sexto dia

ICMBio tem brigada em Formoso, município de Minas situado na divisa com a Bahia, mas não tem como deslocá-la para dar combate ao fogo porque não tem veículo


Imagem ilustrativa - Foto: Clipart
Há seis dias, incêndio destrói a vegetação em área situada na margem do rio Carinhanha, na Bahia, próxima ao Parna Grande Sertão Veredas. O Carinhanha, afluente do Velho Chico, marca limite entre Minas e aquele Estado e sua bacia seja talvez a mais preservada nos dois Estados. A presença de grandes extensões de Cerrado e Veredas abriga fauna diversificada e rara como queixadas, caitiutus, onça pintada e parda, araras azuis e vermelhas, lobos guarás, tamanduá bandeira, veado catingueiro, sucuris, papagaios verdadeiros e diversas outaras espécies de pássaros ameaçados.

O rio, em grande parte do trecho que percorre, não recebe carga de esgotos e suas águas são verdes e límpidas, fato cada vez mais raro no país, principalmente quando se trata de cursos d´água de seu porte.

Este paraíso ecológico está ameaçado por invasões de posseiros, grilagem de terras, avanço do agronegócio e pelos incêndios como este que já destruiu enorme área, com danos ambientais da maior gravidade. A destruição das matas ciliares pelo fogo tem graves consequências sobre a fauna, que principalmente na época de seca, depende dela para abrigo e alimentação.  Em contato com a gerência do Parque, tomamos conhecimento mais uma vez, do desinteresse com que a proteção do meio ambiente é tratada pela União. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) tem brigada em Formoso, município de Minas situado na divisa com a Bahia, mas não tem como deslocá-la para dar combate ao fogo porque não tem veículo.

O Parna Veredas, com mais de 200.000 ha abrangendo áreas nos dois Estados, sofre anualmente com violentos incêndios causados por posseiros e proprietários de terra que moram no mesmo e, até hoje, não foram desapropriados e retirados, apesar dos recursos da compensação ambiental arrecadado pelo Ibama nos processos de licenciamento de projetos econômicos. Se o incêndio não for debelado, poderá chegar ao Parque, repetindo a tragédia anual.
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